• Entrevista por:
  • António Ferreira

Igor Brito: “Abrimos a nossa plataforma aos brokers para os agregar”

Ao mesmo tempo uma app para os particulares e uma plataforma para profissionais, a P4L é vista como uma Uber para consumidores e mediadores de seguros e uma Amazon para bancos e seguradoras.

Para a HiSonia a Planning4Life é uma das quatro marcas da empresa, uma app freemium vocacionada para o segmento B2C, enquanto a P4LPro, uma plataforma B2B, é atualmente a prioridade do projeto de capitais portugueses, financiado sobretudo pelos sócios empreendedores, apostado na integração de corretores de seguros. A HiSonia Lda, insurtech registada na ASF como mediadora de seguros independente e consultora em planos de proteção social, nasceu há seis anos e é a sociedade detentora dos direitos da plataforma all-in-one que permite às pessoas, “de forma fácil e simples”, acederem e controlarem os seus seguros e finanças pessoais.

Igor Brito (CEO da Planning4Life): “Procuramos contratar mais de 30 pessoas em 2021, para vendas, marketing, programadores e jornalistas”.


Através da marca P4LPRO
, operacionalmente em fase final de ensaios e movida por uma parceria com um grupo de mediadores portugueses, a insurtech quer ajudar agentes e consultores de seguros mais tradicionais a manterem-se num ecossistema que é cada mais digital. “Abrimos a nossa plataforma aos brokers para os agregar, aumentando a sua presença digital,” explica Igor Brito, CEO e cofounder da Planning4Life, em entrevista a ECO Seguros.

A abordagem da Planning4Life supõe a oferta de um produto de proteção, planeado à medida?

Na realidade sim, porque todo o nosso serviço está montado para a individualização de produtos e soluções. Inicialmente começámos na área dos seguros, e fomos criando uma plataforma All-In-One, onde os mediadores, intermediários conseguem efetuar todo o seu trabalho otimizando a sua presença digital. Criámos um onboarding gamificado, que proporciona a simplificação do processo comercial, um novo canal de angariação de leads, para brokers e consultores.

Como se constrói uma solução com essas características e qual o alvo?

Uma plataforma com esta complexidade exige contratar alguns dos melhores profissionais nas suas áreas, na maioria engenheiros. O desenvolvimento de tecnologia só é fácil nos livros e em seminários, no dia-a-dia aporta desafios complexos e que nos obrigam a estar sempre no nosso melhor.

Para a plataforma P4LPRO, o target principal são os brokers e consultores, posteriormente os “fornecedores de produtos” como seguradoras, bancos e financeiras. Apostamos no desenvolvimento de um modelo SaaS (Software as a Service) para corretores de seguros e serviços financeiros, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de um marketplace para seguradoras e instituições de crédito, funcionando como plataforma de vendas municiada para CRM, gestão de tarefas e de clientes, automatização do processo de venda e gamificação do onboarding.

A aplicação Planning4Life tem como alvo as pessoas no geral, sobretudo SMEs das gerações Millennial e Z. Apresenta-se como uma plataforma de gestão financeira “na palma da mão”, uma Uber de finanças pessoais, com um modelo assistência phygital (conhecimento humano combinado com a inteligência artificial dos PTbots) para seguros, crédito, investimentos e finanças pessoais.

Dizem que somos uma UBER para os consumidores, mediadores e corretores de seguros e, em simultâneo, uma AMAZON para as seguradoras, bancos e financeiras

Os consumidores têm mostrado (novas) necessidades que implicam a adaptação de coberturas nos diversos seguros?

O que temos visto nos últimos anos não é somente uma mudança nas necessidades, mas sobretudo uma nova forma de colmatar essas necessidades. Estas novas gerações de consumidores querem simplificação, a rapidez, transparência e sustentabilidade em tudo o que consomem.

Os parceiros de negócio têm respondido com apresentação de novos produtos?

Não sentimos que as seguradoras, bancos e financeiras tenham inovado substancialmente na criação de novos produtos, apesar de assistirmos a uma digitalização que provavelmente vai mudar profundamente o modelo de relacionamento na área financeira.

E que objetivos tem para o futuro?

O objetivo da empresa passa por reforçar a sua equipa, procuramos contratar mais de 30 pessoas em 2021, seja para vendas, marketing, programadores e jornalistas. Vamos continuar a desenvolver a nova plataforma e queremos ajudar os nossos parceiros a aumentar as suas vendas e a sua presença digital, assim como a simplificar a vida financeira a todos os Portugueses.

Relativamente à expansão, a plataforma original foi criada desde o dia 1 em várias línguas, tais como o espanhol, francês e em inglês, por isso a internacionalização não é sequer um tema, nós temos origem em Portugal, mas somos uma empresa do mundo.

  • António Ferreira

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Igor Brito: “Abrimos a nossa plataforma aos brokers para os agregar”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião