“O jornalismo e os media são em Portugal atividades muito rentáveis, desde que geridos com realismo”
Os objetivos para o Now e CMTV, o projeto da rádio, a entrada da MFE e também da LiveMode em Portugal ou a gestão dos media são alguns dos temas abordados em entrevista a Carlos Rodrigues.
Num contexto marcado por desafios no setor dos media, a ideia do diretor da CMTV e do Now permanece inabalável: “Não há uma crise dos media, há uma crise de gestão dos media“. Para Carlos Rodrigues, o caminho para a rentabilidade — que defende ser real e possível — afasta-se de “economias vodu” ou “economias de casino”, exigindo uma gestão com “pés na terra”. O papel do jornalista que chega a gestor é, em sua opinião, também o de “provar que o jornalismo não é um vício nem um luxo, é uma necessidade“.
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Em entrevista +M ECO, o também diretor-geral editorial da Medialivre alerta para um desafio que o grupo encara como um “tema connosco próprios”: a rádio. Criticando um sistema de medição de audiências que classifica como “altamente gravoso para o mercado” e que perpetua “privilégios”, Carlos Rodrigues promete uma guerra “absolutamente intransigente” em defesa da “verdade das medições”. ” O negócio da rádio, tal como está estruturado hoje em dia, contraria o nosso ADN”, diz, saudando a intenção de evoluir no estudo de audiências, avançada por Teresa Burnay, presidente da CAEM, também em entrevista ao +M.
Entre a consolidação do Now — que continua a apontar à liderança do segmento — o futuro da CMTV ou a urgência de transparência no setor radiofónico, Carlos Rodrigues passa em revista o estado de uma indústria que, assegura, continua a ser “um excelente negócio”, desde que gerida com realismo.
A entrada da MFE em Portugal, e o seu impacto, a inteligência artificial nos media ou a LiveModeTV são outros dos temas abordados na entrevista, que tem como ponto de partida o segundo aniversário do canal de informação, cuja direção executiva será em breve reforçada com Frederico Roque Pinho, ex diretor executivo da CNN.
Antes do lançamento do Now, em maio de 2024, dizia-nos que para os espectadores o novo canal seria um concorrente da CMTV. O que têm aprendido com estes dois anos de convivência entre marcas de televisão?
Costumo dizer que somos especialistas em fazer o que nunca foi feito. Quando nasceu a CMTV, nasceu um canal de notícias com uma agenda totalmente disruptiva em relação ao ageda setting clássico. Ainda hoje assim é. As notícias da CMTV não estão em mais lado nenhum e a rapidez de reação, a agilidade da manobra televisiva na CMTV é totalmente distinta de todos os outros canais.
Em conversas, sobretudo com parceiros de mercado, mas também com alguns profissionais, meus colegas, outros diretores, nomeadamente o diretor comercial, percebemos que havia determinado tipo de públicos com os quais não conseguíamos contactar através da CMTV.
E foi nesse sentido que desenvolvemos a ideia de construir aquele projeto que hoje chamamos Now. O que temos aprendido é, sobretudo, a capacidade de fazer duas operações televisivas totalmente distintas, no interior da mesma estrutura corporativa e, muitas vezes, com os mesmos meios.
E tem sido um desafio permanente porque, na verdade, nunca ninguém fez isto.
É evidente que tanto a SIC como a RTP e a TVI têm, pelo menos, dois canais dentro de si. Mas, na verdade, se pensarmos bem, tirando o caso que é um pouco sui generis da TVI — em que tem dentro de si, dentro da mesma redação, duas marcas totalmente distintas, que de alguma forma, até se comem uma à outra… De facto, hoje podemos fazer o balanço de que a informação da TVI foi muito prejudicada pelo acordo com a CNN.
Mas, tirando esse facto específico, estamos a fazer algo que nunca foi feito, que é dentro da mesma redação, dentro da mesma estrutura corporativa, fazer dois canais que se destinam a públicos totalmente distintos. E isso tem sido um desafio.

