Tiffany & Co estreia-se em Portugal em 2027 com loja no antigo edifício sede do BES

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Loja da marca norte-americana vai instalar-se na Avenida da Liberdade.

A Tiffany & Co. vai inaugurar a primeira loja própria da marca em Portugal no próximo ano. A marca norte-americana de joias vai ocupar um dos quatro espaços comerciais que vão ficar disponíveis no edifício onde ficava a sede do BES, na Avenida da Liberdade, avança o Expresso.

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O Edifício Liberdade 201 faz parte do portefólio da empresa de imobiliário Merlin Properties e depois de ter sido sede do Banco Espírito Santo está a ser convertido num edifício de uso misto – escritório, hospitality e retalho. No piso térreo vão surgir quatro espaços comerciais. Três deles foram arrendados pela LVMH e vão ser ocupados por marcas do grupo que se vão estrear em Lisboa: além da Tiffany & Co., a Loro Piana e a Celine.

Depois de ser adquirida pelo grupo da família Arnault em 2021, por 14,7 mil milhões de euros, a Tiffany & Co. iniciou um processo de expansão na Europa.

Segundo o relatório da LVMH para o primeiro semestre do ano, a joalheira norte-americana, a par da Bvlgari, teve um “excelente desempenho” e prosseguiu a renovação da rede de lojas e aprofundou a implementação de novas lojas.

De acordo com o mesmo documento, a Tiffany foi a insígnia do grupo em que foi concentrada maior fatia de investimento, a par de Louis Vuitton, Dior e Sephora. Esse investimento, não discriminado por marca, ascendeu a 2.061 milhões de euros (ainda assim abaixo dos 2.360 milhões de 2024).

A LVMH destacou ainda a aposta em coleções da Tiffany muito reconhecíveis, com destaque para a HardWear e Knot. Para o segundo semestre, o grupo antecipava que Bird on a Rock deveria assumir protagonismo. Em abril deste ano, a Tiffany apostou na coleção Blue Book 2026, Hidden Garden, inspirada no legado de Jean Schlumberger e no saber-fazer artesanal de marca azul.

Os números da LVMH não detalham os resultados das 75 marcas individualmente, mas o total da divisão de relógios e joias foi de 5.225 milhões de euros no primeiro semestre, mais 3% em termos reportados e mais 9% em termos orgânicos do que no período anterior, contrariando a queda de 6% registada pelo grupo.

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