Sindicatos da UGT e BNP Paribas chegam a acordo para aumentos salariais de 3,25%
Com mais de nove mil trabalhadores em Portugal, o BNP Paribas acaba de firmar um acordo com os sindicatos da UGT, que prevê o aumento das tabelas salariais em 3,25% e uma salvaguarda contra inflação.
Os sindicatos bancários da UGT e o BNP Paribas chegaram a um acordo que prevê, nomeadamente, um aumento das tabelas salariais em 3,25%, anunciaram esta quarta-feira os representantes dos trabalhadores. Ficou ainda estipulado, nesse âmbito, que, se a inflação no final de 2026 for superior a esse aumento remuneratório, o banco garantirá a diferença aos trabalhadores, evitando a perda de poder de compra.
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“O processo negocial iniciou-se, como todos os outros do setor, através da apresentação de propostas pelos sindicatos e contrapropostas da instituição de crédito, tendo-se discutido à mesa de negociações não só a matéria salarial, mas também a melhoria do clausulado em vigor no Acordo de Empresa“, explicam o Sindicato do Setor Financeiro, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias e o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal, numa nota enviada esta quarta-feira às redações.
“Contrariamente à maioria dos restantes processos negociais na banca — nomeadamente no Acordo Coletivo de Trabalho do setor bancário –, que recusaram todas as propostas de alteração do clausulado apresentadas pelos sindicatos, neste caso foi possível acordar alterações“, realçam os sindicatos afetos à UGT, detalhando que foi possível alcançar um aumento de 3,25% na tabela salarial, alterar vários dos pontos do acordo de empresa e ainda introduzir uma cláusula de salvaguarda sobre o valor da inflação.
Sobre este último ponto, o que ficou firmado é que, se a taxa de inflação fixada no final de 2026 for superior a 3,25%, o banco processará a diferença até ao limite de mais 1%.
Além disso, neste processo negocial, alcançou-se já um acordo de princípio entre as partes relativamente às atualizações salariais para 2027 e 2028, embora os sindicatos não avancem, para já, pormenores.
“O resultado desta negociação deveria ser um exemplo para a banca. De facto, outras instituições de crédito que se consideram grandes só o são nos lucros, pois relativamente aos seus trabalhadores são muito pequenas face ao desprezo pelas suas necessidades”, atiram os sindicatos da UGT.
De notar que o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (independente e não afeto a qualquer à UGT, nem à CGTP) convocou uma manifestação para 9 de outubro e avançou com um pré-aviso de greve para 30 de novembro, devido à falta de acordo sobre os aumentos salariais. Os bancos insistem em aumentos de 2%, um valor insuficiente na visão dos representantes dos trabalhadores.
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