Allianz, AXA e Generali lideram ranking de seguradoras europeias
As 20 maiores seguradoras europeias cresceram 5,1% em 2025, com a britânica Aviva a subir um lugar ao incorporar a adquirida Direct Line.
A Allianz liderou, em 2025, o ranking dos 20 maiores grupos seguradores europeus elaborado pela MAPFRE Economics, considerando a receita de serviços de seguros dos negócios de Vida e Não Vida. O grupo alemão alcançou 102,8 mil milhões de euros, seguido pela AXA, com 90,0 mil milhões, e pela Generali, com 54,1 mil milhões. No conjunto, os 20 grupos analisados atingiram 582,0 mil milhões de euros, mais 5,1% do que no ano anterior. A evolução ocorreu num contexto marcado por incerteza económica e geopolítica, volatilidade dos mercados financeiros e níveis elevados de endividamento.
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A fotografia de 2025 mostra um mercado europeu de grandes grupos seguradores com crescimento mais equilibrado entre Vida e Não Vida. A Allianz liderou o ranking agregado e o Não Vida, enquanto a AXA manteve a primeira posição no Vida. A diferença entre os dois segmentos também evidencia modelos de negócio distintos: o Não Vida apresenta uma maior diversificação geográfica, enquanto o Vida permanece mais dependente dos mercados domésticos e das condições dos mercados financeiros.
A Allianz reforçou assim a liderança global da amostra, enquanto a AXA manteve a segunda posição e a Generali a terceira. A Zurich surge em quarto lugar e a Aviva em quinto, tendo esta última beneficiado da integração da Direct Line, operação que contribuiu para uma subida de 21,2% da sua receita, para 29,7 mil milhões de euros. A MAPFRE ocupa a sétima posição, com 26,35 mil milhões de euros, mais 3,3% do que em 2024. A seguradora espanhola perdeu um lugar precisamente para a Aviva.
Não Vida: Allianz mantém liderança
No segmento Não Vida, a receita de serviços de seguros dos 20 maiores grupos atingiu 416,1 mil milhões de euros em 2025, representando um crescimento de 4,8% face ao ano anterior. A liderança pertenceu novamente à Allianz, com 78,2 mil milhões de euros, seguida pela AXA, com 56,6 mil milhões, e pela Zurich, com 42,8 mil milhões.
A posição da Allianz no Não Vida é particularmente expressiva quando comparada com a dimensão dos restantes grupos. A AXA mantém uma distância considerável, enquanto a Zurich completa o grupo dos três maiores operadores. A MAPFRE ficou na sexta posição, com 21,97 mil milhões de euros, mais 2,6% em termos homólogos. O desempenho confirma a importância do Não Vida para os grandes grupos europeus e a capacidade de crescimento do segmento num ambiente ainda caracterizado por pressão sobre custos, inflação dos sinistros e riscos associados às catástrofes naturais.
O equilíbrio entre os dois grandes segmentos foi uma das características do mercado em 2025. Enquanto em 2024 o crescimento tinha sido particularmente influenciado pela evolução das taxas de juro e pelos efeitos de valorização associados ao negócio Vida, em 2025 a expansão foi mais equilibrada. A receita do Não Vida cresceu cerca de 4,8%, próxima da evolução registada pelo conjunto do mercado.
Vida: AXA lidera, Allianz aproxima-se e Aviva sobe ao quinto lugar
No Vida, o ambiente financeiro continuou a favorecer a atividade. As taxas de juro permaneceram elevadas durante grande parte de 2025, permitindo às seguradoras oferecer rendimentos mais atrativos nos produtos de poupança e anuidades. Ao mesmo tempo, as expectativas de flexibilização monetária pelos principais bancos centrais e a estabilização gradual das curvas de rendimento favoreceram os mercados financeiros. A evolução positiva das bolsas, impulsionada em parte pelo forte desempenho das empresas tecnológicas ligadas à inteligência artificial, também sustentou os produtos unit-linked, nos quais o tomador assume o risco de investimento.
Neste contexto, os 20 maiores grupos europeus de Vida registaram uma receita de serviços de seguros de 194,0 mil milhões de euros, mais 5,4% do que em 2024. Quinze dos grupos analisados cresceram acima da média. Entre os maiores aumentos estiveram os britânicos Pension Insurance Corporation, com +16,4%, HSBC, com +12,5%, e Rothesay Life, com +9,2%, além da Aviva, que cresceu 9,0%.
A AXA manteve a liderança do ranking Vida, com 33,4 mil milhões de euros, mais 6,3%. A Allianz ocupou o segundo lugar, com 24,5 mil milhões, crescendo 6,0%, enquanto a Generali permaneceu em terceiro, com 20,9 mil milhões, mais 2,0%. A Zurich ficou em quarto, com 10,9 mil milhões, um crescimento de 1,0%, e a Aviva subiu à quinta posição, atingindo 10,7 mil milhões, mais 9,0%.
A Talanx caiu para o sexto lugar, apesar de ter aumentado a receita em 0,9%, para 10,4 mil milhões de euros. A CNP ficou em sétimo, com 9,9 mil milhões, registando uma queda de 2,2%. A partir da oitava posição, ocupada pela Legal & General, a receita já ficou abaixo dos 10 mil milhões: o grupo cresceu 7,3%, para 9,3 mil milhões. A Crédit Agricole Assurance foi nona, com 7,9 mil milhões (+7,5%), e a Nationale-Nederlanden décima, com 7,3 mil milhões (+8,8%).
Na parte inferior do ranking, a Swiss Life manteve a posição, com crescimento de 2,9%, enquanto a Standard Life, antiga Phoenix Group, permaneceu em 13.º, crescendo 7,5%, para 5,8 mil milhões de euros. Rothesay Life e M&G cresceram 9,2% e 6,8%, respetivamente. A Pension Insurance Corporation e o HSBC destacaram-se pelos maiores crescimentos relativos da lista.
Apesar da evolução positiva, o Vida continuou condicionado pelo contexto económico europeu, nomeadamente pela incerteza geopolítica, níveis elevados de dívida e consumo moderado. A estabilização da inflação e a melhoria dos retornos financeiros, contudo, ajudaram a sustentar a procura por produtos de poupança, anuidades e soluções de longo prazo. Os cinco maiores grupos de Vida concentraram 51,8% da receita de serviços de seguros dos grupos considerados, praticamente o mesmo peso de 2024.
Veja o ranking das 20 maiores seguradoras europeias pelos prémios conseguidos em 2025:

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