Buffett, Lynch e Bogle estão no BCE e ninguém tinha reparado

As carteiras dos membros do Conselho do BCE revelam que os maiores banqueiros da Zona Euro investem segundo os ensinamentos dos maiores gurus de bolsa. Mas há excepções, como Álvaro Santos Pereira.

Há documentos que dizem mais sobre quem os assina do que o próprio dia em que aterram na caixa de correio do regulador. As 127 páginas de declarações de interesses dos membros do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), publicadas em formato PDF e tratadas pelo BCE como matéria de compliance, são exatamente isso: um raio-X discreto à forma como os banqueiros centrais que decidem o preço do dinheiro arrumam o seu próprio dinheiro. E se há um motivo para olhar para elas com lupa de ourives, esse motivo veio de Lisboa.

A história já se conhece: Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal, presidente do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) e fervoroso paladino da literacia financeira, apareceu em Frankfurt sem fundos de investimento, sem ETF, sem PPR, sem obrigações, sem gestão discricionária, mas com apenas duas posições acionistas na Galp e na Jerónimo Martins compradas já enquanto governador em pleno mês de dezembro — e ainda títulos da Nestlé e Navigator, adquiridos em janeiro já depois de enviar a declaração de interesses para Frankfurt, segundo um comunicado de quarta-feira do Banco de Portugal –, prontamente vetadas pelo BCE e revertidas em modo compliance.

Se quem ensina dá o exemplo, o exemplo dos colegas de mesa do governador português está, todo ele, na pasta que lhe ficou ao lado em Frankfurt. Christine Lagarde, Madis Müller, Martin Kocher, Isabel Schnabel e Pierre Wunsch entregaram declarações que parecem decalcadas de manuais de finanças pessoais e, mais picante ainda, de manuais escritos pelos maiores gurus da bolsa do último século.

A presidente do BCE investe ao jeito do lendário Peter Lynch, o estónio Madis Müller é apóstolo declarado de John Bogle, Martin Kocher herdou a escola do Oráculo de Omaha, a alemã Isabel Schnabel cruza a filosofia do lendário John Neff com a era ESG e o belga Pierre Wunsch faz lembrar Sir John Templeton de outras décadas.

À mesa de Frankfurt, o investimento em bolsa não é piada de fim de almoço, mas uma aula prática de gurus. Não é prova de informação privilegiada (não há, nem o sugiro), mas uma prova de disciplina, método e diversificação, três palavras que o Plano Nacional de Formação Financeira (PNFF) anda a sublinhar há anos com marcador amarelo.

Peter Lynch ficou famoso a apostar em empresas pequenas antes de Wall Street as descobrir. Christine Lagarde parece ter lido o seu manual com muita atenção antes de entregar a declaração de interesses ao BCE. Leonor Gonçalves/ECO

O discreto encontro entre Peter Lynch e o family office de Christine Lagarde

A presidente do BCE entregou ao gabinete de compliance uma carteira que cabe, com folga, no que se chama uma arquitetura aberta: nada de gestão discricionária, nada de ações individuais, nada de obrigações soberanas e, sobretudo, nada que o BCE pudesse marcar a vermelho.

A carteira de Lagarde a 24 de fevereiro tem seis fundos de investimento, incluindo um BNP Paribas MultiPEP 2 (PEP, na língua francesa, é o equivalente ao PPR português), mais uma posição numa Real Estate Transparent Corporation. Esses fundos têm nomes que dizem tudo: ODDO BHF Polaris Moderate (multiativos, perfil moderado), Oddo BHF Active Small Cap (pequenas capitalizações europeias), Oddo BHF Avenir Europe (médias e pequenas empresas europeias com viés de crescimento), Oddo BHF US Mid Cap (médias capitalizações americanas), Oddo BHR Convertible Global (obrigações convertíveis globais).

