Tempestades, cheias e depressões, como Cascais resiste às calamidades

Com infraestruturas e rede de telecomunicações próprias para responder a fenómenos extremos, Cascais quis tirar ensinamentos do apagão e da Kristin. Fomos conhecer, no terreno, a estratégia.

A 27 de janeiro, quando a Depressão Kristin se aproximou do país, e ainda sem certezas sobre o ponto por onde iria irromper, a Proteção Civil alertava para rajadas até 150 km/h e colocava no nível máximo de alerta a orla costeira entre Setúbal e Viana do Castelo. Hoje sabemos que a velocidade do vento superou 200 km/h e que a porta para o continente estava na zona de Vieira de Leiria.

Agir “em contexto de invisibilidade” e realizar “uma aprendizagem coletiva” ficam como mote para a queda de uma ministra, mas, num dos concelhos costeiros que esteve em alerta vermelho, Cascais, aplica-se à resposta preparada para a depressão Kristin, com ensinamentos retirados do histórico de cheias e também da quebra de energia que deixou o país às escuras em abril do ano passado.

“Aprendemos muito com o apagão”, assegura o presidente da Câmara. “As bombas de gasolina deixaram todas de funcionar”, incluindo as da rede nacional de emergência, onde deveria estar precavido o abastecimento para ambulâncias e forças de segurança. “Falharam todas”, reforça Nuno Piteira Lopes ao ECO/Local Online.

Estamos no Centro de Operações de Cascais chamado, de forma abreviada, C2. A partir daqui vemos, para lá do mapa eletrónico do concelho, imagens aéreas similares às do Google Maps, mas feitas com equipamento da autarquia, e com maior resolução.

O C2 está aberto aos munícipes através da linha de contacto, e ali tanto se pode trabalhar na prevenção dos efeitos de uma tempestade, como identificar a piscina construída numa casa sem prévia informação aos serviços – a autarquia tem, inclusive, um funcionário junto da Autoridade Tributária, para acionar o aumento de IMI quando, na sobreposição de imagens aéreas de diferentes anos, se descobre uma piscina ou uma casa com área aumentada.

No centro C2 trabalham 32 pessoas, com horário de trabalho entre as 9 e as 18 horas. Em circunstâncias especiais, como a depressão Kristin a 28 de janeiro, o serviço é colocado em alerta máximo e as equipas são alinhadas para, no local ou em teletrabalho, assegurarem o atendimento à população e coordenação com forças de segurança durante as 24 horas do diaHugo Amaral/ECO

Aquando do apagão, a falta de energia para abastecer combustível nas estações de serviço foi resolvida pela Câmara com recurso a uma empresa transportadora.

“Fomos a um parceiro nosso, a AutoTranscais, que tem um grande depósito de gasolina e gasóleo, e nos permitiu ligar um gerador para atestar os carros dos bombeiros e da PSP”, conta o autarca, deixando nota da evolução a partir dessa contingência: “O que é que nós aprendemos? Os postos de emergência do concelho de Cascais já têm gerador. Pelo menos gasolina já conseguimos garantir”.

Fomos a um parceiro nosso, a AutoTranscais, que tem um grande depósito de gasolina e gasóleo, e nos permitiu ligar um gerador para atestar os carros dos bombeiros e da PSP. O que é que nós aprendemos? Os postos de emergência do concelho de Cascais já têm gerador

Nuno Piteira Lopes

Presidente da Câmara de Cascais

Outro ensinamento do apagão adveio dos centros de saúde, onde a falta de energia comprometia a durabilidade das vacinas. “O centro de saúde, uma infraestrutura do Estado, onde estavam as vacinas do concelho de Cascais, em Alcabideche, não tinha gerador. O único centro de saúde que tinha gerador é o de São João do Estoril, construído pelo município de Cascais, e funcionou. Por isso, tivemos de montar uma operação logística para transferir todos os medicamentos e vacinas”, aponta o autarca, que, antes da eleição a 12 de outubro, fez parte dos executivos António Capucho e Carlos Carreiras.

