Europa promete resposta igualmente “dolorosa” aos ataques híbridos da Rússia, alerta Kubilius
O comissário europeu para a Defesa destacou que Moscovo está a escalar as tensões através de ameaças e "ações híbridas e de sabotagem", defendendo que a Rússia não deve saber qual a resposta europeia.
O comissário europeu para a Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, avisou que a União Europeia (UE) deve responder à Rússia com medidas “tão dolorosas” como os danos provocados por eventuais ataques híbridos, defendendo que Moscovo não deve ter conhecimento antecipado de qual será a resposta europeia.
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“Se formos atingidos por ataques híbridos e sentirmos dor por causa disso, a nossa resposta à Rússia, se organizar esse tipo de ataque híbrido, deve ser tão dolorosa quanto o que estamos a sentir”, afirmou Kubilius à saída de uma audição na Comissão de Defesa do Parlamento Europeu, citado pelo Rapporteur.
O responsável acrescentou que a resposta do bloco não terá necessariamente de assumir a mesma natureza do ataque. “A nossa defesa híbrida também deve ser de tal ordem que estejamos preparados para exercer uma influência dolorosa em território russo, mas sem o dizer antecipadamente”, vincou o comissário.
Kubilius foi ainda questionado sobre as ameaças russas relacionadas com Kaliningrado. Na quarta-feira, a Rússia avisou a NATO que está preparada para recorrer a armas nucleares caso a aliança tentasse isolar o enclave russo com fronteira com o mar Báltico, acusando a organização militar transatlântica de seguir um “rumo perigoso e imprudente” com “elevados riscos de eclosão de um conflito armado direto”.
O comissário europeu para a Defesa destacou que Moscovo está a escalar através de ameaças, assim como por meio de “ações reais, ações híbridas e ações de sabotagem”. “Não temos medo de todas essas ameaças russas. Precisamos de estar preparados”, vincou, citado pelo mesmo jornal.
Questionado sobre uma eventual resposta a um ataque russo contra fábricas europeias que produzam equipamento para a Ucrânia, Kubilius foi ainda mais direto: “Se a Rússia atingir as nossas fábricas em território europeu, isso seria o Artigo 5.º” da NATO, frisou.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sublinhou em setembro que a Aliança Atlântica dispõe de “todas as opções de resposta” para contrariar ameaças híbridas russas, vincando que “algumas serão visíveis para o público, outras não”.
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