No ano passado, neste espaço, anunciou a entrada do major-general Isidro Morais Pereira, uma contratação que considerou relevante. E este ano? Qual a principal novidade?
Marcou de forma indelével a nossa proposta de valor. São notícias de internacional, um projeto de informação internacional muito consistente, com os melhores especialistas e que, efetivamente, cumprem aquele que era o nosso desígnio, que era fazer informação diferenciada.
Este ano é uma coisa muito de mercado, de indústria. A estrutura do Now vai ser reforçada muito em breve, assim que a pessoa estiver disponível, pelo antigo diretor executivo da CNN, o Frederico Roque Pinho, que aceitou juntar-se ao nosso projeto. Assim que ele estiver disponível, vai começar a trabalhar connosco.
Considerámos que era chegado o momento de reforçar a nossa capacidade de reação, quer em termos de gestão de meios, quer em termos de resposta à concorrência. O Frederico é um dos melhores profissionais do mercado, creio que algures no fim do verão possamos ter esse reforço.
A estrutura do Now vai ser reforçada muito em breve, assim que a pessoa estiver disponível, pelo antigo diretor executivo da CNN, o Frederico Roque Pinho, que aceitou juntar-se ao nosso projeto.
Diz que a informação da TVI ficou prejudicada com o lançamento da CNN Portugal.
Não me cabe a mim falar sobre a TVI. Mas, como observador, penso que poderemos os dois concluir isso, não é? A permanente presença da marca CNN no interior da empresa TVI funciona como um fator divisor, penso eu. Mas digo-o como observador, não é de todo a minha função estar aqui a analisar nem a explicar à concorrência o que pode estar a correr mal. Mas penso que esse é um fator mais ou menos óbvio.
De qualquer forma, no que diz respeito ao Now, o essencial é que o nosso adversário é a CNN, não é a TVI. E como já disse aqui, e tenho dito sempre às minhas equipas e aos espectadores sempre que acedo ao espaço público, e em Portugal, na televisão por cabo, as duas marcas mais fortes vão ser, num, prazo definido, a CMTV e o NOW. E para que isso aconteça, o Now tem que ultrapassar a CNN. Será interessante verificar que a CNN em Portugal encontrará duas marcas que a derrotarão e não só uma, coisa que para um potentado internacional será interessante. Mas isso vai acontecer, tarde ou cedo.
Será interessante verificar que a CNN em Portugal encontrará duas marcas que a derrotarão e não só uma, coisa que para um potentado internacional será interessante. Mas isso vai acontecer, tarde ou cedo.
Quanto é que o Now representa hoje nas receitas do grupo?
O Now tem uma particularidade interessante: é um projeto viável desde o primeiro dia.
É evidente que se o Now tivesse entrado em loucuras orçamentais desde o momento um, provavelmente o trajeto, que está a ser consistente em crescimento e consolidação, teria sido mais rápido.
Via operadoras.
Via, digamos, toda a atividade. Costumo dizer que não há uma crise dos media, há uma crise de gestão dos media. O que é que eu quero dizer com isto? É que os media não podem fazer aquilo que seria muito bonito no mundo ideal, mas sim, o gestor de media tem que olhar em permanência para as condições efetivas e reais do mercado.
Olhando para as condições efetivas e reais do mercado, nós sabemos que qualquer projeto de media tem, hoje em dia, um mix de receitas que, todas juntas — as conferências (estamos aqui no espaço das conferências do ECO), a publicidade, naturalmente, os parceiros institucionais, nomeadamente as operadoras e outros —, tudo isso faz um conjunto de receitas, que depois cabe ao gestor de media saber o que é que pode gastar.
É evidente que se o Now tivesse entrado em loucuras orçamentais desde o momento um, provavelmente o trajeto, que está a ser consistente em crescimento e consolidação, teria sido mais rápido.
Mas não seria a mesma coisa, porque entraríamos dentro da lógica daquilo que eu chamo de ‘economia vodu’, que afeta muito os media em Portugal.