O Estado local é que deu resposta ao Estado central”, salienta o autarca.

Município costeiro, Cascais está particularmente sujeito a fenómenos vindos do Atlântico. Na passagem da tempestade Martinho, em 20 de Março de 2025, foi necessário acudir a vários pontos do concelho. Através do C2 coordena-se o envio de meios para responder às necessidades. RODRIGO ANTUNES/LUSARODRIGO ANTUNES/LUSA

Preparar a entrada das tempestades numa rua sem saída

A partir de uma rua sem saída junto ao Casino do Estoril e, a Norte, de uma grande quinta vedada no Parque Natural de Sintra-Cascais, trabalha-se, longe dos olhares, para prevenir impactos da instabilidade climática e responder a catástrofes.

No primeiro caso, no Centro de Operações de Cascais, o C2; no segundo, na Quinta do Pisão, entalada entre a serra e a zona urbana, e onde, mesmo com as tempestades já longe, ainda vemos correr as ribeiras com caudal alto e veloz. A agricultura praticada há muitas décadas nesta quinta e, a jusante, o urbanismo dos últimos 50 anos, emparedaram as ribeiras que, em invernos chuvosos, geram cheias da baixa de Cascais.

Também vedado, mas em zona urbana, o C2 não é um ser estranho em Cascais. Aquando do apagão, acorreram ali responsáveis de instituições de apoio a idosos a alertar para a necessidade de energia para ventilação de utentes e para a hemodiálise. “Nas [instituições] que tinham gerador, garantimos o reabastecimento. Nos que não tinham, e era absolutamente necessário, fomos desencantar geradores para que tivessem eletricidade. Aprendemos. Se hoje voltar a acontecer a mesma coisa, já estão capacitadas para uma resposta diferente”, assegura o edil.

Henrique Pires, chefe do centro de operações (à direita) está a desenvolver a conciliação do C2 com Inteligência Artificial. No atual período de chegada ao país de poeiras provenientes de África, o gestor da operação está a “ensinar” a IA a distinguir entre poluição do trânsito e as poeirasHugo Amaral/ECO

Em defesa da sua dama, Piteira Lopes assegura que na autarquia há práticas em contramão com a inação do Estado central, no qual “é frequente as falhas serem sempre as mesmas”.

Assim, a 27 de janeiro, o C2 alargou o horário, habitualmente operacional das 9 às 18 horas, e centralizou a operação de call center na resposta às emergências. Habitualmente, chegam ali chamadas dos munícipes em assuntos tão mundanos quanto um buraco na estrada, uma árvore caída ou um semáforo avariado. Para responder, há técnicos especializados em ambiente, urbanismo, e engenharia, entre outras áreas.

Contudo, nos dias em que a normalidade é varrida por fenómenos como o apagão ou a Depressão Kristin, o C2 assume-se como posto avançado onde podem tomar assento os comandantes da polícia e dos bombeiros, o diretor da Proteção Civil, os responsáveis da capitania do porto e do hospital, e o presidente da Câmara.

A mise en scène do C2 está preparada para que não restem dúvidas de onde se deve sentar o presidente da Câmara, que tem uma cadeira própria devidamente identificada com o seu cargo. Um elemento pitoresco que salta à vista.

Quando foi do apagão, o município de Cascais é que forneceu rádios para a PSP, a GNR e os bombeiros poderem funcionar, falar para o centro de comando e controlo, e entre eles. Não deixa de ser curioso que, quando tudo falha, inclusive o Siresp, seja o município a fornecer rádios às forças de segurança

Nuno Piteira Lopes

Presidente da Câmara de Cascais

A sala onde nos encontramos com Nuno Piteira Lopes é parte de um investimento municipal que, considerando equipamentos, infraestrutura e meios, já supera os cinco milhões de euros. Ao todo, trabalham aqui, entre centro de operações e call center, 32 pessoas.

