Taxa de juro dos novos créditos à habitação sobe para 3%. É o valor mais elevado desde abril de 2025

O crédito à habitação ficou mais caro pelo quinto mês consecutivo, com a taxa média no nível mais alto desde abril de 2025, e com 87% dos contratos a serem feitos com taxa mista.

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação aumentou 0,03 pontos percentuais em agosto, para 3%, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal. Trata-se do quinto mês consecutivo de subida e no valor mais elevado desde abril de 2025.

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A subida desta taxa teve como justificação os novos contratos, cuja taxa média avançou 0,05 pontos percentuais para 3%, enquanto nos contratos renegociados, a taxa recuou 0,05 pontos percentuais e também ficou nos 3%, explica o Banco de Portugal.

Este movimento de subida foi transversal à área do euro, com a taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação na Zona Euro a subir 0,08 pontos percentuais, para 3,6%. Portugal passou de quinta para quarta taxa média mais baixa entre os países da área do euro.

O Banco de Portugal revela ainda que “em agosto, 87% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista”, e que “nas novas operações a taxa mista, a taxa de juro média aumentou 0,02 pontos percentuais para 2,86%. Nas novas operações a taxa variável, subiu 0,02 pontos percentuais, para 3,23%, revela ainda o Banco de Portugal.

Num movimento oposto à subida da taxa, seguiram os montantes emprestados para compra de casa, que diminuíram no mesmo mês. As novas operações de crédito à habitação totalizaram 2.553 milhões de euros, menos 12% do que em julho, refere o supervisor em comunicado. Os novos contratos desceram 229 milhões, para 2.129 milhões de euros, e as renegociações de crédito à habitação caíram 120 milhões de euros, apontam ainda os dados do Banco de Portugal.

Apesar deste movimento, a descida mensal não alterou a evolução do stock de empréstimos à habitação: o Banco de Portugal já tinha divulgado há dias que o stock de empréstimos para habitação cresceu 11,2% em termos homólogos em agosto, a taxa mais alta desde fevereiro de 2003, com o stock a atingir 119.062 milhões de euros, mais 1.038 milhões do que no final de julho.

Agregando o crédito à habitação aos outros empréstimos, os dados do Banco de Portugal mostram que, no conjunto dos particulares, as novas operações de empréstimos somaram 3471 milhões de euros, menos 439 milhões do que em julho. A habitação explica a maior parte da descida, mas também o crédito ao consumo recuou 7,7% para 613 milhões de euros, e os empréstimos para outros fins diminuíram 39 milhões, para 305 milhões.

Os novos contratos de empréstimos a particulares fixaram-se em 3.020 milhões de euros, menos 314 milhões, e as renegociações em 451 milhões, menos 124 milhões. As novas operações incluem novos contratos e contratos renegociados.

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