Prejuízo da Greenvolt aumenta para 54,7 milhões no semestre com menos rotação de ativos

Energética liderada por João Manso Neto explicou o alargamento do prejuízo com menores margens resultantes da venda de ativos renováveis desenvolvidos e construídos.

A Greenvolt registou um prejuízo de 54,7 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, face às perdas de 14,5 milhões no período homólogo, pressionado por uma queda nos rendimentos operacionais devido a um menor volume de rotação de ativos, informou a empresa esta quinta-feira.

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Os rendimentos operacionais totais do grupo atingiram 314,9 milhões de Euros, representando uma diminuição de 36% face ao mesmo período de 2025, explicou a empresa liderada por João Manso Neto, em comunicado divulgado no site da CMVM.

“Esta evolução foi impulsionada principalmente pelo segmento de utility-scale, refletindo uma menor contribuição das operações de rotação de ativos: as margens resultantes da venda de ativos desenvolvidos e construídos totalizaram 22,4 milhões de euros (45,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2025), uma vez que algumas transações relevantes inicialmente previstas para o semestre foram adiadas”.

As vendas aumentaram 18%, para 133 milhões de euros, enquanto as prestações de serviços diminuíram 57%, para 146,8 milhões de euros, refletindo o menor volume de transações de venda de ativos concluídas durante o período.

Os custos operacionais totais ascenderam a 264,6 milhões de euros, refletindo uma redução de 160,7 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2025. “Esta diminuição esteve essencialmente associada ao segmento utility-scale, na sequência do menor nível de custos relacionados com operações de venda de ativos reconhecidos no período, com o custo das vendas a diminuir 65%, para 99,7 milhões de euros”, referiu.

Em síntese, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos depreciações e amortizações) dos seis meses findos em 30 de junho foi de 50,3 milhões de euros, comparando com 70,3 milhões de Euros no mesmo período de 2025.

O resultado operacional foi também afetado pelo aumento de 34% das amortizações e depreciações dos ativos operacionais de utility-scale, que atingiram 49,5 milhões de euros, por perdas por imparidade de 4,2 milhões de euros em ativos não correntes nos mercados da Polónia e Itália (1,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2025), parcialmente compensadas pelos outros resultados relativos a investimentos no valor de 3,7 milhões de euros, acrescentou a energética.

A Greenvolt saiu da Euronext Lisboa em novembro de 2024 após o fundo americano KKR ter adquirido as ações restantes dos pequenos investidores. A operação surgiu na sequência da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela GVK Omega, empresa da KKR, concluída no mês anterior outubro e que resultou na obtenção de 97,64% dos direitos de voto da Greenvolt.

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