G7 vai libertar 100 milhões de barris de crude e gasóleo
O Presidente francês, que tem também a presidência do G7, anunciou que metade será de crude e a outra metade gasóleo. As maiores economias do mundo respondem assim ao repto do Presidente dos EUA.
Os membros do G7 vão libertar até 100 milhões de barris. Metade será crude a outra metade gasóleo, respondendo assim ao repto lançado pelo secretário do Tesouro e Presidente dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada esta sexta-feira pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que tem a presidência rotativa do G7.
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A libertação de reservas vai ser feita em coordenação com a Agência Internacional de Energia (AIEA) e durar cerca de quatro meses. O objetivo, explicou o presidente francês, é o de pressionar os preços e é também por isso que “uma quantidade substancial de diesel vai ser libertada nos primeiros 20 dias por membros do G7 e parceiros”.
“Comprometemo-nos em conjunto a libertar estas reservas estratégicas nas proporções que referi, com ênfase no gasóleo, e estamos empenhados em garantir que não haja proibições de exportações e o Presidente Trump, em particular, foi muito claro quanto a este ponto”, disse Macron.
O grupo das sete maiores economias do mundo deixa a porta aberta a nova colocação de barris no mercado. “Nos próximos dias, reunir-nos-emos no âmbito da AIE para debater a possibilidade de disponibilizações adicionais de gasóleo, caso seja necessário“, explicou ainda o presidente francês.
Trump aplaude decisão do G7
Minutos depois da decisão ter sido conhecida o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu à sua rede social, Truth Social, para anunciar que a Europa iria libertar reservas de gasóleo. O Chefe de Estado referiu que o processo se vai iniciar imediatamente.

“A Europa acaba de concordar em libertar uma enorme quantidade dos seus ‘stocks’ de gasóleo. O processo terá início imediato“, escreveu Donald Trump.
A decisão acontece depois de os Estados Unidos terem colocado em cima da mesa a possibilidade de uma proibição na exportação de gasóleo, caso os países europeus não libertassem uma maior quantidade deste derivado. Tanto Donald Trump como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tinham apelado aos europeus que colocassem gasóleo no mercado “imediatamente” para contrariar a subida dos preços deste combustível.
As primeiras notícias de que a UE podia vir a aceitar este repto tiveram um impacto imediato nos preços. O barril de Brent, de referência para a Europa, chegou a cair mais de 2% para os 99,9 dólares, enquanto o crude de referência para os EUA desvalorizou quase 4% para os 89 dólares.
Também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou a decisão. O antigo primeiro-ministro destacou em particular o facto de os países do G7 terem acertado “uma libertação coordenada, através da Agência Internacional de Energia (AIE), de 100 milhões de barris, com início imediato e prolongando-se por quatro meses, com a disponibilização de gasóleo antecipada pelos membros do G7 e por países terceiros”.
Costa salientou que na próxima cimeira do Conselho Europeu, prevista para 15 e 16 de outubro, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) vão voltar a abordar este tema e tentar perceber como podem “atenuar o impacto do aumento dos preços da energia nos cidadãos, nas empresas e na indústria”.
Presidente da AIE: Preços já começaram a descer
Após o anúncio pelo G7 o presidente da AIE, Faith Birol, afirmou que os preços do petróleo e refinados já estão a começar a descer. “Hoje demos um passo em relação ao gasóleo. Realizámos uma reunião com líderes mundiais e anunciámos que iríamos recomeçar a libertar 100 milhões de barris de petróleo“, afirmou Birol. “Os preços estão a começar a descer“, acrescentou
“Espero que este seja um passo benéfico tanto para o mundo como para a Turquia”, disse ainda o responsável, a discursar em Istambul, numa conferência de imprensa intitulada “Financiar a Transformação: a Turquia a caminho da COP31”, organizada pela Associação de Bancos da Turquia.
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