2026 será um ano de "grandes concretizações", diz o Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Boga de Oliveira Ribeiro, mostrando-se otimista com o arranque este ano da modernização dos Pandur.
Os contratos — e portanto os números finais — ainda não estão fechados, mas o Exército Português deverá receber uma fatia de mais de 1,1 mil milhões do programa de empréstimo europeu SAFE do total de 5,8 mil milhões de euros assegurados por Portugal junto de Bruxelas. Veículos blindados de duas rodas ou drones serão alguns dos equipamentos que o ramo das Forças Armadas deverá adquirir com este investimento.
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No que toca aos drones, o Exército vai adquirir esses equipamentos juntamente com a Marinha e a Força Aérea, adianta João Pedro Rato Boga de Oliveira Ribeiro, Tenente-General e Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército Português, ao ECO/eRadar, em entrevista à margem do AED Days, que reuniu o setor de defesa, espaço e aeronáutica durante quatro dias no Estoril.
“Vamos participar também em projetos com a Marinha e com a Força Aérea na aquisição de sistemas aéreos não tripulados, aí sim com a participação de empresas portuguesas tudo no âmbito do sistema SAFE”, diz. “A Tekever é a empresa que faz parte desse consórcio. Mas, mais uma vez, estamos a falar de assuntos que ainda não estão completamente fechados, mas é a empresa que está a desenvolver esses sistemas aéreos não tripulados para aquisição através desse programa SAFE”, adianta. Um projeto que, no que toca aos drones, como tem referido Nuno Melo, ministro da Defesa, tem liderança portuguesa.
2026 será um ano de “grandes concretizações” considera o Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército Português, mostrando-se otimista com o lançamento ainda este ano do processo de Mid-Life Upgrade (MLU) dos Pandur, no qual está previsto um investimento total de 283 milhões de euros, até 2033.
O mundo vive uma profunda mudança geopolítica, na Europa não há visibilidade sobre o fim da guerra na Ucrânia, a região está a investir para ganhar soberania de defesa, Portugal garantiu 5,8 mil milhões de euros via SAFE. Como o Exército Português se está a preparar para esta nova realidade, o que já identificou como prioridades e que apostas estão a ser feitas?
A situação geoestratégica e geopolítica cria a necessidade que gera, efetivamente, essa perceção de que há uma urgência em haver uma maior autonomia estratégica, particularmente no continente europeu, e o Exército, seguindo as orientações da política de defesa nacional, está a preparar-se justamente através do desenho de uma visão que projeta o Exército para os horizontes que tem de cumprir nos patamares temporais definidos, mas com um end state [objetivo final] que é de ter uma força moderna, projetável e, simultaneamente, capaz de continuar a cumprir da maneira como tem feito até agora, mas de forma melhorada, as suas missões em território nacional, a designada “Força Terrestre 2045”.
Uma força baseada nos compromissos que Portugal assumiu do ponto de vista da aplicação de meios militares terrestres no seio da Aliança Atlântica e também naquilo que é a nossa análise das missões que temos de continuar a cumprir em território nacional, continental ou arquipelágico.
No ponto de vista terrestre é muito importante ter a noção de que os grandes sistemas podem encontrar em Portugal a complementaridade com um tecido industrial e empresarial de grande qualidade para fazer os complementos dos componentes ou a sustentabilidade do sistema.
É daí que surge esta organização de uma força que tem de, incontornavelmente, aproveitar a oportunidade e, através dos fundos de financiamento que surgiram e que referiu e dos fundos de financiamento nacionais, tem essa perspetiva de crescimento de acordo com os compromissos que foram politicamente assumidos para modernizar a sua estrutura, seja ela do ponto de vista dos equipamentos, seja ela do ponto de vista infraestrutural — para melhorar as condições de vida e de trabalho das pessoas que decidem servir Portugal, servir no Exército —, seja ela através da capacitação cada vez maior do nosso maior valor, as pessoas, e que, finalmente, estamos a conseguir reverter o que até então era um decréscimo de efetivo.
