PM manifesta disponibilidade para pontos de convergência sobre rendas
Montengro reforça a ideia de que o Governo dá aos inquilinos "a possibilidade de descontarem a despesa com as rendas no seu IRS, com um nível mais elevado do que acontecia até aqui".
O primeiro-ministro manifestou esta quarta-feira a disponibilidade para “ir mais longe no aprofundamento dos pontos de convergência” relativamente à proposta de lei do Governo que vai ser discutida esta tarde sobre o Regime do Arrendamento Urbano.
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Em declarações aos jornalistas, o governante frisou que o Governo dá aos inquilinos “a possibilidade de descontarem a despesa com as rendas no seu IRS, com um nível mais elevado do que acontecia até aqui”.
“As pedras casam todas umas com as outras. Se pagamos menos impostos, temos um estímulo também à construção, se temos um estímulo ao arrendamento, cobramos menos imposto aos senhorios que põem casas no mercado e damos aos inquilinos a possibilidade de descontarem a despesa com as rendas no seu IRS, com um nível mais elevado do que acontecia até aqui”, afirmou Luís Montenegro, em Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, depois de entregar a 32 famílias as chaves das novas habitações.
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"Obviamente que [estamos disponíveis] não desvirtuando o sentido de uma estratégia transversal [do Governo].”
Sobre a disponibilidade negocial, o PM disse que terá de não desvirtuar a estratégia transversal do Governo. “Obviamente que [estamos disponíveis] não desvirtuando o sentido de uma estratégia transversal [do Governo]”, disse.
Para Montenegro, “as coisas estão interligadas umas com as outras e tentamos que haja naturalmente um cuidado especial, social, com aqueles que têm mais fragilidades”.
Sobre o documento que vai esta tarde ser discutido na Assembleia da República, o PS já anunciou o voto contra mas o Chega desafiou o Governo a permitir que o texto desça à comissão sem votação, ameaçando votar contra caso tal não aconteça.
Governo está a fazer esforço perante custo de vida e é preciso prevenir futuro nas contas
O primeiro-ministro recusou adiantar se estão ou não previstas novas medidas para enfrentar o custo de vida, frisando que o Governo “tem uma estratégia” e que é preciso evitar desequilíbrios nas contas para “prevenir o futuro”.
“Estamos a fazer grande esforço em Portugal para ajudar as famílias e empresas a poderem enfrentar o aumento dos custos [com os combustíveis e os bens alimentares]. Ao mesmo tempo, temos de prevenir o futuro para não desequilibrar as contas, senão isso é uma dificuldade amanhã, como já aconteceu no passado”, afirmou Luís Montenegro.
O governante frisou que é preciso “cuidar de hoje e de amanhã”, fazendo escolhas que o Governo considera que são “a melhor forma de lidar com o custo de vida hoje e prevenir a evolução no futuro”.
Na terça-feira, o primeiro-ministro (PM) não excluiu que possam ser necessários mais apoios, mas reiterou que o Governo não quer “onerar todos no futuro“.
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