Não há fundamento para concluir, a partir dos bons números recentes, que o mercado de trabalho português deixou de padecer de problemas estruturais, escreve Óscar Afonso.
Após meses a fio, o país assistiu a uma discussão prolongada sobre o pacote laboral, que acabou por não gerar consenso nem na concertação social nem no Parlamento, onde acabou chumbado. Os ângulos de discussão incidiam, sobretudo, sobre se o pacote era preciso numa altura de crescimento do emprego, que medidas deveria ou não conter, e de que forma deveria ter sido apresentado e negociado pelo Governo.
Nesta crónica mostro dados macroeconómicos que me parecem demonstrar, de forma bastante elucidativa, que o mercado laboral padece de problemas estruturais, enquadrando os dados mais recentes, que se afiguram positivos, nas tendências…
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