Há que começar pelas crianças, pela literacia financeira, ensinando-lhes que as contas (e as dívidas) são para se pagar. Talvez então alguma coisa mude.
Nas minhas aulas de finanças empresariais, uma das primeiras advertências que costumo fazer aos alunos é sobre a necessidade de distinguir entre o momento em que se procede à venda de um determinado bem ou serviço e aquele em que se recebe o proveito da venda. Muitos alunos, na ingenuidade da sua juventude, pensam que basta vender para receber o dinheiro na conta. Mas não é assim que as coisas funcionam na prática. Há “vendas” que são autênticos presentes envenenados pelas dificuldades que encerram ao nível da cobrança. E, portanto, o risco de crédito comercial deveria estar no topo da agenda de todos os agentes económicos, desde o empresário individual à grande empresa. Todavia, trata-se de uma função que continua a ser negligenciada em Portugal, o que é um paradoxo como veremos de
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