Sociedade de Garantia Mútua aumenta capital para quase 290 milhões de euros
A Sociedade de Garantia Mútua vai reforçar o capital social em 73,6 milhões de euros, para 289,8 milhões. A operação será concretizada por fases e arranca com um aumento para 251,7 milhões.
A Sociedade de Garantia Mútua (SGM) anunciou esta sexta-feira um aumento de capital superior a 25%, para 289,8 milhões de euros. Segundo um comunicado, a decisão foi tomada em assembleia geral realizada a 25 de agosto, na qual os acionistas aprovaram um reforço do capital social em 73,6 milhões de euros, dos atuais 216,2 milhões para 289,8 milhões de euros.
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A operação será concretizada por fases, de acordo com a decisão dos acionistas. Numa primeira fase, o capital social da SGM sobe para 251,7 milhões de euros, um reforço de 35,5 milhões face ao montante atual. O remanescente, superior a 38 milhões de euros, será realizado posteriormente.
A SGM é responsável pelo funcionamento do sistema mutualista de garantias às empresas portuguesas e tem como acionistas maioritários entidades públicas vocacionadas para o apoio à atividade económica, como o acionista de referência Banco Português de Fomento (BPF), e os principais bancos comerciais a operar no país.
Criada em dezembro de 2025, na sequência da fusão dos quatro operadores de garantia mútua existentes — Norgarante, Lisgarante, Garval e Agrogarante —, a Sociedade de Garantia Mútua tem registado um crescimento da atividade à medida que são disponibilizadas novas linhas de financiamento através do seu acionista de referência, o Banco Português de Fomento.
Desde o início do ano, a Garantia Mútua já formalizou mais de mil milhões de euros em garantias, permitindo mobilizar um investimento total superior a 2,3 mil milhões de euros junto de mais de 8 mil pequenas e médias empresas e contribuindo para a manutenção de mais de 148 mil postos de trabalho. No final de agosto, a carteira viva de garantias situava-se acima dos 3,9 mil milhões de euros.
O reforço de capital surge poucos dias depois do lançamento da “Linha Impulsar Portugal”, promovida pelo Banco Português de Fomento e pela Garantia Mútua, com uma dotação global de 1,5 mil milhões de euros e vigência até 31 de dezembro de 2028. A linha destina-se a financiar empresas em diferentes fases do seu ciclo de vida, desde necessidades de tesouraria e investimento estratégico à criação de novos negócios e à prestação de garantias técnicas.
A “Impulsar Portugal” está dividida em quatro sublinhas. Entre estas, a “Impulsar Curto Prazo” prevê financiamento até 7,5 milhões de euros por empresa, enquanto a “Impulsar Investimento Estratégico” permite operações até 25 milhões de euros, com prazos que podem chegar aos 144 meses. A “Impulsar Novos Negócios” prevê financiamento até um milhão de euros e garantias até 80%, enquanto a linha destinada a garantias técnicas estabelece um limite de 2,5 milhões de euros.
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