Sem solução à vista para fatores globais que levam ao disparo dos preços, especialistas dizem ao ECO que volatilidade é a palavra de ordem, a descida deve demorar e será mais lenta do que as subidas.
"Estou muito preocupado com a evolução dos preços dos combustíveis." O sentimento admitido ao ECO por António Costa Silva, antigo ministro da Economia e ex-presidente da petrolífera Partex, é, por esta altura, praticamente universal. Confrontados com preços nas bombas perto de máximos históricos, os agentes económicos -- empresas, consumidores e decisores políticos -- questionam quanto tempo a alta vai durar. Com duas guerras em importantes regiões produtoras e refinadoras sem sinais de resolução à vista, e com medidas de atenuação vistas como "paliativas", impõe-se a pergunta de se os preços podem ainda piorar, ou, mais grave ainda, se os preços altos vieram para ficar e são o 'novo normal'.
Os especialistas consultados pelo ECO -- gestores, economistas e ex-governantes -- não têm respostas definitivas, dada a volatilidade dos eventos, mas pintam um cenário difícil de resolver. “Os preços altos [dos combustíveis]…
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