O portefólio de Lagarde cumpre à letra o princípio de “não colocar os ovos no mesmo cesto”, apresentando uma carteira diversificada por geografia, por capitalização e por classe de ativos. E é aqui que aparece a inspiração de Peter Lynch, gestor lendário do Magellan Fund da Fidelity entre 1977 e 1990 que alcançou ganhos históricos de 29% por ano (média) neste período, deixou-nos livros como “One Up on Wall Street”, uma cartilha que tem dois pilares a lembrar a carteira de Lagarde: investir naquilo que se compreende, e procurar valor sobretudo nas pequenas e médias empresas, onde os analistas de Wall Street ainda não chegaram.

A carteira de Lagarde é uma versão europeia e adulta da estratégia Peter Lynch: diversificação de capitalizações com viés de crescimento, com uma pitada de gestão ativa por uma boutique francesa.

Lynch construía o seu sucesso à custa do que chamava as “tenbaggers”, empresas pequenas que se multiplicavam por dez. A presidente do BCE cobre exatamente esse terreno: pequena capitalização europeia, média capitalização americana e um fundo Avenir dedicado às empresas europeias do futuro.

Junte-se a isto o Polaris Moderate — para a parte equilibrada da casa — e os convertíveis globais (que oferecem a tal “opcionalidade” que Lynch também apreciava), e o que se obtém é uma versão europeia e adulta da estratégia Lynch: diversificação de capitalizações, viés de crescimento, gestão ativa por uma casa de boutique francesa. Sem ações individuais. Sem stock-picking pessoal. Sem chamadas matinais a si própria.

Há ainda um detalhe a sublinhar e revelador. A Oddo BHF é uma gestora de matriz franco-alemã com tradição em fundos de pequenas capitalizações europeias. Lagarde não escolheu uma Blackrock qualquer. Escolheu uma boutique. Lynch teria assinado por baixo.

John Bogle dizia para comprar o palheiro inteiro em vez de procurar a agulha. Madis Müller leu o conselho, levou-o a sério e transformou-o numa carteira de ETF que cobre o mundo inteiro, de este a oeste. Leonor Gonçalves/ECO

Madis Müller faz John Bogle nascer outra vez

Se há um membro do Conselho do BCE que parece ter saído diretamente da contracapa de um livro de John Bogle, esse membro é o estónio Madis Müller, governador do Eesti Pank desde 2019.

Bogle, fundador da Vanguard e pai do investimento passivo, repetia uma frase que devia estar a tinta indelével em qualquer manual: “não procure a agulha no palheiro; compre o palheiro”. A declaração de interesses de Müller entregue a 8 de janeiro é, em formato PDF, o palheiro: SPDR MSCI World UCITS ETF, iShares MSCI ACWI ETF, iShares Core DAX UCITS ETF, Amundi Core STOXX Europe 600, iShares Trust MSCI Emerging Markets, Fidelity Total Market Index Fund, Xact OMX30 ETF.

A carteira do estónio é, literalmente, o mundo inteiro embrulhado em ETF de baixo custo: ações americanas, ações europeias, ações emergentes, ações alemãs, ações nórdicas. Acrescente-se o LHV Pension Fund Indeks (o equivalente estónio a um PPR indexado) e tem-se um portefólio que cobre praticamente todas as geografias relevantes. Mas o ponto-chave não está no que tem, mas como compra.

O governador estónio segue uma estratégia de investimento que Bogle defendia para 99% dos investidores em bolsa: comprar o índice global com taxas de comissões baixas, todos os meses, sem olhar para o gráfico e deixar o ‘milagre da capitalização’ fazer o seu trabalho.

Quem abrir o anexo de transações de Müller encontra a coisa mais aborrecida e mais correta que um banqueiro central (e um investidor comum) pode fazer ao seu dinheiro: 12 compras sistemáticas e regulares do LHV Pension Fund Indeks ao longo de 2025 (uma por mês, como se fosse débito direto), 12 compras igualmente regulares do LHV Pension Fund Indeks III, e mais oito compras pontuais ao longo do ano do Amundi Core STOXX Europe 600 e do SPDR MSCI World UCITS ETF, espalhadas entre janeiro e outubro.