Nesse esforço, o que pretendemos também é que não façamos o percurso sozinhos. É, justamente por isso, que o nosso Chefe de Estado-Maior do do Exército, tem esta sua visão muito agregadora, que faça uma conjugação de esforços com as universidades, com o pensamento científico, com as nossas empresas, para que possam cada vez mais impor o seu talento e a sua tecnologia, agregando-se ou promovendo essas mesmas capacidades.
No ponto de vista terrestre é muito importante ter a noção de que os grandes sistemas podem encontrar em Portugal a complementaridade com um tecido industrial e empresarial de grande qualidade para fazer os complementos dos componentes ou a sustentabilidade do sistema.
Ao setor de defesa português é-lhe reconhecida qualidade, mas também falta de escala. Como o Exército pode ajudar as empresas a responder às suas necessidades?
Só se reconhece aquilo que se conhece e, portanto, o esforço que o Exército tem feito e já desde há bastante tempo — e agora com alguma felicidade vê esse esforço também replicado num conjunto de outros eventos —, é pôr as pessoas em contacto, explicar as nossas necessidades, encontrar pontos de apoio nas indústrias que têm capacidade para o fazer e agregar as nossas para que se juntem e possam formar clusters, que já existem noutros domínios, mas que podem também existir no domínio terrestre.
E isso é uma matéria estratégica para o Exército como uma bandeira de Portugal, mas para Portugal sobretudo. E é isso que estamos a tentar fazer nestes investimentos que decorrem.
No ano passado, o Exército quintuplicou o seu investimento via Lei de Programação Militar.
Há pouco [no AED Days] houve uma apresentação que falava sobre distribuição da despesa [de Defesa] por comparação a outros países. Mas é preciso fazer uma análise um bocadinho mais fina, porque a base de cada um é diferente. E, portanto, é preciso ter algum cuidado.
Mas quanto o Exército estima investir no curto e médio prazo? Via SAFE prevê-se compras de viaturas blindadas de rodas, sistema de defesa antiaérea…
Relativamente aos investimentos que decorrem do instrumento SAFE, o Exército está apostado em utilizá-lo para remover a obsolescência que tem nas viaturas que já não têm uma utilidade técnica exigida pela Aliança Atlântica. Refiro-me às viaturas montadas M113, viaturas da década de 50, em Portugal desde a década de 70 e, portanto, já não têm as condições de mobilidade, de proteção e de capacidade de fogo compatíveis com as unidades que se pretendem constituir. Esse é um primeiro objetivo que está a ser trabalhado e, como sabe, no âmbito do programa SAFE, são programas envolvendo empresas europeias e vários países. O que estamos a trabalhar é numa substituição dessas viaturas por viaturas que gostaríamos que fossem aquelas que já foram apresentadas no ano passado, no Dia do Exército, que são viaturas tipo Boxer. Essa é uma grande fatia financeira do volume global.
Vamos participar também em projetos com a Marinha e com a Força Aérea na aquisição de sistemas aéreos não tripulados, aí sim com a participação de empresas portuguesas tudo no âmbito do sistema SAFE.
A Tekever é a empresa que faz parte desse consórcio. Mas, mais uma vez, estamos a falar de assuntos que ainda não estão completamente fechados, mas é a empresa que está a desenvolver esses sistemas aéreos não tripulados para aquisição através desse programa SAFE.
Falou-se em mais de 1,1 mil milhões.
À volta disso, embora esses números não estejam ainda fechados, porque o negócio ainda está a ser negociado, mas é uma fatia importante. Também já foi anunciado há dois anos um acordo governamental no âmbito da aquisição de sistemas de artilharia e que nós vamos agora complementar, justamente através deste instrumento SAFE, com sistemas franceses. São sistemas CAESAR [acrónimo de “CAmion Équipé d’un Système d’ARtillerie”] que vão substituir aquilo que nós já não temos capacidade e que, mais uma vez, vem ao encontro destes requisitos operacionais exigidos a todos os aliados para esse efeito.
