MI5 emite alerta de espionagem visando empresa chinesa
Mais de 100 investigadores ligados à Academia britânica viram projetos na área de IA ou cibersegurança financiados por uma empresa chinesa ligada ao Ministério de Segurança chinês.
O MI5, o serviço de segurança interna britânico, emitiu um alerta de espionagem visando a empresa chinesa China General Technology Research Institute (CGTRI). A empresa, que mantém relações muito estreitas com o Ministério da Segurança do Estado chinês (MSS), terá financiado uma investigação na área de IA ou cibersegurança de investigadores do Reino Unido com o objetivo de contribuir diretamente para “melhorar as capacidades técnicas do MSS para fins de espionagem”.
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“O MI5 identificou que o China General Technology Research Institute (CGTRI), por vezes traduzido como China Academy of General Technology (CAGT), mantém relações muito estreitas com o Ministério da Segurança do Estado chinês (MSS), o serviço civil de informações e segurança da China”, pode ler-se no alerta emitido pelo serviço de segurança interna britânico.
O principal objetivo do CGTRI é “financiar investigação académica que contribua diretamente para melhorar as capacidades técnicas do MSS para fins de espionagem”, aponta o MI5.
“Mais de 100 académicos ligados ao Reino Unido contribuíram para projetos financiados pelo MSS através do CGTRI. Em alguns casos, os académicos poderão não ter conhecimento de que o CGTRI está a financiar o projeto de investigação chinês para o qual estão a contribuir”, refere o MI5.
“Os académicos britânicos contribuíram para projetos financiados pelo CGTRI em áreas como inteligência artificial (IA), cibersegurança, sistemas de comunicações clandestinas e esteganografia. Esta atividade apoia as operações de espionagem do MSS, o que representa uma ameaça para a segurança nacional do Reino Unido”, alerta.
“As instituições académicas do Reino Unido são fortemente aconselhadas a rever imediatamente qualquer colaboração em curso ou prevista com o CGTRI. O objetivo é garantir que o MSS não obtenha mais benefícios das universidades ou instituições de investigação britânicas”, refere ainda o serviço de segurança interna britânico.
O MI5 aconselha ainda os académicos a “determinar a origem última do financiamento quando desenvolvem projetos de investigação em colaboração com instituições chinesas, de modo a garantir que o CGTRI não esteja envolvido”.
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