Se o PRR não tiver deixado um impacto duradouro na capacidade do país gerar mais riqueza, dificilmente poderá ser considerado bem-sucedido do ponto de vista económico, escreve Óscar Afonso.
No dia 31 de agosto terminou formalmente o período de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), concluindo um programa extraordinário de investimento e reformas criado pela União Europeia (UE) para responder à maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial, na sequência da pandemia por Covid-19. Cinco anos depois, começa finalmente a avaliação mais importante: perceber se Portugal aproveitou esta oportunidade única (a maior concentração de financiamento da UE num período tão curto, com o PRR a decorrer em paralelo com o PT 2030) para transformar estruturalmente a sua economia ou se se limitou, sobretudo, a executar (isto é, gastar) mais um programa de financiamento europeu.
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial anunciou, com satisfação, que o país conseguiu concluir o PRR sem perda de verbas europeias. À partida, trata-se de um resultado positivo e que…
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