Isto é, em manual escolar, o método que Bogle defendia para 99% dos investidores em bolsa: comprar o índice global com taxas de comissões baixas, todos os meses, sem olhar para o gráfico, e deixar o juro composto fazer o resto. Müller chega a ter o iShares MSCI ACWI ETF (o índice mundial) e o iShares Trust MSCI Emerging Markets, ou seja, uma junção do mundo desenvolvido com o mundo emergente, em camadas. Falta-lhe Vanguard (que Bogle fundou). Sobra-lhe disciplina.

Pequena nota: Müller tem ainda dois ativos que mostram um Bogle com sotaque local: EfTEN Real Estate Fund III e EfTEN United Property Fund, dois fundos cotados de imobiliário báltico, mais o legado de duas ações estónias (Tallink, Tallinna Kaubamaja) que ficaram a apanhar pó. Como qualquer carteira do mundo real, há restos do passado. Mas a base é Bogle puro.

O governador do banco central da Áustria tem a Berkshire Hathaway alemã na carteira, o índice mundial no centro e zero ações escolhidas a dedo. Martins Kocher é uma espécie de Warren Buffett sem o charme do Oráculo de Omaha, mas com toda a disciplina de Frankfurt. Leonor Gonçalves/ECO

Martin Kocher herdou a escola de Warren Buffett e embrulhou-a em índices europeus

Da Áustria chega-nos, talvez, a carteira de investimento mais interessante do Conselho do BCE. A 3 de fevereiro, Martin Kocher, governador do Oesterreichische Nationalbank, declara 19 posições — todas em fundos, nem uma única ação direta — e a leitura completa parece um case study da estratégia do Oráculo Warren Buffett: deixar o miolo do dinheiro a render no índice e dar uma “percentagem de qualidade” a gestores ativos em quem se confia.

Começando pelo miolo passivo, à Bogle: iShares Core MSCI World, iShares MSCI World, iShares VII Nasdaq 100, DK Euro Stoxx 50 e iShares Select Dividend 100. Cinco ETF que cobrem o mercado global desenvolvido, o tecnológico americano e o europeu de grande capitalização. Até aqui é o que Bogle recomenda — e o próprio Buffett, que aconselha o S&P 500 ao “investidor comum”.

O coração da carteira de Martin Kosher é um ETF de um índice global que depois é alavancada por fundos que seguem uma estratégia de investimento de valor e apimentada de instrumentos que apostam no crédito empresarial.

Mas o que torna a carteira de Kocher um caso de investimento de autor é o que vem a seguir: Flossbach von Storch Multi Opportunities II, ACATIS IFK Value Renten e Aramea Rendite Plus, três fundos de gestores ativos da escola value alemã.

  • A Flossbach von Storch é uma das casas mais respeitadas da gestão patrimonial europeia, conhecida por uma filosofia próxima de Buffett e Charlie Munger: comprar empresas de qualidade a preços razoáveis e aguentar a posição muito tempo.
  • A ACATIS, fundada por Hendrik Leber, é frequentemente apelidada como “a Berkshire Hathaway alemã” por ter como mandato explícito aplicar princípios de Benjamin Graham e de Warren Buffett ao mercado europeu e ao mercado de obrigações.

Junte-se ainda o Edgewood L Select-US Select Growth (uma boutique americana com viés de qualidade) e o Sycomore Sélection Crédit (crédito europeu bottom-up) e o que se obtém é uma carteira core-satellite de manual: índice global no centro, gestores que seguem uma estratégia de investimento de valor (value) e “qualidade” nos satélites, com um pé no crédito empresarial.