O que é a economia vodu? São os setores de media, por vezes até alguns diretores, que vivem na lógica de que não interessa como é que isto é rentável, o que interessa é gastar dinheiro, esmagar a concorrência, encontrar o sucesso rápido, mesmo que isso depois se dilua rapidamente de um momento para o outro, de forma instantânea, como se fosse um pudim. Nós não trabalhamos assim.
Seria interessante mandarmos 20 enviados especiais para a guerra na Ucrânia, não tenho nenhuma dúvida sobre isso. Agora, como é que se paga isso? Temos que gerir muito bem as expectativas, no sentido de fazer a melhor informação possível, mas fazê-la de forma que nos possibilite garantir ao espectador que cá estaremos amanhã, daqui a uma semana, daqui a um mês, daqui a um ano, daqui a dez anos, daqui a uma geração. É esse o desígnio permanente que temos que encontrar.
É evidente que a existência de dois canais de televisão numa empresa melhora o posicionamento no mercado. Mas era esse precisamente o objetivo. Mas fazemo-lo aumentando o emprego.

O Now tem hoje quantas pessoas?
Começámos com um quadro de 50 e poucas pessoas, hoje tem cerca de 70 no quadro. Fazemos isso com muita segurança, sempre na certeza de que um passo maior que a perna podia fazer de mim, como decisor, subitamente, um mago da direção, ou da direção-geral, ou da gestão dos projetos jornalísticos. Mas não é esse o meu desígnio. O meu desígnio pessoal e institucional é provar a cada momento que a boa informação, que o bom jornalismo, desde que bem geridos, podem ser atividades muito rentáveis. E, na verdade, em Portugal, são atividades muito rentáveis. O jornalismo e os media são em Portugal atividades muito rentáveis, desde que sejam geridos com realismo.
O meu desígnio, pessoal e institucional é provar a cada momento que a boa informação, que o bom jornalismo, desde que bem geridos, podem ser atividades muito rentáveis.
O jornalismo e os media são em Portugal atividades muito rentáveis?
Podem ser, sim, sem dúvida nenhuma. Aliás, nota-se pela capacidade de atração que a indústria tem tido relativamente a novos investimentos.
Como é que vê a entrada da MFE — agora o segundo maior acionista da Impresa — em Portugal?
É uma excelente notícia para a indústria. Mais uma, ia dar alguns exemplos da capacidade de atração que os media em Portugal têm tido relativamente a novos acionistas. Isso é um sinal, porque ninguém investe em maus negócios, não é? Por outro lado, aumenta a exigência colocada aos concorrentes.
Nós próprios, a partir do momento em que houve essa informação consolidada e confirmada, fizemos um balanço relativamente a oportunidades. E, na verdade, já se nota um acréscimo de eficácia na manobra global da SIC. Qual é a parte desse mérito que é atribuível aos novos acionistas? Não sei, é como a conversa da TVI. Não me cabe a mim avaliar isso nem sequer falar publicamente sobre isso.
Mas, na verdade, nota-se que há pelo menos mais consistência em algumas opções. Na informação, claramente. Na programação, também. Continuando a mesma equipa, talvez essa equipa tenha mais condições de trabalho do que tinha no anterior quadro acionista e, portanto, isso talvez reforce, digamos, a capacidade de sucesso. E, na verdade, a SIC hoje em dia é um player que deve ser olhado com muita atenção. Também tomo boa nota — e isso tanto da CNN como da SIC Notícias, mas agora estamos a falar da SIC Notícias —, de que há uma série de opções que o Now fez e que a SIC Notícias e a CNN, digamos de alguma forma, se apressaram… não diria a copiar, porque em televisão não há cópia,mas…
Na verdade, já se nota um acréscimo de eficácia na manobra global da SIC. Qual é a parte desse mérito que é atribuível aos novos acionistas? Não sei, é como a conversa da TVI. Não me cabe a mim avaliar nem sequer falar publicamente sobre isso.
