Luís Menezes está "200%" ao serviço do Grupo Ageas , depois de ter lançado a Unilabs e ter sido vice-presidente da bancada parlamentar do PSD. Agora quer mudar o negócio segurador em Portugal.
- Retrato é uma rubrica do ECO na qual, durante o mês de agosto, é publicado diariamente o perfil de uma personalidade que se distinguiu no último ano, em Portugal
Entre uma família de médicos e uma carreira que o levou da banca à Unilabs, da política ao setor segurador, Luís Menezes construiu um percurso marcado por uma constante: a curiosidade. O CEO da Ageas Portugal diz que aprendeu cedo a ouvir pessoas diferentes, a procurar conhecimento e a não separar ambição profissional de qualidade de vida. Aos 45 anos olha para a política como uma experiência importante, mas encerrada. Hoje, diz, está concentrado “a 200%” na Ageas.
Luís Menezes foi educado para ser médico. Não era apenas uma expectativa familiar: Era quase uma tradição. Vinha de uma família de três gerações ligadas à medicina e à universidade. O bisavô foi reitor da Universidade do Porto, o avô foi o primeiro professor catedrático de genética e o pai foi professor de anatomia. Uma tia é também professora catedrática de genética. Num ambiente em que o estudo, a leitura e a discussão faziam parte do quotidiano, a escolha de uma profissão parecia, à partida, ter um caminho definido.

No último ano antes da entrada na universidade começou a olhar para outras possibilidades e acabou por contrariar essa tradição. Primeiro escolheu engenharia química. A meio do curso percebeu que não era aquilo que queria fazer. Durante algum tempo dividiu-se entre engenharia e economia, até optar definitivamente pela segunda. Fez a transição para a economia, estudou na Universidade Católica Portuguesa e encontrou no desempenho académico uma nova fonte de satisfação.
Foi também aí que descobriu que podia conciliar duas coisas que, na sua experiência, não eram incompatíveis: estudar e viver. “Aprendi a ter o gosto de ser um bom aluno e ter prazer nisso e ter orgulho nisso ao mesmo tempo que vivia muito bem a vida”, resume.
A infância e adolescência tinham-lhe dado uma preparação diferente. Luís Menezes nasceu num ambiente familiar exigente do ponto de vista intelectual, mas descreve a família como uma família de classe média, sem excessos. “Não tínhamos tudo o que queríamos, mas tínhamos tudo o que precisávamos e vivíamos uma vida muito boa”. Cresceu como o mais velho de três irmãos, o segundo quase da mesma idade, o terceiro com menos 13 anos.
A infância foi repartida entre várias cidades. Fez a primeira classe em Paris, quando o pai estava naquele país a fazer uma especialização em neuropediatria, passou pelo Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, e viveu depois entre Lisboa e Porto. A família acabaria por se fixar no Porto, onde Menezes frequentou a Faculdade de Engenharia antes de seguir para a Universidade Católica.
Em casa, a procura de conhecimento era uma realidade. E a política também fazia parte do quotidiano familiar. O pai tinha atividade política – foi presidente do PSD e é hoje presidente da Câmara Municipal de Gaia – e isso permitiu-lhe, ainda criança, contactar com pessoas muito diferentes. Políticos, médicos, artistas, pescadores ou pessoas que simplesmente procuravam ajuda para resolver um problema encontravam-se no mesmo universo.
“Nós aprendemos a estar com todo o tipo de pessoas e a aprender com todas”, conta. É uma ideia que continua a considerar importante e que procura transmitir ao filho, Luís Maria, de 13 anos. Saber conversar com pessoas diferentes, ouvir, perceber realidades distintas e retirar alguma aprendizagem de cada uma delas tornou-se, para Menezes, uma espécie de competência de vida.
Há outra herança familiar que permanece particularmente evidente: a relação com os livros. Luís Menezes lê muito e fá-lo praticamente todos os dias. Não é, contudo, um leitor particularmente reverente. Escreve nos livros, sublinha, tira notas e anota ideias. O hábito nasceu ainda na escola, quando um professor do sétimo ano lhe ensinou que os livros deveriam ser usados, não simplesmente conservados: “Tratem os livros como se fossem uma bola de futebol”, disse o mestre.