É a estratégia que o próprio Buffett recomenda às fundações americanas: 80% no S&P 500 e 20% em crédito de curto prazo. Kocher faz uma versão europeia, mais sofisticada, em que o S&P 500 é substituído pelo MSCI World e Nasdaq, e o crédito é entregue a casas como a ACATIS e a Sycomore. Se Charlie Munger estivesse vivo, talvez assinasse com letra trémula.

Isabel Schnabel quer dividendos, qualidade e sustentabilidade em simultâneo. É a filosofia de John Neff, o gestor que bateu o S&P 500 durante 31 anos, mas com o filtro ESG que Neff nunca precisou de usar." Leonor Gonçalves/ECO

Isabel Schnabel cruza John Neff com a era ESG

A alemã Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do BCE e uma das vozes mais ouvidas no debate de política monetária europeu, entrega uma carteira que parece desenhada com régua e esquadro para responder a duas perguntas em simultâneo: como capturar o mercado global ao mais baixo custo possível e como fazê-lo com critérios de sustentabilidade.

A leitura da declaração de Schnabel, entregue a 7 de janeiro, mostra 13 ETF e fundos, todos eles com um viés revelador: iShares Edge MSCI World SRI, iShares MSCI Europe SRI, iShares Sustainable MSCI Emerging Markets SRI, iShares III Core MSCI Europe, iShares III Core MSCI World, Vanguard FTSE EMU ETF, iShares Core MSCI EMIMI, iShares 7-Core MSCI Europe, iShares ISIV Euro Ultra Short Bond, iShares Dollar Treasury Bond 1-3yr, Franklin Euro Short Maturity UCITS ETF. Mais um único nome de gestão ativa: DWS Top Dividende LD.

E é precisamente neste último que entra o guru de Ohio, nos EUA. John Neff, que geriu, durante 31 anos, o Windsor Fund da Vanguard, construiu a sua reputação sobre uma ideia simples: comprar empresas com PER baixo, dividendo elevado e desinteresse generalizado dos analistas. O resultado desta filosofia em três décadas foram retornos superiores ao S&P 500 espelhada numa rendibilidade anualizada de 13,7%.

Isabel Schnabel procura dividendos e ativos de qualidade, mas dentro de um universo investível filtrado por critérios de sustentabilidade. É John Neff em modo século XXI, mais o complemento de obrigações de muito curto prazo.

O DWS Top Dividende é, na Alemanha, o fundo de dividendos mais conhecido: investe em empresas globais com dividendos elevados e sustentáveis. É a tradução germânica, em fundo, da filosofia Neff. Mas Schnabel não fica por aí.

A economista adiciona-lhe uma camada que Neff nunca teve de pensar: o filtro ESG. A presença sistemática das versões SRI dos índices MSCI (World, Europe, Emerging Markets) mostra que a alemã quer dividendo e qualidade, mas dentro de um universo investível filtrado por critérios de sustentabilidade. É Neff em modo século XXI, mais o complemento de obrigações de muito curto prazo (em euros e em dólares) que dão à carteira liquidez e amortecimento.

Para quem segue bolsa com olho nos rendimentos passivos e quer fazê-lo com pegada ESG, a carteira de Schnabel é, com ajustes de dimensão, replicável num portefólio de qualquer pequenos investidor.

Nenhum mercado assusta Pierre Wunsch desde que esteja na sua carteira. O belga conta com 24 fundos, que lhe garantem uma exposição a todos os continentes e um fundo da própria Templeton como homenagem ao mestre que ensinou o mundo a investir onde ninguém ousava olhar. Leonor Gonçalves/ECO

Pierre Wunsch herdou os bilhetes-postais de John Templeton

Se Müller é o Bogle de Frankfurt e Schnabel a Neff com filtro ESG, o belga Pierre Wunsch, governador do Nationale Bank van België há sete anos, é o John Templeton desta geração de banqueiros centrais. E quase de forma literal, pois tem mesmo um fundo Templeton na carteira.

