OE2027 reserva 200 milhões para assegurar conclusão de projetos do PRR

“Vamos propor aditamentos aos contratos, dispensando os promotores de devolver o dinheiro. Mas tem de completar os projetos até 31 de dezembro de 2027”, detalhou o ministro da Economia.

As escolas, centros de saúde e outros projetos que não ficaram concluídos a tempo no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vão ter 200 milhões de euros do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) para terminar as obras. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira e reiterado na sessão de apresentação de resultados da bazuca europeia. Mas os promotores têm de concluir as obras até 31 de dezembro de 2027.

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“Vamos propor aditamentos aos contratos, dispensando os promotores de devolver o dinheiro. Mas tem de completar os projetos até 31 de dezembro de 2027”, detalhou o ministro da Economia.

Em causa estão os projetos que ficaram concluídos apenas a 90%, mas também os que têm níveis de execução mais baixos, mas que tinham sido aprovados numa lógica de overbooking para garantir a execução a 100% do PRR. De fora destes 200 milhões ficam as obras que conseguiram assegurar a passagem do PRR para o Portugal 2030, explicou posteriormente o secretário de Estado do Planeamento, Hélder Reis, aos jornalistas à margem do encontro.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma Resolução “que define as regras para utilizar as disponibilidades financeiras remanescentes do PRR na conclusão de projetos já aprovados e em execução”, lê-se no comunicado. Ou seja, até 31 de dezembro de 2026, os projetos com financiamento do PRR que cumpriram as metas e marcos vão continuar a ser financiados pela bazuca europeia. Mas se o montante não for suficiente, então entra a linha de 200 milhões de euros no OE2027 para assegurar o remanescente.

“O diploma prevê ainda que o Estado possa assegurar a conclusão de investimentos em que o financiamento do PRR não seja suficiente para os concluir, através do Orçamento do Estado, até ao montante máximo de 200 milhões de euros”, acrescenta o mesmo comunicado.

Mas, os projetos que já iniciaram a obra e que foram aprovados em regime de overbooking também podem usar este montante.

As contas ainda estão a ser feitas, tal como o ministro da Economia já tinha anunciado, e só deverão estar concluídas durante o mês de outubro. Mas já foi criada esta boia de salvação para assegurar a conclusão dos projetos, tal como o Executivo já tinha anunciado.

De fora ficam os grandes projetos que saltaram do PRR, como a dessalinizadora do Algarve, a Tomada de Água do Pomarão, a expansão do Metro de Lisboa e do Porto ou o Hospital Lisboa Oriental. Esses vão sendo assegurados pelo Portugal 2030, seja no Sustentável 2030 ou nos programas regionais.

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