‘Arte e Moda’ na Gulbenkian cruza alta-costura com arte
- ECO IA
- 19 Abril 2026
A Fundação Calouste Gulbenkian apresenta uma mostra inédita que reúne 270 peças de arte e moda, com nomes como Alexander McQueen e Givenchy ao lado de Frans Hals, Van Dyck e Rembrandt.
-
O que distingue a exposição 'Arte e Moda' inaugurada na Fundação Calouste Gulbenkian?
-
Quantas peças estão reunidas e de onde são?
-
Que diálogo se estabelece entre arte e moda nesta mostra?
-
Há presença de criadores portugueses na exposição?
-
Como é abordada a relação entre celebridades e alta-costura?
-
Que exemplos históricos são destacados?
-
A exposição limita-se à moda feminina?
-
Que envolvimento teve o museu na realização da exposição?
-
Quando e onde pode ser visitada a exposição?
‘Arte e Moda’ na Gulbenkian cruza alta-costura com arte
- ECO IA
- 19 Abril 2026
-
O que distingue a exposição 'Arte e Moda' inaugurada na Fundação Calouste Gulbenkian?
Segundo o curador espanhol Eloy Martínez de la Pera Celada, “o que aqui vemos nunca se viu”. A exposição apresenta uma conversa constante entre obras de arte da coleção Gulbenkian e peças de alta-costura de nomes como Alexander McQueen, Givenchy, Balenciaga e Charles Frederick Worth, lado a lado com obras de Frans Hals, Van Dyck e Rembrandt.
Proxima Pergunta: Quantas peças estão reunidas e de onde são?
-
Quantas peças estão reunidas e de onde são?
A exposição reúne 270 peças de arte, património e alta-costura, vindas não só da coleção Gulbenkian, mas também do Museu do Traje de Espanha, do MUDE – Museu do Design, da Fundação Givenchy, da Fundação Azzedine Alaïa, entre outras instituições.
Proxima Pergunta: Que diálogo se estabelece entre arte e moda nesta mostra?
-
Que diálogo se estabelece entre arte e moda nesta mostra?
O percurso começa com uma máscara funerária dourada do Egito e um vestido dourado da designer chinesa Guo Pei, destacando a importância do dourado na pintura e no vestuário. Elementos como as penas, usadas primordialmente para proteção, continuam presentes na moda, exemplificados por peças de Hubert de Givenchy. A exposição mostra ainda a influência da Antiguidade Clássica, do Oriente e dos tons azuis e brancos na moda e na arte, com paralelos entre porcelanas chinesas, azulejos portugueses e vestidos monumentais.
Proxima Pergunta: Há presença de criadores portugueses na exposição?
-
Há presença de criadores portugueses na exposição?
Sim, a mostra inclui peças de José António Tenente, Nuno Baltazar, Alves/Gonçalves, Maria Gambina e, do lado da arte, de Joana Vasconcelos. O curador destaca a importância da artista, que mistura têxtil na arte e representa a criação de arte com moda, tendo colaborado com a Dior e recorrendo ao uso de ouro e passamanaria.
Proxima Pergunta: Como é abordada a relação entre celebridades e alta-costura?
-
Como é abordada a relação entre celebridades e alta-costura?
A exposição evita dar ênfase às peças usadas por celebridades, preferindo apresentá-las como obras de arte. No entanto, abre-se uma exceção para o vestido vermelho de Givenchy usado por Audrey Hepburn, já que Givenchy, segundo o curador, popularizou a alta-costura através da atriz. Charles Frederick Worth é apontado como o “pai da alta-costura”, tendo iniciado a assinatura das peças e alterado a relação com os clientes, além de criar o conceito de coleções sazonais e desfiles com modelos reais.
Proxima Pergunta: Que exemplos históricos são destacados?
-
Que exemplos históricos são destacados?
O curador refere a imperatriz Eugénia de Montijo como a “primeira influencer de sempre”, por ter sido a primeira cliente da realeza de Worth e por ter popularizado tendências como o “verde Nilo” durante a abertura do Canal de Suez.
Proxima Pergunta: A exposição limita-se à moda feminina?
-
A exposição limita-se à moda feminina?
Não. O curador faz questão de mostrar que a alta-costura e a alta moda não são exclusivas do vestuário feminino, recordando que no século XVIII os homens também usavam saltos e meias. Além disso, sublinha que a alta-costura pode estar presente na cultura popular, como nos trajes de Viana do Castelo.
Proxima Pergunta: Que envolvimento teve o museu na realização da exposição?
-
Que envolvimento teve o museu na realização da exposição?
O projeto mobilizou toda a estrutura do museu Gulbenkian e todos os departamentos, segundo o curador. O objetivo foi criar um percurso que junta pintura, tapeçaria, artes decorativas e criação de moda, mostrando o vestuário como arte, património e linguagem central da economia do luxo.
Proxima Pergunta: Quando e onde pode ser visitada a exposição?
-
Quando e onde pode ser visitada a exposição?
A exposição está patente até 21 de junho na galeria principal da Fundação Calouste Gulbenkian, das 10h00 às 18h00. Aos sábados e domingos, o horário prolonga-se até às 21h00. A exposição encerra à terça-feira.