Além da rede telefónica convencional, por onde chegam estas chamadas, os agentes municipais de proteção civil, incluindo autarca, têm acesso ao Siresp e, através do mesmo rádio, à rede própria de telecomunicações de Cascais, com antenas exclusivas do município.

“Quando foi do apagão, o município de Cascais é que forneceu rádios para a PSP, a GNR e os bombeiros poderem funcionar, falar para o centro de comando e controlo, e entre eles. Não deixa de ser curioso que, quando tudo falha, inclusive o Siresp, seja o município a fornecer rádios às forças de segurança”, ironiza Piteira Lopes.

Com telemóveis, rede Siresp – “que à partida é infalível… até falhar”, ironiza o autarca –, e uma rede própria de rádio, somam-se redundâncias.

Novidade do final de fevereiro é a colocação de um banco de baterias de lítio numa das torres de telecomunicações, as quais asseguram cinco dias de funcionamento, ao contrário do que aconteceu durante o apagão ou teria sucedido se Kristin por aqui tivesse deixado o seu rasto de destruição.

Se uma árvore cai na estrada ou um lençol de água inunda uma rua, os cidadãos ligam para a linha, a nota fixa-se no ecrã sobre o mapa do concelho e as forças de segurança e socorro têm acesso imediato à informação.

Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de CascaisHugo Amaral/ECO

Na eventualidade de uma calamidade, a sala de operações do C2 congrega PSP, Polícia Municipal, GNR, hospital, centros de saúde, a autoridade de saúde municipal, a Proteção Civil, os comandantes de bombeiros e o presidente da Câmara. É daqui “que são definidas as prioridades e acionados e indicados os meios a alocar a cada um dos tipos de resposta”, explica Piteira Lopes.

A 28 de janeiro, a linha telefónica de emergência esteve operacional de dia e noite. Em breve, esta receberá um novo número: 800 911 112.

Informação partilhada em tempo real com as autoridades

A este centro chegam dados provenientes de sensores eletrónicos espalhados pelo concelho, designadamente os de caudal localizados ao longo das ribeiras e os de maré. Ao C2 chegam também dados da estação do IPMA, nos quais se encontram a duração, altura e comprimento das ondas, essencial para se prever o impacto no território em eventos extremos como o “comboio de tempestades”.

Com recurso à inteligência artificial, uma novidade em implementação no C2, sob comando do chefe do centro de operações, Henrique Pires, estas informações das estações meteorológicas e dos sensores das ribeiras estão a servir também para prever quando e em que zonas as cheias chegarão a Cascais.

A linha municipal de apoio está em processo de alteração para 800 911 112. Em Cascais, todos sabem da existência deste serviço, assegura o presidente da autarquiaHugo Amaral/ECO

Tudo isto é parte de um suporte tecnológico que também comporta sensores de enchimento de caixotes do lixo, de ruído e das poeiras em viagem desde o deserto africano. Para estas, Henrique Pires está a ensinar a IA a fazer distinção de um fluxo de poluição automóvel, aproveitando a “chuva de poeiras” que está a invadir o continente esta semana.

Também por via da IA, a equipa do C2 calcula as probabilidades de, com determinada concentração de chuva e vento, haver queda de árvores. Um trabalho que teria sido proveitoso na zona centro antes da passagem da depressão.

Conforme o ECO/Local Online verificou na circulação pelas estradas do concelho, quando se dirigia às instalações da Cascais Ambiente no Parque Natural de Sintra-Cascais, a autarquia tem via aberta nas plataformas Google Maps e Waze para, tal como faz na Geocascais, assinalar uma estrada cortada ou condicionada.

