Vale a pena comprar obrigações do Benfica? 7 perguntas e respostas
- Alberto Teixeira
- 13 Abril 2026
Arranca esta segunda-feira o empréstimo obrigacionista da SAD encarnada no valor de 40 milhões de euros. Vale a pena? Qual o risco? Um guia com 7 perguntas e respostas para o ajudar a decidir.
Vale a pena comprar obrigações do Benfica? 7 perguntas e respostas
- Alberto Teixeira
- 13 Abril 2026
-
O que está em causa neste empréstimo obrigacionista?
A SAD do Benfica tem em curso um novo empréstimo obrigacionista no âmbito do qual avança com duas ofertas em simultâneo:
- Uma oferta de subscrição em dinheiro num montante até 40 milhões de euros;
- Uma oferta de troca num montante até 40 milhões de euros, que permite aos investidores troca de obrigações do anterior empréstimo que vence em maio e que paga um juro de 5,75% por estes novos títulos de dívida.
Os títulos têm a maturidade de cinco anos, vencendo em dezembro de 2031.
Os encarnados pretendem obter um financiamento de 40 milhões de euros, mas admitem aumentar a oferta se a procura se revelar robusta.
Proxima Pergunta: Quais os riscos de investir?
-
Quais os riscos de investir?
É importante ter em conta que as obrigações não têm capital garantido, pelo que os investidores estão expostos ao risco de falência da entidade que as emite.
No caso da SAD das águias, os principais riscos estão identificados no prospeto (documento em formato .pdf) a partir da página 21. São quase 20 páginas com os fatores de risco associados a esta operação e que devem ser tidos em conta antes da tomada de uma decisão.
Entre outros riscos, o Benfica salienta que os resultados financeiros estão dependentes dos resultados dentro de campo e da venda de jogadores e que a SAD está envolvida em vários processos que podem ter impacto negativo.
Se tiver dúvidas, fale com o seu gestor.
Proxima Pergunta: Qual o valor mínimo de investimento?
-
Qual o valor mínimo de investimento?
As ordens de subscrição devem ser apresentadas para um montante mínimo de investimento de 2.500 euros, o correspondente a 500 obrigações.
A partir desse montante mínimo, devem ser expressas em múltiplos de cinco euros, ou seja, 1 obrigação. O montante máximo dependerá do resultado da oferta e de eventual rateio.
Proxima Pergunta: Quanto é que vai render o investimento?
-
Quanto é que vai render o investimento?
Cada obrigação rende uma taxa de juro bruta anual de 4,65%. Os investidores receberão o juro a cada semestre, a 29 de abril e 29 de outubro de cada ano até ao reembolso das obrigações.
A taxa de rentabilidade líquida de impostos ronda os 3,37%. Mas é importante fazer as contas ao que poderá ter de pagar de comissões junto do seu intermediário financeiro.
Por exemplo, se investir 2.500 euros na aquisição de 500 obrigações (investimento mínimo), a rentabilidade poderá ser negativa se incluirmos comissões, dependendo do seu intermediário financeiro.
Proxima Pergunta: Posso comprar ou trocar obrigações até quando?
-
Posso comprar ou trocar obrigações até quando?
Ambas as ofertas têm início já na próxima segunda-feira, dia 13, e decorrerão até ao dia 24, período durante o qual os interessados poderão submeter, alterar ou revogar ordens de subscrição e ou de troca.
Pelo meio, no dia 21, a SAD do Benfica poderá aumentar o montante da oferta, caso a procura esteja a ser elevada.
A 27 tem lugar a sessão de apuramento dos resultados da oferta, com a liquidação a decorrer dois dias depois.
Proxima Pergunta: Onde se pode subscrever ou trocar?
-
Onde se pode subscrever ou trocar?
Abanca, ActivoBank, Banco Best, Banco Carregosa, Banco Invest, Banco Montepio, CaixaBI, a Crédito Agrícola, Caixa Geral de Depósitos, Haitong Bank, BCP e Novobanco são os bancos colocadores da operação e vão “desenvolver os seus melhores esforços” com vista à distribuição das obrigações.
Proxima Pergunta: Para que é que o Benfica quer o dinheiro?
-
Para que é que o Benfica quer o dinheiro?
O Benfica prevê um encaixe de 38,675 milhões de euros com este empréstimo, depois de encargos relacionados com comissões pagas aos bancos e bolsa, que ascenderam a mais de 1,3 milhões.
A sociedade desportiva das ‘águias’ adianta que esta operação visa assegurar os fundos para “reembolsar parcialmente” o anterior empréstimo emitido há três anos e cujo reembolso está agendado para o dia 17 de maio. O dinheiro que restar será destinado ao desenvolvimento da atividade corrente e reforço da liquidez.