Por exemplo?
Por exemplo, a aposta no jornalismo de investigação de fim de semana à noite. A SIC Notícias fez uma aposta muito forte em resposta à aposta que nós fizemos no Repórter Sábado. Para profissionais mais jovens que trabalham comigo, é entendido como “lá estão eles a copiar”. Eu não entendo assim e procuro fazer essa pedagogia junto da minha equipa: é uma homenagem, digamos, é um elogio.
Um dos fatores fundamentais do Now desde o início é o jornalismo de investigação. Isso deu-nos uma posição muito forte no horário nobre, sábado e domingo. E a nossa concorrência adaptou-se.
A SIC Notícias fez um trabalho que, lá está, que alguém mais apressado poderia dizer de imitação, mas que, na verdade, não é de imitação, demonstra muita humildade de pensamento. E, hoje em dia, a SIC Notícias fez uma aposta no jornalismo de investigação, sobretudo no sábado à noite, mas também no domingo à noite, que é sólida e consistente.
Porém, acho que, de alguma forma, pode cair no risco em que muitas vezes os nossos concorrentes caem, que é o de o original ser melhor que a cópia. Porque, se tu fazes uma carreira a imitar as opções de outros, tens que esperar que quem inventa, invente a próxima novidade para poderes copiar. Portanto, deve-se procurar soluções novas, inovadoras, mesmo de quando em vez com algum risco.

Como olha agora para os três canais? A RTP3 também deu origem à RTP Notícias. Em 2025 dizia acreditar que Vítor Gonçalves, que tinha acabado de ser nomeado diretor de informação, ia dar a volta à informação da RTP muito rapidamente.
Acho que é mais um efeito da existência do Now, o esforço que a RTP fez para modernizar a sua prática informativa. Acho que se está à procura de um caminho sólido. Não deve ser fácil fazer informação independente na RTP. Quando há esse tipo de condicionalismo, isso dificulta muito do trabalho dos bons jornalistas, dos bons programadores, dos bons diretores. Porquê? Porque em Portugal nós temos uma vantagem enorme, é que os espectadores são muito inteligentes, muito informados, e têm acesso há muitos anos a muita coisa.
A informação na RTP parece-lhe independente, neste momento?
Tem havido um ou outro fator inibidor, digamos, dessa reputação, que eu não sei julgar, não tenho os dados. Mas reparei que a determinado ponto, depois dessa reação ao nascimento do Now, com a renovação da RTP3, esse crescimento foi travado e regrediu.
Ora, se houve um investimento grande na renovação do canal, se houve um rebranding incluído, se houve uma equipa nova, e se é relativamente fácil perceber no mercado quais são os movimentos atrás dos quais os espectadores podem ir, deve ter havido um outro fator qualquer que fez com que esse processo regredisse.
O canal está ligeiramente acima do ano passado.
Sim, mas houve ali um momento em que parecia que ia dar um salto e isso foi travado. O público em geral é sempre o soberano, mas a cultura televisiva em Portugal é muito, muito aprofundada. Temos muitos canais, há muitos anos que os portugueses veem muita televisão, sabem perfeitamente distinguir o essencial do acessório, o que tem qualidade e o que não tem qualidade. É o ponto de apoio de Arquimedes. A satisfação do público é o ponto de apoio sobre o qual se pode fundar qualquer projeto independente. E penso que a RTP pode ter tido aí algum setback, esperemos que pontual. Mas, na verdade, esse salto que parecia que ia ser forte, recuou. Foi estancado, pelo menos.
Acho que a rádio ser medida como é medida — ou seja, não é medida –, é algo altamente gravoso para o mercado. O negócio da rádio, tal como está estruturado hoje em dia, contraria o nosso ADN, que é um ADN de procura de resultados permanentes, procura de melhorias, procura de comunicar o melhor possível com o público.