O autarca exemplifica com o sucedido a 28 de janeiro, quando “uma árvore que caiu às 2h30 obrigou ao corte da marginal. Automaticamente, colocámos esse corte de trânsito [nos mapas online]. É escusado deixar os carros irem para a marginal, quando nós sabemos que está cortada. Temos é deixar a marginal livre” para quem vai desimpedir a estrada, diz Piteira Lopes.

Não ficamos à espera de acordar no dia a seguir e ver que está tudo cheio de água. A partir do momento em que os sensores dão os avisos, podemos pôr meios de prevenção nas localizações onde sabemos, pelo histórico, que é normal haver inundações

Nuno Piteira Lopes

Presidente da Câmara de Cascais

Outro exemplo tirado do comboio de tempestades: no momento da intensificação da chuva, os sensores na Ribeira das Vinhas assinalaram a subida do caudal e permitiram ativar, de antemão, os bombeiros.

“Não ficamos à espera de acordar no dia a seguir e ver que está tudo cheio de água. A partir do momento em que os sensores dão os avisos, podemos pôr meios de prevenção nas localizações onde sabemos, pelo histórico, que é normal haver inundações, para, quando a água começar a ter as primeiras acumulações, poderem imediatamente começar a retirar” bens e pessoas. “Todos os comerciantes do centro de Cascais que foram sinalizados recebem um alerta no seu telemóvel com o aumento do caudal na Ribeira das Vinhas”, assegura o autarca.

“Tenho pena que o Parque Natural de Sintra-Cascais seja hoje gerido por um diretor que está algures em Alpiarça. Vê o Parque Natural pelo Google Maps e, porventura, não conhece a realidade daquilo que é o Parque Natural de Sintra-Cascais”, critica Nuno Piteira LopesHugo Amaral/ECO

Tentar segurar água em Sintra para evitar cheias em Cascais

Entre os problemas transportados pelo “comboio de tempestades” encontram-se as graves cheias do Sado em Alcácer do Sal, e do Mondego, concentradas em Montemor-o-Velho, ameaçando também a baixa de Coimbra, tema que repartiu atenções com a destruição no distrito de Leiria.

No início desta década, os técnicos da empresa municipal Cascais Ambiente iniciaram o desenvolvimento de bacias de retenção, com um primeiro teste piloto para sensibilizar os governantes da autarquia, e depois partiram, com o aval destes, para um trabalho mais extenso, já assente em financiamento europeu.

Pela Quinta do Pisão, propriedade estatal gerida pela Câmara de Cascais, passam vários dos cursos de água que levam as inundações ao centro de Cascais. Com uma intervenção tão simples como o rasgar do terreno para a dispersão de água pelos campos contíguos, o caudal e velocidade reduzem-se de forma relevante

Nos próximos dias, responsáveis da autarquia vão reunir-se com os de Sintra, revela João Cardoso Melo, diretor de gestão da estrutura ecológica da empresa municipal Cascais Ambiente, para desenvolverem uma solução conjunta que permita reter parte do caudal logo no lado sintrense da serra. Adicionalmente, vai ser tentado um acordo com privados para que também nos seus terrenos, junto ao Autódromo do Estoril, se criem bacias de retenção.

Nesta questão de olhar para a ribeira e para o problema das cheias, por vezes olha-se para o caudal da ribeira e não para toda a bacia hidrográfica e o sistema hidrológico. Foi isso que começámos a fazer.

João Cardoso Melo

Diretor de gestão da estrutura ecológica da Cascais Ambiente.

Mesmo entre a comunidade de técnicos, a solução não colhe adeptos de imediato. “Não é fácil, na cabeça de alguns engenheiros civis, ou de hidráulica, perceberem que as nature base solutions [soluções inspiradas na natureza] podem ajudar a resolver alguns dos problemas. Nesta questão de olhar para a ribeira e para o problema das cheias, por vezes olha-se para o caudal da ribeira e não para toda a bacia hidrográfica e o sistema hidrológico. Foi isso que começámos a fazer”, explica ao ECO/Local Online o gestor da Cascais Ambiente

João Cardoso Melo aponta para montante da Ribeira das Vinhas, nascida no Parque Natural de Sintra-Cascais e canalizada ao longo de quilómetros de urbe até à baía. Na história, já acumula anos de graves cheias no centro da vila.

