Dinamizar projectos entre empresas e as instituições politécnicas

  • Céu Carvalho
  • 11 Março 2020

A nova medida de apoio pretende alavancar as capacidades de I&D das empresas portuguesas, através do estabelecimento de parcerias entre Politécnicos nacionais e europeus.

Um dos objectivos fundamentais da estratégia da Europa para 2020 passa pelo aumento do investimento empresarial em investigação e inovação (“I&I”), com vista à promoção das actividades económicas intensivas em conhecimento e a criação de valor baseado na inovação. Torna-se, assim, fundamental o reforço da articulação entre as instituições do sistema científico e tecnológico e o tecido empresarial, de modo a promover o alcance deste objectivo estratégico.

Neste sentido, Portugal, através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, tem encetado diversos esforços para a dinamização da colaboração entre as instituições politécnicas nacionais e o tecido empresarial, promovendo o fortalecimento da capacidade de I&I no seio da economia nacional. Não obstante, é ainda necessário promover a internacionalização das iniciativas de colaboração entre Politécnicos e empresas nacionais, com vista a alavancar as capacidades de investigação e desenvolvimento (“I&D”) e aproveitar o conhecimento e experiência de entidades politécnicas europeias de reconhecido valor.

Neste contexto, foi recentemente publicado, no âmbito do Portugal 2020, o Aviso n.º 12/SI/2020, o qual visa apoiar projectos liderados por empresas nacionais em co-promoção com entidades politécnicas nacionais, através da participação de, pelo menos, uma equipa de investigação e inovação sediada num instituto politécnico europeu. Assim, no âmbito deste apoio, pretende-se que os Politécnicos e empresas nacionais tirem partido da elevada experiência e conhecimento das instituições politécnicas europeias.

Tendo por base o exposto, foram definidos dois tipos de projectos, a saber:

  • Pequenos projectos de investigação industrial e de desenvolvimento experimental, de carácter mais exploratório, para o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, que proponham realizar um investimento total entre EUR 200 e 300 mil;
  • Projectos de investigação industrial e de desenvolvimento experimental para o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, que proponham realizar um investimento total entre EUR 800 mil e EUR 1 milhão.
  • Os projectos a candidatar poderão ter uma duração de 36 meses e devem ser liderados por uma empresa, e deverão contar, ainda, com a participação, de pelo menos, duas entidades não empresariais nacionais do Sistema de I&I, sediadas em Politécnicos.

Este Aviso conta com uma dotação orçamental total de EUR 13 milhões, sendo que o prazo para apresentação de candidaturas, as quais devem obrigatoriamente ser apresentadas em língua inglesa, decorre até ao dia 30 de Abril de 2020.

Estas parcerias revelam-se, de facto, extremamente relevantes para o reforço do ecossistema nacional de inovação em Portugal, na medida em que permitirão estimular e alavancar as capacidades de I&D do tecido económico nacional e fortalecer a capacidade de I&I nas instituições politécnicas nacionais.

Nota: A autora, por opção, escreve ao abrigo do anterior acordo ortográfico.

  • Céu Carvalho
  • Partner da KPMG

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Dinamizar projectos entre empresas e as instituições politécnicas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião