Governo dá pontapé de saída no bilhete único para transportes com pagamentos “contactless”

  • Diogo Mendo Fernandes
  • 30 Setembro 2026

Oito operadores públicos e gestores de transportes assinaram um protocolo com vista a desenvolver um projeto de bilhética nacional. O primeiro passo é o acesso por cartão bancário "contactless".

Após ter prometido lançar até junho um bilhete único válido em todos os transportes públicos do país, o Governo deu esta quarta-feira o pontapé de saída com vista a desenvolver um projeto de bilhética nacional. Para o efeito, oito operadores públicos e gestores de transporte de passageiros nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto assinaram um protocolo de cooperação.

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Da lista fazem parte a CP, o Metropolitano de Lisboa, o Metro do Porto, o Metro do Mondego, TTSL/Soflusa e a Mobi.E que, explica o Ministério das Infraestruturas e Habitação em comunicado, passou a ter funções de promover a interoperabilidade dos sistemas de bilhética
a nível nacional, ou seja, vai gerir a colaboração entre as entidades. Os presidentes da Transportes Metropolitanos de Lisboa e do Porto também assinaram o documento.

O foco é o desenvolvimento de uma plataforma para aceitação de cartão bancário ‘contactless’ como meio de pagamento direto nos validadores dos transportes públicos.

Ministério das Infraestruturas e Habitação

Numa primeira fase, “o foco é o desenvolvimento de uma plataforma para aceitação de cartão bancário ‘contactless’ como meio de pagamento direto nos validadores dos transportes públicos“, o que permitiria dispensar a compra prévia de bilhete nas máquinas ou nos balcões de atendimento.

Alguns operadores já têm este sistema em curso, como é o exemplo do Metro de Lisboa, que permite o pagamento “contactless” em toda a rede. Indica o Ministério que os projetos terão de ser harmonizados entre as várias entidades, através de “uma base tecnológica que facilite a interoperabilidade bilhética e permita desenvolver novas soluções tarifárias“.

O ministério tutelado por Miguel Pinto Luz detalha que o objetivo, “ao agregar escala entre os operadores de transportes” é de favorecer “a redução de comissões e outros custos associados aos pagamentos, bem como criar uma base comum para a expansão a todo o território nacional, de soluções tecnológicas modernas de bilhética e acesso ao transporte público”, pode ler-se ainda.

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