Nascida como Ribeira da Mula (troço que inclui a barragem homónima), esta importante linha de água do concelho irrompe pela Quinta do Pisão. Ali, por onde viajamos dentro de uma pick-up que nos leva a várias das bacias, os técnicos da Cascais Ambiente começaram a desfazer partes dos muros edificados por agricultores há largas décadas, e a permitir que a água espraie por campos outrora dedicados à lavoura

Esta grande linha de água, que, para lá de Ribeira da Mula (onde inclui a barragem homónima), assume, a jusante, as designações de Ribeira dos Marmeleiros e Ribeira das Vinhas, encontra-se com afluentes, como a Ribeira da Penha Longa, engrossando o caudal em tempos de elevada pluviosidade.

O atual conjunto de bacias já contém 11 mil metros cúbicos, o equivalente a quatro piscinas olímpicas. “No período de pico de cheia, podem fazer a diferença a reter ao máximo a água na parte superior da bacia hidrográfica, e retardar que estes fluxos cheguem lá abaixo a Cascais, uma zona muito mais confinada e por isso com maior risco de cheia”, explica o arquiteto paisagista.

No período de pico de cheia, podem fazer a diferença a reter ao máximo a água na parte superior da bacia hidrográfica, e retardar que estes fluxos cheguem lá abaixo a Cascais, uma zona muito mais confinada e por isso com maior risco de cheia.

João Cardoso Melo

Diretor de gestão da estrutura ecológica da Cascais Ambiente.

No conjunto de bacias hidrográficas, os investimentos já aprovados rondam o milhão de euros. As primeiras, pagas a 100% pela autarquia, custaram menos de 100 mil euros. Na segunda leva, já com uma comparticipação europeia a 60%, gastaram-se 150 mil euros para permitir alagar terrenos e transformá-los em bacias de retenção com capacidade de infiltração no solo calcário da Quinta do Pisão. As próximas bacias já obrigarão a despender 800 mil euros, dos quais 40% vindos de Bruxelas.

Esta estrutura será construída no Verão, igualmente em território da Quinta do Pisão, e, para jusante das ribeiras da Mula e da Penha Longa, noutros afluentes que levam à chegada de um caudal intenso a Cascais, explica João Cardoso Melo.

O sistema de bacias de retenção está em vários pontos do concelho também nas zonas urbanas, como são os casos da Ribeira de Sassoeiros (na foto) e em Trajouce

O próximo desafio, acelerado pelo material combustível caído no solo ao longo do concelho, é o dos incêndios. O presidente da Câmara de Cascais não poupa críticas à gestão estatal do parque natural: “Basta andar no Parque Natural no lado de Cascais e no lado de Sintra para ver o trabalho que nós fazemos, versus o que deveria ser feito. Temos um investimento muito grande no território que diz respeito a Cascais. Tenho pena que o Parque Natural de Sintra-Cascais seja hoje gerido por um diretor que está algures em Alpiarça. Vê o Parque Natural pelo Google Maps e, porventura, não conhece a realidade daquilo que é o Parque Natural de Sintra-Cascais”.

Entidades como a ICNF, APA, CCDR, REN e RAN “muitas vezes estão mais preocupados em criar dificuldades às autarquias e aos privados que querem investir, do que propriamente em fazer uma gestão eficaz e eficiente nas áreas que são da sua competência”.

Entre as dificuldades para o Verão, o autarca deixa um exemplo: “Não faz ideia do trabalho que dá conseguir um licenciamento para tirar invasoras na Crismina ou no Guincho. Porquê um procedimento tão complexo para se conseguir fazer uma ação de voluntariado e retirar acácias?”

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