John Templeton, falecido em 2008, construiu o seu mito comprando onde o medo era maior e o entusiasmo menor. Comprou ações japonesas no pós-guerra, ações coreanas em 1997, ações emergentes décadas antes de o termo se vulgarizar. Uma das suas frases mais célebres replica na essência a sua filosofia de investimento: “Os mercados em alta nascem do pessimismo, crescem com o ceticismo, amadurecem com o otimismo e morrem na euforia.”

A carteira de Wunsch, a 23 de janeiro, parece tratar o mundo inteiro como um buffet: Amundi IS S&P 500 ETF, HSBC ETFs MSCI World, MUF Lyxor MSCI World, iShares VII Nasdaq 100 (EUA); UBS ETF Euro Stoxx 50, BGF Continental European Flex, Fidelity European Dynamic Growth, Invesco European Growth Equity, JPM Europe Dynamic Small Cap, JPM Europe Equity Plus (Europa, em todas as cores); Schroders ISF Japanese Equity, SISF Asian Opportunities, Fidelity EMEA, Carmignac Emergents, iShares MSCI Emerging Markets, MUL Lyxor MSCI EM Asia, Templeton Asian Smaller Companies Fund (Ásia, Japão, EMEA e emergentes); a que se juntam apostas temáticas tão distintas como BGF World Mining (mineração), iShares Global Clean Energy (energias renováveis), Robeco SAM Circular Economy (economia circular) e iShares Treasury Bond 20+yr (dívida americana de muito longo prazo).

Wunsch é o investidor a quem nenhum medo importa, desde que esteja distribuído por meia dúzia de continentes.

São 24 fundos, a que se somam ainda duas pequenas participações em startups (CV-Trust e Sunoptimo), a cobrir literalmente todas as geografias e quase todos os temas, incluindo, repita-se, um fundo da própria Templeton (Asian Smaller Companies) — homenagem voluntária ou involuntária ao mestre.

E o anexo de transações é igualmente sintomático: dezoito compras pontuais ao longo de 2025, espalhadas por janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e setembro, em ETF de S&P 500, MSCI World, Euro Stoxx 50 e Nasdaq, mais Treasuries americanas. É dollar cost averaging à escala global, com um pé em todos os mercados.

Wunsch é o investidor a quem nenhum medo importa, desde que esteja distribuído por meia dúzia de continentes. É Templeton vivo, em formato ETF e em modo compliance europeu.

… e depois há a lição portuguesa

Voltamos ao princípio. A página de Álvaro Santos Pereira na pasta do BCE — composta a 12 de janeiro unicamente por duas linhas, duas ações, dois sectores, um país –, quando lida ao lado das de Lagarde, Müller, Kocher, Schnabel ou Wunsch, é um exercício involuntário de literacia financeira pelo contraste.

Onde os colegas têm fundos diversificados, o governador português tinha duas cotadas e mais nenhum instrumento financeiro. Onde os colegas compram regularmente, o líder do Banco de Portugal comprou em duas semanas de dezembro. Onde os colegas escutam gurus da bolsa, Santos Pereira escutou a sua própria intuição sobre a Galp na Namíbia e o Pingo Doce no bacalhau.

O tema, em sede de compliance, está fechado: as ações foram vendidas e as mais-valias geradas doadas a uma instituição de responsabilidade social. Mas se o Banco de Portugal procura, no seu Plano Nacional de Formação Financeira 2026-2030, casos práticos para mostrar aos portugueses como diversificar uma carteira de investimento, como pensar a longo prazo, como replicar filosofias vencedoras de gurus como Buffett, Bogle, Lynch, Neff ou Templeton, então o caderno de exercícios já está escrito. Tem o título “Declaração de Interesses BCE 2026” e está em PDF, em livre acesso, no site da Eurotorre.

Falta-lhe apenas, lá no fim, o índice remissivo que pode carregar o título “Cinco gurus da bolsa entraram no Conselho do BCE”. Os outros, esses, ainda andam à procura do bilhete de entrada.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Buffett, Lynch e Bogle estão no BCE e ninguém tinha reparado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião