Adoro o Natal – o que isso diz sobre mim?
No fundo, quem admiramos diz muito sobre quem somos. Admirar é escolher um espelho: cada pessoa admirada devolve-nos aquilo que valorizamos - generosidade, criatividade, disciplina, empatia.
Adoro o Natal. Em particular, admiro o Pai Natal. Sorriso infinito, missão impossível: coordenar renas e elfos, cumprir promessas, entregar alegria a milhões de lares… e ainda conseguir fazer tudo parecer mágico. Admirá‑lo faz algumas pessoas pensarem que sou ingénua, como me disseram no outro dia. Fiquei a pensar, confesso. O que diz sobre mim afinal? No fundo, a minha simpatia pelo Pai Natal vem da sua generosidade, consistência, entrega sem esperar reconhecimento. Acredito que, mesmo no impossível, há espaço para magia e para fazer diferença.
Mas nem todos os que admiramos são perfeitos. Há também o Grinch, por exemplo, rabugento e cético, que nos lembra que até os mais resistentes podem mudar, crescer e inspirar transformação. Admirar alguém como o Grinch é reconhecer que crescimento e adaptação são possíveis — mesmo quando a primeira impressão é contrária.
No mundo real, a admiração atravessa áreas e gerações. Na publicidade portuguesa, nomes como Silva Gomes, Américo Guerreiro, Vera Nobre da Costa, Rosalina Machado abriram caminhos e moldaram a indústria, mostrando que visão, criatividade e coragem podem elevar marcas e ideias. Mais recentemente, Edson Athayde, Luís Paixão Martins, Salvador da Cunha ou Nuno Jerónimo, continuam a inovar, a desafiar regras na comunicação e a transformar projetos em histórias de impacto, provando que talento, ousadia e inteligência estratégica podem caminhar lado a lado.
A admiração estende-se também a outros universos. Cristiano Ronaldo inspira disciplina, superação e ambição. Paula Amorim mostra visão e coragem na liderança empresarial. João Cotrim de Figueiredo evidencia experiência e dinamismo, adaptando-se a diferentes desafios em política, negócios e comunicação. Cada pessoa que admiramos revela algo sobre nós: valores, ética, coragem, resiliência e a forma como queremos enfrentar oportunidades.
No fundo, quem admiramos diz muito sobre quem somos. Admirar é escolher um espelho: cada pessoa admirada devolve-nos aquilo que valorizamos — generosidade, criatividade, disciplina, empatia.
E talvez o maior presente desta época seja perceber isso: a admiração que sentimos pode inspirar-nos, orientar-nos e lembrar‑nos de que não nos tornamos iguais às pessoas que admiramos, mas podemos tornar‑nos parecidos com aquilo que elas representam.
Feliz Natal. Que a inspiração esteja sempre presente!
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