Vangest quer marca própria na área médica e abre museu

Grupo industrial assinala 40 anos com um museu dedicado ao seu percurso e aponta à criação de uma marca própria na saúde, após reforçar a presença internacional com aquisições.

A Vangest inaugurou um museu dedicado à sua história para assinalar os 40 anos de atividade, numa altura em que pretende desenvolver uma marca própria na área médica. O objetivo surge depois da aquisição das britânicas Micro Systems e Optimold, que reforçou a capacidade industrial e a presença internacional do grupo português.

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Concluída em julho de 2025, a compra das duas empresas especializadas em moldes de alta precisão e injeção de plásticos para a saúde alargou as competências da Vangest na produção de componentes médicos. A operação reforçou a oferta do grupo em dispositivos de diagnóstico, sistemas de administração de medicamentos e outras tecnologias médicas.

O setor médico já representa cerca de metade da atividade da Vangest. Em declarações à Lusa, o presidente executivo, Rune Bakke, identificou o diagnóstico, a oftalmologia e os sistemas de administração de medicamentos como oportunidades de expansão. A estratégia passa também por uma participação mais precoce nos projetos dos clientes, integrando a industrialização, o fabrico e a montagem.

Fundada em 1986, a Vangest emprega cerca de 450 pessoas, aproximadamente 330 em Portugal, e dispõe também de fábricas no Reino Unido e em Singapura. Além da área médica, o grupo trabalha nos setores industrial e aeroespacial, com competências de engenharia, produção de moldes e injeção de plásticos de precisão.

A inauguração do Museu Vangest contou com a presença do antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira. “A Vangest fez algo muito inspirador, foi a Inglaterra comprar um competidor e assumiu-se como um player global”, afirmou o secretário de Estado da Economia.

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