JPAB: “Sem clientes não se faz advocacia, por mais divas mediáticas que se exibam na montra”premium

A JPAB promoveu alterações estruturais nas áreas prática que permitiram “acompanhar o dinamismo da sociedade em geral”. Na firma “ser advogado é ser advogado”, sem qualquer tipo de mistificações.

A sociedade de advogados José Pedro-Aguiar Branco reorganizou recentemente as áreas de família e clientes privados. Com esta alteração estrutural, a advogada Ângela Vieira passou a assumir a coordenação da área de família, substituindo assim Maria Filomena Neto, que, ao fim de mais de 40 anos como advogada, abandona a prática profissional societária.

Procurámos acompanhar o dinamismo da sociedade em geral nestas áreas também, entregando a coordenação de família, que tantos, e tão diferentes do passado, desafios conceptuais os nossos dias colocam, a uma advogada mais jovem mas de enorme talento e créditos profissionais firmados”, referiram Pedro Botelho Gomes e Paulo Cutileiro Correia, administradores da JPAB. Para os advogados é uma área em que é preciso saber aliar o “conhecimento técnico” a “características pessoais” que permitam muito conforto aos clientes.

Confiantes no sucesso da chefia por parte de Ângela Vieira, que acreditam que é a conjugação de energia nova, dinamismo acrescido e um saber jurídico que só pode ter sucesso, a JPAB entregou a coordenação da área de clientes privados a João Castro Baptista.

Sociedade de Advogados JPAB - 16JUL20
Escritório da JPABHugo Amaral/ECO

“O João Castro Batista conhece os nossos clientes muitíssimo bem e tem, obviamente, um profundo saber da nossa realidade interna. Pode num piscar de olhos identificar todos os que devam participar no acompanhamento de qualquer assunto e tem já a senioridade que esta ‘super-coordenação’ convoca”, explicam.

Mas as mudanças têm vindo a ser constantes na firma e no mês de dezembro de 2019 autonomizaram a área de direito financeiro & direito das garantias. A liderar este departamento ficou a advogada Marisa Silva Monteiro. Uma reformulação com vista ao crescimento da JPAB, segundo os administradores.

“Quando dizíamos antes ‘área de prática de bancário & financeiro’ estávamos a usar um rótulo comum para trabalho jurídico muito distinto, com pouco rigor de clareza para quem nos procura”, refletem Pedro Botelho Gomes e Paulo Cutileiro Correia.

“Aprofundámos contactos com escritórios de outras cidades”

Atualmente com cerca de 48 advogados e quatro consultores espalhados pelos escritórios de Lisboa e do Porto, a JPAB mantém uma relação com várias firmas espalhadas pelo país.

Aprofundámos contactos com escritórios de outras das nossas cidades que acoplamos a nós sempre que um dossier ou uma operação em concreto o justifica. E há, até por uma necessidade geográfica mais impressiva, escritórios com quem mantemos relação privilegiada nos Açores e na Madeira”, notam os administradores da JPAB.

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Conselho de administração da JPAB: José Pedro Aguiar-Branco, Pedro Cutileiro Correia, Joana Silva Aroso e Pedro Botelho Gomes (da esquerda para a direita).Hugo Amaral/ECO

No plano internacional, a firma pretende manter uma rede de escritórios parceiros nos mais diversos locais, de forma a permitir terem “sempre a capacidade de resposta” que necessitem convocar nas diferentes jurisdições que cruzam os interesses dos clientes pelas mais diferentes ordens de razões.

Com dois escritórios, um no Porto e outra em Lisboa, os administradores da firma não encontram grandes diferenças na forma de exercer direito nestas duas cidades.

Todo o caminho de construção interna e de relação com os clientes se fez sem distinção de cidade ou região. Nos tempos desta pandemia que todos enfrentámos, e num certo sentido, podemos dizer que fomos à frente do nosso tempo”, contam Pedro Botelho Gomes e Paulo Cutileiro Correia.

Apesar de não rotularem quais são as áreas mais fortes, afirmam que existem realidades evolutivas que se impõem às estruturas.

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Escritório da JPABHugo Amaral/ECO

Podíamos por exemplo pensar no fiscal, que hoje é uma área de forte aposta estratégica e que há vinte e tal anos quase não tinha qualquer afirmação de especialidade. O mesmo se diga do direito do desporto, outro exemplo. As áreas mais recentes ou que se autonomizam juntam-se às áreas que cresceram connosco nestes anos todos. É público e notório que a JPAB sempre se afirmou no societário, no contencioso civil, no laboral, no imobiliário. E um sublinhado para as nossas áreas de público & ambiente e de transportes que têm conhecido um incremento notável”, explicam Pedro Botelho Gomes e Paulo Cutileiro Correia.