E vamos participar também em projetos com a Marinha e com a Força Aérea na aquisição de sistemas aéreos não tripulados, aí sim com a participação de empresas portuguesas tudo no âmbito do sistema SAFE.
Quando se fala em drones pensamos na Tekever. É com a Tekever?
A Tekever é a empresa que faz parte desse consórcio. Mas, mais uma vez, estamos a falar de assuntos que ainda não estão completamente fechados, mas é a empresa que está a desenvolver esses sistemas aéreos não tripulados para aquisição através desse programa SAFE.
E envolveria os três ramos das Forças Armadas?
Sim.
Este ano tenho uma muito boa expectativa de poder dar início a esse trabalho do MLU, dos Pandur, um processo normal e que acontece no ciclo de vida de um equipamento.
E daí o Ministro da Defesa ter referido que seria uma liderança de consórcio portuguesa.
Sim, exatamente. Esta bolsa financeira que decorre do SAFE tem na sua origem esta perceção da necessidade, face ao momento geopolítico e geoestratégico que estamos a viver, de um apoio avançado financeiramente aos Estados-membros para que possam fazer esses investimentos no seio da União Europeia. Agora, nacionalmente, o esforço é continuado através daquilo que já vimos fazendo, através da Lei de Programação Militar e que merecerá este ano um processo de revisão para a sua continuidade. Há de haver projetos que estão agora a ser iniciados com as verbas que vêm do SAFE e que vão ser continuados nacionalmente através do esforço que o Estado está acrescidamente a fazer no sentido de caminhar para os 3,5% de peso no PIB.
No ano passado, o Exército obteve autorização de despesa de até mais de 280 milhões de euros para avançar com o processo de MLU (Mid-life Upgrade) dos Pandur, e podia fazê-lo já nesse ano. Já arrancou?
Está em negociação neste momento. O que aconteceu, de uma forma muito simples, foi que efetivamente houve esse reforço, mas não foi possível concretizá-lo fruto dos procedimentos administrativo-financeiros no momento temporal em que ele surge, no ano passado. Como são verbas que fazem parte da Lei de Programação Militar, verbas plurianuais, podem ser transferíveis para os anos seguintes. E este ano tenho uma muito boa expectativa de poder dar início a esse trabalho do MLU, dos Pandur, um processo normal e que acontece no ciclo de vida de um equipamento.
E esse é o esforço global: fazer a sincronia entre remover a obsolescência, modernizar o que existe, e adquirir novo para que depois um dia tenha que se fazer outra vez um MLU.
É uma ‘uma guerra em várias frentes’, é o que está a dizer?
Não há uma guerra em várias frentes, são projetos de investimento que têm que ser síncronos para que possam fazer sentido e que no seu caminho sejam contributivos para o cumprimento dos compromissos operacionais que Portugal assumiu.
Disse ter uma “muito boa expetativa” de iniciar este ano o MLU dos Pandur.
Sim, mas eu sou um otimista por defeito.
Então o que é que o otimista em si lhe diz em termos de timings?
O ano de 2026 é um ano que conjuga vários esforços de investimento e que são importantes. Por exemplo, tal como foi anunciado pelo Sr. ministro logo no início do ano, este ano chega o primeiro helicóptero do Exército, e vai chegar no último trimestre.
Porque há o projeto de dar capacidade aérea…
Da recuperação da aviação ligeira do Exército. O Exército vai, efetivamente, procurar concretizar e vai, seguramente, concretizá-lo. E, em simultâneo, porque o mecanismo SAFE, tem um calendário pré-definido, todos os assuntos relativos a esse mecanismo têm que ser resolvidos durante este ano. A minha boa expetativa, a minha boa estimativa, é alicerçada justamente na necessidade.