Hoje, a biblioteca pessoal é uma espécie de mapa das suas curiosidades: biografias, gestão, história, política, economia e livros sobre pessoas. Entre as referências que mais o interessam estão biografias de presidentes norte-americanos, figuras políticas contemporâneas e grandes empresários.
Quando falámos estava ler “Alchemy”, uma obra de “Rory” Sutherland, publicitário que é vice-presidente do grupo Ogilvy & Mather, com exemplos de como pensar de forma diferente – e aceitar a irracionalidade humana – pode gerar soluções mais eficazes e inovadoras. A seguir ia ler o livro que inclui a última aula do cientista Manuel Sobrinho Simões.
Leitura e viagens são as grandes fontes de informação
A rotina de Luís Menezes começa cedo. Ao pequeno-almoço, passa pelos jornais portugueses, depois consulta o Financial Times e o Wall Street Journal, precisamente porque gosta de confrontar uma perspetiva mais europeia com uma visão americana. E confessa que há uma publicação portuguesa que ocupa um lugar particular no ritual diário: o ECOseguros. “Normalmente o primeiro que eu vejo é o ECOseguros”.
A curiosidade intelectual não se limita à leitura. Menezes gosta de viajar, sobretudo com a mulher, Catarina, e o filho, Luís Maria. A família é, nas suas palavras, o “grande combustível” e o lugar onde recarrega baterias. Viajar é, para ele, uma oportunidade para conhecer países, cidades e experiências novas em conjunto.
Catarina é advogada, é também do Porto e, ao contrário do marido, não tem exposição pública nem ligação às redes sociais. Menezes consegue separar esse universo familiar da sua vida profissional e pública. Um mérito que ganhou importância depois de ter passado pela política.
A política como escola
Essa passagem pela política que, embora relativamente curta, foi intensa. Entrou para o Parlamento em 2009, a convite de Manuela Ferreira Leite, numa altura em que o PSD procurava incorporar perfis diferentes. Menezes tinha então uma característica pouco habitual para um deputado: era muito jovem e já liderava a Unilabs, uma empresa de dimensão significativa.

Não era, contudo, um produto tradicional da JSD. “Nunca fui membro da JSD”, esclarece. Tinha amigos nesse universo e “nada contra”, mas a sua atividade profissional ocupava grande parte do seu tempo.
A experiência parlamentar começou com Miguel Macedo, de quem foi vice-presidente do grupo parlamentar. Mais tarde, quando Luís Montenegro assumiu a liderança parlamentar, Menezes tornou-se o seu primeiro vice-presidente. Identifica Montenegro, Miguel Macedo e Álvaro Campos Ferreira como alguns dos seus principais mentores parlamentares.
Mas a lista de pessoas com quem trabalhou ou que influenciaram aquele período é mais extensa. Passos Coelho, Miguel Relvas, José Matos Correia, Álvaro Santos Pereira, António Pires de Lima, Sérgio Monteiro e Paulo Portas fazem parte das referências que associa aos anos em que esteve na política.
Foi também uma época particularmente exigente. A crise financeira, o programa de ajustamento e a troika colocaram os deputados da maioria perante decisões difíceis.
Menezes não romantiza esse período. Sabia que algumas medidas tinham consequências duras para as pessoas. Mas existia, simultaneamente, aquilo a que chama um “espírito de missão”: havia um programa assinado pelo Estado português e uma responsabilidade política de o executar.
Esta experiência deu-lhe uma visão diferente do funcionamento do Estado. Diz que aprendeu como funcionam as instituições, o processo legislativo, a Administração Pública e a importância de temas que muitas vezes parecem distantes do quotidiano, como a defesa, os serviços de informação ou a organização constitucional do Estado.
Também conheceu o lado menos confortável da exposição pública. Houve momentos em que recebeu ameaças e em que andar na rua não era simples, sobretudo nos períodos de maior tensão social.
