Copiloto suspeito de terrorismo teve formação em Marrocos mas não foi contratado
"A sua candidatura foi rejeitada", disse a companhia de aviação.
O copiloto do avião que terá agredido um piloto e que tentou fazer despenhar a aeronave na quarta-feira perto de Telavive teve formação em Marrocos, mas não foi contratado pela Royal Air Maroc (RAM).
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Em comunicado hoje divulgado e citado pela agência noticiosa oficial marroquina MAP, a RAM indicou que o copiloto frequentou, em 2025, no seio da empresa, uma formação teórica de três meses que “previa a uma eventual contratação” mas, no final desse período, “a sua candidatura foi rejeitada”.
O esclarecimento da RAM surge depois de alguns meios de comunicação terem noticiado que o copiloto tinha trabalhado anteriormente para a companhia aérea marroquina.
O Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos confirmou este sábado que o copiloto do voo FZ1073 da Flydubai “iniciou a execução de um atentado terrorista” ao atacar o piloto com um “machado de emergência”.
O copiloto “começou a executar o seu plano durante o voo” quando agrediu o comandante da aeronave dentro da cabina e “tentou assumir o controlo dos comandos do avião”.
Também o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos afirmou que “as investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do incidente, os seus motivos e as ligações a ele relacionadas, além de concluir as verificações técnicas e a análise das provas materiais e digitais”.
“Os resultados finais serão anunciados assim que os procedimentos necessários estiverem concluídos”, acrescentou.
O canal saudita Al Arabiya e a CNN afirmaram, citando várias fontes não identificadas, que o copiloto do avião que quase causou a queda do voo FZ1073 foi inibido de voar no seu país natal, Omã, porque as autoridades omanitas descobriram que ele tinha “ideias extremistas”.
Segundo a Al Arabiya, o copiloto abandonou Omã após ter sido inibido de voar e que poderia ter sido influenciado por “ideias extremistas” de “grupos radicais” na Síria, onde “tinha passado algum tempo”, uma vez que a sua mãe é natural daquele país.
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