O meu General-Chefe tem sempre três palavras que são muito importantes e que nos motivam a todos: ambição, motivação e concretização. Ambição é saber aquilo que queremos: a “Força Terrestre 45”. Motivação é estarmos todos alinhados nesse sentido e aproveitarmos todas as pequenas alegrias para ir, cada vez mais, agregando pessoas e as suas motivações para fazer com ainda mais vontade aquilo que elas fazem, que são matérias muito emocionais, porque, efetivamente, é o esforço de cada um que congrega o esforço de todo um Exército. E o terceiro é, efetivamente, concretizar as coisas. Não se pode passar a vida a falar em algo que se deseja ter sem nunca o haver concretizado.
Este ano vai ser um ano, efetivamente, de grandes concretizações. Assim tem sido nos apoios que tivemos no PRR, por exemplo, em que vamos concretizar…
Há uma grande diferença entre ter a possibilidade de ter um mundo de oportunidades, de diferentes situações funcionais que o Exército oferece, e ter uma oportunidade para a vida que era aquilo que o Exército não tinha na categoria de Praças, que agora se materializa no quadro permanente da categoria de Praças.
O quadro permanente da categoria de praças, que vai na sua quarta iteração, tem uma taxa de sucesso de oito candidatos por vaga, o que é absolutamente extraordinário.
Há 11 projetos do PRR.
Vamos concretizar tudo no seu devido tempo, facilitando muitos acrescentos à melhoria da qualidade de vida e de habitação dos nossos militares e das suas famílias, que é muito importante, e também na questão, de que falava há pouco, sobre o incremento dos efetivos.
O incremento dos efetivos, tem duas grandes áreas de tratamento. Uma área estruturante é aquela em que estamos neste momento a trabalhar, que é ir crescendo, o mais possível, através de todos os esforços que têm vindo a ser feitos e que se conjugam numa muito maior atividade no âmbito do recrutamento e da divulgação, uma capacidade de agregar as pessoas de uma maneira gradual e, com isso, diminuir muito a atrição.
Para isso concorre a forma como as pessoas são mais bem recebidas dentro do Exército, não era que fossem mal, mas é preciso melhorar, porque a sociedade hoje em dia é diferente, apoiá-las do ponto de vista da resiliência psicológica — os nossos psicólogos estão presentes nas três primeiras semanas das incorporações —, fazer com que as suas condições de vida e de trabalho nas unidades onde são recebidos ou para onde vão trabalhar sejam ainda mais adequadas e da conjugação de diferentes tipos de regime de vínculo contratual.
Há uma grande diferença entre ter a possibilidade de ter um mundo de oportunidades, de diferentes situações funcionais que o Exército oferece, e ter uma oportunidade para a vida que era aquilo que o Exército não tinha na categoria de Praças, que agora se materializa no quadro permanente da categoria de Praças. O quadro permanente da categoria de praças, que vai na sua quarta iteração, tem uma taxa de sucesso de oito candidatos por vaga, o que é absolutamente extraordinário.
Tempo houve em que havia um desinteresse pela vida militar.
Não. Não havia era a figura do quadro permanente da categoria de Praças. No momento em que esse modelo foi criado, o que registámos é um interesse muito grande, com outra curiosidade, penso que interessante, que é a grande maioria dos candidatos que se perfilam para o quadro permanente da categoria de Praças já foram militares e que querem regressar.
E, portanto, isto traduz, efetivamente, uma atratividade da profissão militar. Essa atratividade tem depois que ser complementada com, efetivamente, um problema mais significativo que é a competitividade. Se a profissão militar for mais competitiva, conseguimos que as pessoas fiquem mais tempo, que se valorizem, que transitem de categorias e que vão sendo cada vez mais capazes de fazer mais coisas. E isto tem que ser síncrono. O investimento nos novos sistemas, que são sistemas tecnologicamente muito mais avançados e que, portanto, vão necessitar de pessoas cada vez mais habilitadas.
Sem falsas humildades, o Exército é efetivamente um gerador de talentos e, por isso, depois são solicitados para outras realidades.