“Nunca pedi favores a ninguém”
Luís Menezes rejeita a ideia de que a sua passagem pela política seja hoje uma ferramenta de influência empresarial.
Enquanto CEO de uma grande seguradora, diz ter reduzido ao mínimo os contactos diretos com membros do Governo. Quando acontecem, são sobretudo institucionais e em cerimónias públicas.
A razão é simples: “numa sociedade em que a transparência e a perceção de conflitos de interesses ganharam uma importância muito maior, uma empresa deve proteger-se a si própria e proteger também as instituições e as pessoas com quem se relaciona”, diz e de forma decisiva afirma: “Nunca pedi favores a ninguém”, não é agora que vou começar”.
Quando questionado sobre um eventual regresso à política, não mostra entusiasmo. Em primeiro lugar porque já deu o seu tempo à causa pública. Depois, porque dificilmente estaria disposto a voltar a colocar mulher e filho no centro de uma exposição pública própria da atual política portuguesa.
Do JP Morgan à transformação da Unilabs
Antes da política houve a banca. Menezes começou a carreira no JP Morgan e passou depois pela Fundação Ilídio Pinho, um family office, mas seria a Unilabs que marcaria decisivamente a sua vida profissional.
A aventura Unilabs começou quando tinha pouco mais de 20 anos e acabaria por durar 18 anos. Ao longo desse período participou numa transformação profunda da empresa, primeiro em Portugal e depois a nível europeu.

Quando chegou, a operação portuguesa tinha uma dimensão muito inferior à que viria a alcançar. Quando deixou funções, a Unilabs Portugal aproximava-se dos 250 milhões de euros de faturação e tinha-se tornado líder de mercado.
A nível europeu foi aos 31 anos nomeado, e foi o mais o membro mais jovem, membro da Comissão Executiva europeia. Logo, participou numa transformação ainda maior: de uma empresa com cerca de 400 milhões de euros de faturação para uma organização próxima dos 1,6 mil milhões.
A experiência ensinou-lhe uma característica que continua a valorizar: a possibilidade de receber novos desafios antes de sentir que a função anterior está esgotada. Ao longo dos anos, foi assumindo responsabilidades sucessivas, num processo que descreve como uma viagem de transformação permanente.
A pandemia de Covid-19 foi o capítulo mais extraordinário dessa fase. A Unilabs esteve no centro da resposta à pandemia através da testagem, colocando a empresa e os seus gestores perante uma pressão operacional sem precedentes.
“Burnout” foi custo pessoal
No tempo em que acumulou responsabilidades empresariais e políticas, Luís Menezes sofreu um “burnout”. Fala disso sem dramatização, mas também sem esconder a importância que teve na sua vida. “Uma pessoa pensa que é invencível até ao dia em que levamos uma pancada nas pernas”, resume.
Foi um momento de paragem e reajustamento. E, olhando para trás, considera que aprendeu uma das lições mais importantes da carreira: ninguém é ilimitado.
Em 2014, a oportunidade de regressar a uma função internacional na Unilabs acabou por determinar a saída do Parlamento. O CEO internacional da empresa entendia que o trabalho desenvolvido em Portugal poderia ser replicado noutros mercados e queria Menezes envolvido nessa transformação. Continuar na política não era desejável.
A demografia, a evolução do sistema público e a insuficiência da poupança obrigam, na sua opinião, a uma discussão sobre os chamados segundo e terceiro pilares da proteção social. Defende maior participação das empresas na poupança para reforma, através do segundo pilar, e uma discussão séria sobre o terceiro pilar e os mecanismos de poupança individual.
Depois de 18 anos na Unilabs, decidiu que precisava de mudar. E fez uma coisa pouco habitual num executivo com uma carreira consolidada: parou. Havia um processo internacional de search para encontrar o próximo líder da Ageas Portugal. Menezes não estava inicialmente no perfil mais óbvio.
