Pentágono anuncia corte em cargos de topo nas Forças Armadas

O secretário da Defesa dos EUA afirmou que os diferentes ramos das Forças Armadas norte-americanas deverão concluir estas reduções até 1 de janeiro de 2027.

O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, anunciou na quarta-feira uma nova redução dos lugares destinados a generais e almirantes nas Forças Armadas dos Estados Unidos, elevando para 20% o corte previsto para os postos de topo.

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O anúncio foi feito durante o discurso anual “State of the Force” (Estado da Força), na base do Corpo de Fuzileiros Navais em Quantico, na Virgínia. Hegseth afirmou que, além dos 10% de generais e almirantes que já foram afastados, determinou uma nova redução de 10% no número total de lugares de oficiais-generais, levando o corte acumulado para 20%.

Os diferentes ramos das Forças Armadas deverão concluir estas reduções até 1 de janeiro de 2027. Nem todos os lugares serão necessariamente eliminados, uma vez que algumas posições poderão passar a corresponder a patentes inferiores.

Hegseth rejeitou a descrição dos cortes como uma “purga”, expressão que atribuiu aos meios de comunicação social. “Agora, os meios de comunicação social chamam a isso uma purga. Eu chamo-lhe responsabilização, algo há muito esperado e, francamente, no mínimo indispensável”, vincou o chefe do Pentágono, citado pelo Time.

“Agora, penso que os generais perceberam a mensagem. Aqueles que responderam de forma positiva, que são a maioria, estão a liderar formações com um novo foco, mais autónomas e disciplinadas. Aqueles generais que não o fizeram, que se agarraram ao departamento woke ou que pareciam pensar que o controlo civil das forças armadas é apenas uma sugestão — bem, esses já não trabalham aqui”, acrescentou Pete Hegseth.

Durante o mesmo discurso, o responsável anunciou ainda uma nova iniciativa para o Departamento da Defesa, o “Project Meridian”. O programa, que integra Elon Musk na equipa, visa estudar o futuro da guerra e a desenvolver sistemas robóticos, drones e armamento para os próximos conflitos, e planos para construir uma nova grande base militar nos Estados Unidos.

O anúncio surge num período de forte mudança na liderança do Departamento da Defesa. De acordo com a revista norte-americana, pelo menos 20 responsáveis militares e civis foram afastados ou demitiram-se desde que Hegseth assumiu o cargo de secretário da Defesa.

Em setembro, o secretário do Exército dos Estados Unidos demitiu-se após meses de divergências com Pete Hegseth sobre a modernização desse ramo. Também o secretário da Marinha norte-americana foi afastado do Pentágono por alegadas disputas com Hegseth sobre planos de renovação de embarcações da Armada dos EUA.

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