Fala-se ciclicamente no surgimento de novos projetos de televisão na Medialivre. Há algum que esteja na calha? Alguma ideia a ser mais maturada?
Neste momento estamos focados em concluir o processo de consolidação do Now e alargar a manobra televisiva e jornalística ao processo multiplataforma. Temos bons projetos na relação com o YouTube dos nossos canais e, portanto, esse é o nosso desígnio imediato.
E temos um enorme desafio na rádio, onde continuamos com um tema que para mim é muito relevante, que é a medição de audiências. Há pouco, li aqui uma entrevista da presidente da CAEM, em que ela disse que era muito importante que a rádio possa ter um processo de medição mais rigoroso. Eu dou as boas-vindas a todos os que têm dito isso, porque eu ando a falar nisso há mais de um ano.
Acho que a rádio ser medida como é medida — ou seja, não é medida –, é algo altamente gravoso para o mercado. Não sei se as pessoas têm noção de como são feitas as medições de audiências da rádio: há umas pessoas que ligam só a determinados períodos horários do dia, salvo erro das 5 às 7 da tarde, para a casa das pessoas e perguntam “tem ouvido rádio? O que é que tem ouvido?”. Ora, isso não é nada. A não existência de audiências, a não existência de métricas, mais não faz do que duas coisas: perpetuar o sistema de privilégios que existe no mercado de rádio, em que quem é mais visto ou mais ouvido será mais ouvido sempre, mesmo que de repente deixe de o se, e, por outro lado, reduzir a transparência e a confiança do mercado.
A Correio da Manhã Rádio…
Desculpe interromper, mas a rádio é um tema que nós temos connosco próprios. Porque na nossa organização nós só sabemos trabalhar avaliando resultados e somos implacáveis na avaliação de resultados. Implacáveis connosco próprios. Isso existe tanto na internet, como na imprensa, como na televisão, na rádio não existe.
Temos um tema connosco próprios porquê? Porque não sabemos como é que avaliamos ou como é que podemos avaliar o que fazemos na rádio, porque não há audiências. Isso é um tema connosco próprios. O negócio da rádio, tal como está estruturado hoje em dia, contraria o nosso ADN, que é um ADN de procura de resultados permanentes, procura de melhorias, procura de comunicar o melhor possível com o público.

A CMTV lidera de forma muito destacada o cabo. Qual é, ao dia de hoje, o maior desafio do canal?
É continuar a reinventar-se todos os dias de forma a fazer melhor o trabalho que faz, é encontrar proximidade com o seu público e encontrar fórmulas de renovar esse sucesso. A CMTV fez 13 anos, é líder do cabo há 12, salvo erro. Nos não perdemos um dia há mais de mil. Agora já nem faço a conta. E não houve nenhuma fadiga de liderança. Isso é que é impressionante.
O desafio da CMTV para este ano é o desafio de continuar a crescer. Costumo dizer, sobretudo nas reuniões internas, mas vou dizê-lo agora aqui também, que a CMTV talvez tenha um teto. Nós faremos tudo para nunca o descobrir.
Acho que a CMTV um dia pode liderar a televisão em Portugal, mas não pode ser com esta grelha. Tem que haver, de alguma forma, investimentos.
Ultimamente está mais estabilizada. Ainda há muito por onde crescer?
É esse o desafio. Enquanto a CMTV não tiver uma fórmula de criação de outros produtos que não são os seus tradicionais — nomeadamente a ficção e o entretenimento –, o crescimento, que queremos que continue, nunca será exponencial. Acho que a CMTV um dia pode liderar a televisão em Portugal, mas não pode ser com esta grelha. Tem que haver, de alguma forma, investimentos. Isso, enfim, caberá mais tarde ou mais cedo à empresa, aos acionistas e à administração.
O futuro da CMTV, a entrada da LiveModeTV em Portugal, o impacto da inteligência artificial, a televisão como linguagem, o desafio da imprensa em papel e gestão dos media são alguns dos temas abordados na entrevista, à qual pode assistir na integra aqui:
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