Foi contactado, começou a conversar e, à medida que conheceu a empresa e as pessoas, o interesse cresceu e sucedeu ao carismático Steven Braekeveldt à frente do Grupo Ageas Portugal e, logo, responsável último por marcas como Ageas Seguros, Ageas Pensões, Ocidental, Médis e Seguro Directo. Ou seja, entrou diretamente para o segundo maior grupo segurador em Portugal e com negócio com peso real no grupo global belga Ageas.
A pessoa por detrás do CEO
O cargo de CEO trouxe uma nova dimensão de responsabilidade, mas também uma oportunidade para juntar diferentes experiências. Menezes chegou a uma organização com uma longa história e com profissionais de enorme experiência no setor. Uma das primeiras tarefas foi, na sua visão, refrescar a Comissão Executiva do grupo Ageas, procurando equilibrar experiência e novas gerações.
No entanto, a sua visão sobre liderança não se resume a mudar pessoas. Há uma ideia de transformação mais profunda: tornar a empresa mais ágil, mais preparada para o futuro e mais próxima do negócio que considera central.

Não fala de legado no sentido tradicional. “Não acredito em legados. Eu acredito em deixar aquilo que nos é entregue melhor do que aquilo que recebemos”, diz.
Na Ageas, a ambição passa por crescer, mas não apenas através de quota de mercado. Menezes fala de eficiência, rentabilidade, crescimento orgânico e inorgânico e, sobretudo, de uma transformação da cadeia de valor.
Objetivo: Seguros 3.0
Para o CEO da Ageas, a indústria passou por diferentes fases. Primeiro, houve um período em que o retorno dos investimentos tinha um peso muito elevado na rentabilidade das seguradoras. Depois, diz, a indústria passou a concentrar-se mais na rentabilidade técnica e nos rácios combinados, na rentabilidade técnica da operação seguradora.
Agora, defende uma terceira fase: a seguradora terá de procurar uma intervenção maior e seletiva na cadeia de valor.
No automóvel, isso pode significar maior presença em oficinas, reparação de vidro ou peças. Na saúde, pode significar uma maior integração com prestadores. Noutros ramos, poderá traduzir-se em novas formas de controlar custos, melhorar o serviço e capturar valor.
Não se trata, na sua perspetiva, de eliminar os parceiros. Pelo contrário, diz que os parceiros continuam a ser fundamentais. Mas haverá áreas em que a seguradora terá interesse em estar mais próxima da cadeia de valor. Esta visão empresarial também, claramente, uma dimensão pessoal: Menezes gosta de pensar no que vem depois.
O seguro como missão
A liderança da Ageas não é apresentada apenas como um desafio empresarial. Menezes vê no setor segurador uma responsabilidade social que, na sua opinião, ainda não é suficientemente percebida fora da indústria. É particularmente crítico em dois temas: catástrofes e pensões.
No primeiro caso, considera que os acontecimentos recentes mostraram que o risco de catástrofe não pode continuar a ser tratado como uma hipótese distante. No segundo, entende que o problema das pensões é ainda mais estrutural.
A demografia, a evolução do sistema público e a insuficiência da poupança obrigam, na sua opinião, a uma discussão sobre os chamados segundo e terceiro pilares da proteção social. Defende maior participação das empresas na poupança para reforma, através do segundo pilar, e uma discussão séria sobre o terceiro pilar e os mecanismos de poupança individual.
É um tema que o preocupa pessoalmente porque não o vê como uma questão de direita ou esquerda. “Pensões não são de direita nem de esquerda”, afirma. São, antes, uma questão de sustentabilidade social.
E considera que a indústria seguradora tem uma responsabilidade particular nesta discussão porque dispõe das competências atuariais, financeiras e de gestão de risco necessárias para contribuir para o debate.
Para Menezes, é também uma questão geracional. A geração que hoje tem cerca de 40 anos poderá enfrentar uma redução muito significativa do rendimento disponível na reforma se o sistema não for alterado. Por isso, não quer que as seguradoras se limitem a vender produtos. Quer que o setor tenha uma voz na discussão sobre o futuro da sociedade.
Porto, Lisboa e uma vida de família
Apesar da dimensão internacional da carreira, Menezes continua profundamente ligado ao Porto. A vida profissional obriga-o a estar regularmente em Lisboa, mas mantém uma ligação forte à cidade onde cresceu e onde construiu grande parte da sua identidade.
