Alqueva vai ter painéis solares a cobrir quatro hectares de água. Projeto da EDP arranca no verão

Com um investimento de quatro milhões de euros, o projeto acaba de receber o licenciamento final para iniciar a sua instalação. São 12 mil painéis, com uma potência instalada de 4MW.

Quase cinco anos depois do projeto-piloto no Alto Rabagão, com 840 painéis, a EDP vai dar início este verão às obras de construção de um parque solar flutuante com mais de 12 mil painéis fotovoltaicos na albufeira da barragem do Alqueva. Com um investimento total na ordem dos quatro milhões de euros, o projeto acaba de receber o licenciamento final para iniciar a sua instalação.

A previsão da empresa é que os trabalhos no terreno arranquem nos meses de verão e que, no final deste ano, esta central solar já possa estar a produzir energia. Com uma potência instalada de 4MW e uma capacidade de produção anual de 7GWh, e um sistema de armazenamento com baterias, a expectativa é que o parque flutuante venha a abastecer o equivalente a 25% dos consumidores da região (Portel e Moura).

Milhares de painéis solares vão assim estender-se por quatro hectares da barragem (o equivalente a quatro campos de futebol) “numa área do espelho de água que não tem utilização e que não sofre alterações com a instalação dos painéis flutuantes”, garante a EDP.

Este futuro parque solar será integrado na central hídrica do Alqueva — onde a EDP tem vindo a realizar investimentos recentemente –, uma central com sistema de bombagem e um dos maiores sistemas de armazenamento de energia do país.

“Este projeto está a ser desenhado num modelo de funcionamento híbrido, já que o sistema de bombagem permite utilizar a energia eólica e solar, em períodos de menor consumo, para bombear a água da albufeira e, dessa forma, reutilizá-la para produzir nova energia hidroelétrica“, explicou a EDP em comunicado, sublinhando: “O Alqueva irá assim tornar-se numa espécie de laboratório vivo, ao permitir que se teste a complementaridade entre tecnologias de produção de energia renovável despachável (hidroelétrica) e não despachável (fotovoltaica)”.

Em teste estarão também as tecnologias de armazenamento de energia de longa duração (bombagem) e de curta duração (bateria). Com uma potência de 1MW e capacidade de armazenamento de cerca de 2MWh, a bateria irá recorrer à tecnologia de iões de lítio, já amplamente utilizada no setor elétrico a nível global.

Com este projeto, a EDP reforça a sua capacidade instalada de energia renovável, que é atualmente de 19GW – ou seja, perto de 80% do total e a caminho dos 100% ambicionados até 2030. A empresa tem previsto um investimento global de 19 mil milhões de euros nos próximos cinco anos para 20GW de capacidade adicional.

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