Avaliação de candidaturas a agendas mobilizadoras divulgada nos próximos dias

  • Lusa
  • 24 Novembro 2021

Siza Vieira anunciou que o programa das Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que recebeu 140 candidaturas de consórcios, será divulgada "nos próximos dias".

A avaliação das manifestações de interesse para o programa das Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que recebeu 140 candidaturas de consórcios, será divulgada “nos próximos dias”, anunciou esta quarta-feira o ministro da Economia, Siza Vieira.

Na abertura da conferência anual da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), hoje em Lisboa, subordinada ao tema “Smart Living – Tecnologia e Inovação no quotidiano do futuro”, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, disse estar “muito entusiasmado” pela circunstância de, no programa das Agendas Mobilizadoras, haver uma “enorme mobilização” do tecido empresarial e científico para a incorporação de tecnologias digitais.

A adesão às Agendas Mobilizadoras traduziu-se na apresentação de 140 candidaturas, de consórcios que envolvem empresas, universidades e instituições científicas e tecnológicas, num investimento global de 14 mil milhões de euros.

As Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial pretendem consolidar e expandir sinergias entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico em Portugal, contribuindo para aumentar a competitividade e resiliência da economia portuguesa, com base em I&D, na inovação e na diversificação e especialização da estrutura produtiva.

Na sua intervenção, Siza Vieira destacou os pressupostos da vida coletiva nacional que vão permitir a Portugal “conseguir beneficiar das oportunidades” geradas pelas tecnologias digitais, e respetiva transmissão de dados, entre os quais a capacidade de as pessoas e empresas lidarem com as tecnologias digitais, o grau de preparação das empresas ou a administração pública tornar-se “mais eficaz, eficiente e transparente”.

A estes elementos, o governante juntou um conjunto de pressupostos que chamou de básicos, desde ter infraestruturas de telecomunicações e de armazenamento de dados “até à capacidade de autonomamente [Portugal] ser capaz de desenvolver tecnologias disruptivas” e não se limitar a adquirir esse conhecimento produzido por terceiros.

“Nesta matéria estamos a fazer progressos significativos numa componente essencial que tem a ver com as competências da população. Temos um conjunto de investimentos coletivos que fizemos, na educação da população, que nos está a permitir, mais rapidamente do que outros países europeus, evoluir e cobrir o diferencial, que ainda é grande, ao nível das capacidades digitais dos cidadãos portugueses”, destacou, citando alguns dos programas em curso em Portugal.

Siza Vieira defendeu ainda, na sua intervenção no encontro, que Portugal não vai conseguir lidar com as alterações climáticas “se não abraçar decisivamente” a transição digital.

Por seu turno, o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), José Galamba de Oliveira, precisou que o objetivo da conferência desta quarta-feira da APS, que conta com a participação do ministro das Finanças no encerramento, é o de debater os desafios do futuro, para que o setor segurador possa antecipar esse futuro, que está em mudança acelerada, e as necessidades de proteção futura dos seus clientes.

“Muitos dos novos riscos e desafios que as pessoas e as empresas vão enfrentar no futuro carecem necessariamente de uma rede de proteção de seguro“, lembrou José Galamba de Oliveira.

O representante das seguradoras destacou, por último, que o envelhecimento das populações, as alterações climáticas, as novas formas de mobilidade, o teletrabalho, a dependência, a necessidade de cuidados de saúde, a digitalização, os ciber-riscos “continuarão a impactar, de forma decisiva, a vida dos cidadãos e das organizações”, salientando o “papel central” do setor segurador.

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