No Porto aparece a família, os amigos, as memórias da infância e a própria forma como encara o quotidiano. Neste momento tem uma vida dividida entre duas cidades, dois mundos profissionais e diferentes círculos de relações. Acaba por estar quatro dias por semana em Lisboa e um no Porto, onde gosta de lembrar que a Ageas conta com 400 pessoas.
Está atento ao que fazem e dizem figuras contemporâneas como Barack Obama, António Guterres e José Manuel Durão Barroso. Entre os empresários, marcam-no Belmiro de Azevedo, Alexandre Soares dos Santos e Carlos Mota Santos e considera Carlos Moreira da Silva “um dos maiores empreendedores do país de sempre”
Quando tem tempo livre, a prioridade é outra: A família. O motivo pode ser viajarem juntos, conhecerem lugares novos, experimentarem coisas diferentes e aproveitarem os poucos momentos livres com qualidade.
Menezes gosta particularmente de arte contemporânea e, desde 2025, passou a integrar a administração da Fundação de Serralves. A experiência permite-lhe entrar num universo diferente daquele que domina profissionalmente e, precisamente por isso, considera-a uma oportunidade de aprendizagem.
“Estou a aprender imenso num mundo diferente.”, diz. Mesmo depois de décadas de carreira, cargos de liderança, política, banca e gestão internacional, continua a colocar a palavra “aprender” no centro dos seus propósitos de vida.
Livros, pessoas e ideias
Essa vontade de aprender leva-o a estar atento ao que fazem e dizem figuras contemporâneas como Barack Obama, António Guterres e José Manuel Durão Barroso. Entre os empresários, marcam-no Belmiro de Azevedo, Alexandre Soares dos Santos e Carlos Mota Santos e considera Carlos Moreira da Silva “um dos maiores empreendedores do país de sempre”. Na gestão internacional, Warren Buffett é uma referência quase inevitável. Steve Jobs interessa-o pela criatividade.
Internacionalmente Menezes olha para um mundo marcado por Estados Unidos difíceis de interpretar, uma China mais assertiva e uma Rússia que considera presa a uma visão do passado. E vê uma Europa que, em vez de reforçar a unidade, corre o risco de se fragmentar.
É neste ponto que as suas referências políticas e históricas se cruzam com a sua visão empresarial. Europa, estabilidade, instituições, segurança e capacidade de planear o futuro são temas que atravessam tanto a sua leitura do mundo como a sua atividade profissional.
A bicicleta depois das bolas
O desporto ocupa outro espaço importante. Durante muitos anos, tudo o que envolvesse uma bola servia. As lesões acabaram por obrigá-lo a mudar e hoje, a bicicleta assumiu um papel especial.
Mais do que exercício físico, é um espaço de reflexão. Pedalar permite-lhe desligar, organizar pensamentos e, ao mesmo tempo, manter o corpo ativo.
O ginásio completa essa rotina. É uma necessidade de equilíbrio numa vida profissional intensa, onde o calendário raramente deixa muito espaço para improviso.
“Estou a 200% na Ageas”
Nesta fase da vida a prioridade está claramente na Ageas. “Estou a 200%” na empresa, afirma.
Quando fala de liderança, não coloca o ênfase na autoridade, mas na preparação do futuro. Quer uma organização que continue a funcionar depois dele. Quer preparar pessoas para os cargos seguintes. E, novamente, quer deixar uma empresa melhor do que a encontrou.
O homem que lidera a Ageas é pessoalmente o que está à vista. Parece que já realizou muita introspeção bem conseguida e as opiniões que tem expressa-as livremente. É curioso e muito atento à atualidade. No fundo, Luís Menezes parece ter aplicado à própria vida a mesma regra transmitida pelo seu professor em relação aos livros: Usá-la, experimentar, mudar quando é preciso, aprender com as pessoas e seguir em frente.
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Luís Menezes, o CEO que teve a política como escola mas nunca pediu favores
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