Tempestades e inundações deviam estar a encher hotéis!
O especialista em seguros José Miguel Costa recomenda um novo olhar para a apólice multiriscos para quem a tem. É normal estar previsto o pagamento de alternativas a quem ficou com a casa inabitável.
O “comboio de tempestades” que começou com a Kristin, Leonardo e Marta e que desde o dia 28 de janeiro assolaram o território português causou nos distritos de Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Santarém a maior destruição que há memória.
Após a entrada da tempestade Kristin pelo centro do País, as seguradoras já registaram mais de 115.000 participações de riscos patrimoniais e para dar resposta foram criadas equipas especializadas e reforçadas as áreas de sinistros. Foram aligeirados procedimentos de peritagem com pagamentos feitos após evidências fotográficas e envio de orçamentos. Há já milhares de participações pagas pelas reclamações feitas relativas à cobertura de tempestades existentes nas apólices.
Acontece que uma apólice de Multirriscos Habitação (MRH) não é um conjunto de coberturas principais onde se encontram os Incêndios, as Tempestades, as Inundações e os Furtos e Roubos. Com o passar dos anos as seguradoras foram incorporando todo um conjunto de outras coberturas e serviços que tornaram muito mais robustas na ótica do cliente este tipo de apólices.
Uma apólice MRH tem em média entre 20 a 30 coberturas que em função de cada seguradora tornam a sua oferta mais ou menos abrangente.
É exemplo do que refiro a cobertura de PRIVAÇÃO TEMPORÁRIA DE USO DA RESIDÊNCIA PERMANENTE que em caso de sinistro, abrangido por outras coberturas contratadas, tempestades ou inundações no caso atual e que torne inabitável a residência permanente do Segurado, permitem o reembolso das despesas comprovadamente efetuadas com o alojamento das pessoas seguras em qualquer outro local, sendo o exemplo mais habitual um hotel! Esta cobertura tem habitualmente um capital próprio e não tem franquias.
As apólices de Multirriscos Habitação incluem também um conjunto de serviços de assistência que em função das necessidades podem ser acionados. Exemplo disso são o envio de medicamentos, despesas de alimentação, transporte e guarda de mobiliário, entre outros.
O conselho a dar a todos os que nestas regiões estão a sofrer os efeitos das várias tempestades é solicitarem o apoio de quem lhes fez o seguro, o banco, o corretor ou o agente e analisar o âmbito da apólice que possuí. É natural que a mesma possa dar respostas a muito mais que os danos de reconstrução da habitação ou danos no conteúdo das habitações.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Tempestades e inundações deviam estar a encher hotéis!
{{ noCommentsLabel }}