Na JPAB “ser advogado é ser advogado”

“Somos discretos e não gostamos muito de falar de nós!”. Foi assim que Pedro Botelho Gomes e Paulo Cutileiro Correia começaram por definir a JPAB no mercado da advocacia.

“Mas em todo o caso diremos que nos definimos pelo rigor e profissionalismo das nossas equipas e por um sentido da deontologia e ética profissionais que receamos esteja em queda à nossa volta ou que, pelo menos, possam estar a ser menos considerados”, acrescentam.

Definimo-nos pelo rigor e profissionalismo das nossas equipas e por um sentido da deontologia e ética profissionais que receamos esteja em queda à nossa volta ou que, pelo menos, possam estar a ser menos considerados.

Pedro Botelho Gomes e Paulo Cutileiro Correia

Administradores da JPAB

Para os administradores tudo o que foi construído foi pensado para “servir” os clientes. “Somos ambiciosos q.b., sem petulâncias nem egos exacerbados, e formamos um todo coeso que tem tantos rostos quantos os advogados que em cada momento trabalhem connosco. Não cultivamos a dicotomia do ‘palco’ versus um anónimo back office”, referem.

Foram mais longe e asseguraram que na firma “ser advogado é ser advogado”, sem qualquer tipo de mistificações nem sofismas, e sempre com “rosto próprio”. “Sem clientes não se faz advocacia, por mais divas mediáticas que se exibam na montra”, concluem.

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José Pedro Aguiar-Branco, sócio fundador da JPABHugo Amaral/ECO

À Advocatus, José Pedro Aguiar-Branco, sócio fundador da JPAB, acredita que os passos dados estão a permitir que a firma permaneça “forte” e “saudável” daqui a duas décadas.

Temo-nos dotado de jovens talentos nas nossas equipas que ‘crescem’ connosco, comungam do nosso posicionamento e conceito na forma de exercício da profissão, apetrechamos o escritório com as ferramentas tecnológicas que nos vão aparecendo adequadas em cada momento. Tal como referimos quando falávamos da nova coordenadora da área de família, estamos já a viver fenómenos de ‘sucessão’ interna na sociedade, e com inegável sucesso e serenidade”, explica.

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José Pedro Aguiar-Branco, sócio fundador da JPABHugo Amaral/ECO

Os desafios da pandemia

Com a pandemia Covid-19, as firmas tiveram de se reinventar e adaptar, e na JPAB os administradores garantem que estão “muito atentos às mudanças”.

Refletimos e monitorizamos a nossa capacidade de resposta e produtividade e os resultados do teletrabalho são excelentes. Equacionámos novos modelos de expansão no que podemos chamar “rede JPAB”; somos hoje uma estrutura mais flexível e criativa do que éramos há meio ano”, asseguram Pedro Botelho Gomes e Paulo Cutileiro Correia.

Ainda assim sublinham a angústia que advém das dúvidas do que possa a vir a ser a “nova normalidade” na vida das pessoas e das organizações. “Cá estaremos para manter o rumo essencial, ajustar, adaptar, fazer diferente, sem abrir mão da cultura do escritório e do posicionamento no mercado que construímos. Mantemos uma determinação total em tudo fazer para não nos descaracterizarmos”, acrescentam.

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Escritório da JPABHugo Amaral/ECO

Face à pandemia, a sociedade criou a task force JPAB+react de forma a dar apoio jurídico a startups e ao empreendedorismo. Sob o lema +riscos+oportunidades, este mecanismo tem especial foco nas áreas de captação de investimento, financiamento, corporate, laboral e fiscal.

“A atual conjuntura de crise induzida pelo Covid-19 é um teste de resistência às startups, com desafios profundos e complexos ao ecossistema do empreendedorismo, mas que, em simultâneo, pode significar uma nova era de ideias de inovação e de oportunidades, induzidas, desde logo, pela digitalização forçada”, explicam os administradores.

Desta forma, a task force pretende “atuar perante esses desafios e apoiar os empreendedores na identificação de soluções que permitam a recuperação e o desenvolvimento do ecossistema à escala nacional e internacional”.

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