IGCP corta em 6,3% emissões de obrigações para este ano

Estado vai pedir menos dinheiro ao mercado do que tinha previsto para este ano. Já cumpriu 82% da meta para a dívida de longo prazo e os leilões até dezembro passam a ser mais pequenos.

A agência que gere a dívida pública (IGCP) estima agora que as emissões de Obrigações do Tesouro (OT) cheguem a 22,5 mil milhões de euros em 2026, menos 1,5 mil milhões de euros do que a previsão do programa de financiamento para o 3.º trimestre, que apontava para 24 mil milhões.

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A atualização em baixa de 6,25% foi divulgada esta quarta-feira pela instituição liderada por Pedro Cabeços. Até ao final de agosto, o Estado tinha colocado 16,8 mil milhões de euros em OT. Com o leilão de setembro, o total sobe para 18,4 mil milhões, o que corresponde a 82% do objetivo anual para este instrumento. Faltam, por isso, 5,7 mil milhões de euros em OT para os últimos meses do ano.

As necessidades líquidas de financiamento do Estado ficam em 15 mil milhões de euros, o valor que o IGCP já tinha indicado em junho, quando as subiu em 2 mil milhões face à previsão do 2.º trimestre.

Até 30 de setembro, o IGCP refere que o Estado tinha executado 23,9 mil milhões de euros do financiamento previsto para o ano, o equivalente a 76% das necessidades de financiamento da República.

O mesmo acontece com o défice orçamental em contabilidade pública (11,2 mil milhões), com as necessidades totais de financiamento (30,6 mil milhões) e com o saldo de tesouraria previsto para o fim do ano (5 mil milhões).

Nos Bilhetes do Tesouro (BT), a alteração é maior: o financiamento líquido previsto desce 3,2 mil milhões de euros, de 4,2 mil milhões na estimativa anterior para mil milhões.

Até 30 de setembro, o IGCP refere que o Estado tinha executado 23,9 mil milhões de euros do financiamento previsto para o ano – que equivale a 76% das necessidades de financiamento – contra 16,9 mil milhões no final de maio, e falta obter 7,4 mil milhões, que em junho eram 14,4 mil milhões.

Os leilões de OT mantêm-se à segunda ou quarta-feira de cada mês, com a participação dos Operadores Especializados de Valores do Tesouro e dos Operadores de Mercado Primário. O montante indicativo de cada leilão passa a ser de 1.000 milhões a 1.250 milhões de euros, abaixo dos 1.500 a 1.750 milhões previstos no trimestre anterior.

As linhas a reabrir e o montante de cada operação serão anunciados ao mercado até três dias úteis antes do leilão. O IGCP continua a prever a combinação de sindicatos e leilões.

O calendário de BT também fica mais curto. O 3.º trimestre previa três operações, com montantes entre 1.250 e 1.750 milhões de euros. O 4.º trimestre tem um único leilão, a 18 de novembro, para o lançamento de uma linha a 12 meses com vencimento em 19 de novembro de 2027, e com um montante indicativo de 1.000 milhões a 1.250 milhões de euros.

Na parte do financiamento por executar, o documento prevê 2,3 mil milhões de euros de fundos da União Europeia e 2,8 mil milhões de euros em produtos de retalho (líquidos), enquanto o saldo dos BT passa a negativo em 1,7 mil milhões. O IGCP indica que vai acompanhar a evolução do mercado e que pode ajustar estas linhas de atuação.

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