Uma quebra de 25% no valor bolsista do Facebook é assinalável, mas não é certamente o fim da rede social - até porque os lucros continuam a chegar.
O anúncio da morte do Facebook é manifestamente exagerado. Mas talvez este início de ano seja visto no futuro como o princípio do lento declínio do maior monstro criado pelo capitalismo monopolista no século XXI. Há três grandes razões genéricas para o movimento que eliminou um quarto do valor bolsista do Facebook: os utilizadores, a perda de receitas publicitárias e a aposta no metaverso. Vamos a elas. Mais do que a perda simbólica de utilizadores, interessa perceber a sua geografia: a queda ocorreu simultaneamente na América do Norte, na América do Sul e em África, afetando igualmente mercados saturados e mercados com enorme potencial de crescimento. Pior, significa que os concorrentes TikTok e Snap estão a crescer rapidamente também nestes mercados, onde o Facebook tem reinado sem
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