Turismo acelera receitas em agosto para 1,1 mil milhões. Dormidas de não residentes crescem 1,9%
Reino Unido mantém liderança entre os turistas estrangeiros em Portugal, com 17,1% das dormidas em agosto. Espanha cresce 5%, enquanto França recua 7,6%.
As receitas do alojamento turístico voltaram a crescer acima do número de hóspedes e das dormidas em agosto, com o setor a gerar 1,1 mil milhões de euros, mais 4,6% do que no mesmo mês de 2025. O número de hóspedes aumentou 1,9%, para 3,9 milhões, enquanto as dormidas avançaram 1,7%, para 10,9 milhões, de acordo com a estimativa rápida divulgada esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
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O crescimento da procura turística foi impulsionado tanto pelo mercado nacional como pelo estrangeiro. Os residentes foram responsáveis por 3,9 milhões de dormidas, mais 1,5% em termos homólogos, embora tenham perdido ritmo face a julho, quando o crescimento tinha sido de 4,1%. Já as dormidas de turistas não residentes aumentaram 1,9%, para sete milhões, acelerando face aos 0,8% registados no mês anterior.

Entre os principais mercados emissores, os turistas polacos e canadianos foram os que mais aumentaram as dormidas em Portugal, com crescimentos de 11,7% e 11,2%, respetivamente. O mercado britânico manteve-se, ainda assim, como o principal, representando 17,1% das dormidas de não residentes e registando um crescimento de 3,4%.
Espanha ocupou a segunda posição, com uma quota de 15,6% e um aumento de 5% nas dormidas, acelerando face aos 2% registados em julho. Já o mercado francês, terceiro maior emissor, manteve a trajetória negativa, com uma quebra de 7,6%, depois de ter recuado 5,1% no mês anterior.

No conjunto, os dez principais mercados emissores representaram 79,2% das dormidas de não residentes em agosto. Além de França, apenas os Países Baixos registaram uma diminuição entre os principais mercados, com uma descida de 1,1%.
A região Norte foi a que mais cresceu em número de dormidas em agosto, com um aumento de 4,5%, seguida pelo Alentejo, com 2,6%. O Algarve manteve-se como o principal destino, concentrando 30,1% das dormidas, seguido pela Grande Lisboa (19,3%) e pelo Norte (18,2%). Em conjunto, estas três regiões concentraram 67,5% do total.
Entre os turistas residentes, a Grande Lisboa registou o maior crescimento das dormidas, de 4%, enquanto a Madeira e o Centro apresentaram aumentos de 2,6% e 2,5%, respetivamente. Nos não residentes, o Norte liderou o crescimento, com uma subida de 6,3%, seguido pelo Alentejo, com 5,8%.
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