O processo formativo, educacional e de valores que as Forças Armadas em geral e o Exército em particular produz é extremamente atrativo.
Mas como o Exército consegue competir com uma ‘unicórnio’, uma grande tecnológica? Esse talento é difícil de atrair, reter e até muito solicitado por empresas internacionais. Como é que, então, o Exército pode ser essa carreira competitiva, atrativa para um perfil dessa natureza?
Há coisas que dependem do Exército e há coisas que não dependem do Exército. O que é que depende do Exército? A geração de talentos. E isso sem falsas humildades, o Exército é efetivamente um gerador de talentos e, por isso, depois são solicitados para outras realidades.
O processo formativo, educacional e de valores que as Forças Armadas em geral e o Exército em particular produz é extremamente atrativo. Do ponto de vista da gestão da sua carreira, o que o Exército procura fazer é ir valorizando cada vez mais essas pessoas, e do ponto de vista tecnológico isto tem sido uma evidência, e dando-lhes aquelas experiências que mais nenhuma outra organização pode dar, do ponto de vista operacional, da gestão de uma grande organização, da liderança de pessoas. Tudo isso são motivos de grande atratividade dentro da competitividade.
A competitividade necessita, depois, da devida compensação do ponto de vista pecuniário, que é um esforço que tem vindo a ser materializado e que esperamos que venha a continuar a ser.
Qual é o número de efetivos do Exército? São os suficientes para cumprir as missões, tanto a nível nacional como internacional, ou faltam perfis críticos?
Não há conhecimento de nenhuma missão que tenha sido entregue ao Exército e que o Exército não tenha sido capaz de cumprir. Portanto, as missões neste momento atribuídas ao Exército, o Exército está a cumpri-las de forma, atrever-me-ia a dizer, exemplar. Mas o diferencial entre aquilo que é o Exército de hoje e aquilo que é a “Força Terrestre 2045”, aí sim temos um gap a cobrir. O Exército neste momento tem à volta, entre militares e civis, de 13.350 pessoas e precisa de crescer para cumprir os objetivos dessa “Força Terrestre 2045”. Este é um esforço que tem que ser gradual, tem que ir acompanhando o crescimento e do qual eu não tenho, neste momento, a possibilidade de dizer quantas pessoas por ano é que nós temos que crescer.
O Exército neste momento tem à volta, entre militares e civis, de 13.350 pessoas e precisa de crescer para cumprir os objetivos dessa “Força Terrestre 2045”.
Temos um target final que aponta para um Exército que, dentro daquilo que já foram os estudos anteriormente estabelecidos, tem que crescer, pelo menos, até cerca de, o desejável seria, 22 mil militares e cerca de 3 mil civis.
Mas qual é o valor do gap que referiu?
E porque que não tenho? Porque ao mesmo tempo que vamos evoluindo do ponto de vista organizacional, do ponto de vista dos sistemas, a quantidade de pessoas e a sua especialização também tem que se adequar a esses sistemas. E, portanto, temos um target final que aponta para um Exército que, dentro daquilo que já foram os estudos anteriormente estabelecidos, tem que crescer, pelo menos, até cerca de, o desejável seria, 22 mil militares e cerca de 3 mil civis.
Mas esse número tem ainda que ser afetado agora das análises e dos estudos coerentes e conducentes com a evolução organizacional e genética, leia-se, dos equipamentos, que tecnologicamente vão exigir mais ou menos pessoas. Para dar um exemplo. Um equipamento tecnológico pode exigir mais pessoas qualificadas, mas menos quantidade de pessoas. E essa é uma resposta que eu não consigo dar agora.
Recentemente, o Parlamento aprovou várias propostas para o setor da Defesa de várias forças políticas, algumas delas até no sentido de atrair e mostrar o setor militar aos jovens. O que lhe parecem essas propostas? Cumprem o seu desígnio também, a sua missão?
Essa é a resposta mais simples. Não posso comentar.
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Tekever é a empresa “que está a desenvolver drones” para o SAFE
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