Municípios de Leiria investem mais de meio milhão para otimizar reciclagem e recolha seletiva de resíduos

Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria investe mais de meio milhão de euros em projetos para otimizar reciclagem e recolha seletiva de resíduos. E minimizar a deposição de resíduos em aterro.

Com o propósito de reduzir a deposição de resíduos em aterro e implementar redes de recolha seletiva de biorresíduos, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) vai investir mais de meio milhão de euros. Este envelope financeiro, apoiado pelo Fundo Ambiental, vai ser utilizado num pacote de projetos inovadores para contribuir para “o aumento da quantidade e qualidade da reciclagem dos resíduos recolhidos seletivamente”, divulga a CIMRL em comunicado.

Investir na prevenção e na recolha seletiva contribui para vários objetivos, desde logo assegurar um futuro mais sustentável, e não só no que diz respeito ao cumprimento de metas de reciclagem.

Gonçalo Lopes

Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria

Entre os projetos a desenvolver estão a melhoria dos sistemas municipais de recolha de embalagens e de resíduos de embalagens, “com vista à sua valorização, incluindo a reciclagem e o desenvolvimento do Sistema de Depósito com Retorno (SDR), através da atribuição de prémios aos utilizadores aderentes“, informa a CIMRL.

Estão ainda previstas ações de sensibilização e o envolvimento das comunidades escolares para ajudar a cumprir a meta da separação e reciclagem de biorresíduos que são aqueles biodegradáveis de jardins e parques, alimentares, entre outros. “Os biorresíduos estão presentes sempre que preparamos alimentos para fazer uma refeição e quando deitamos fora os restos de comida, representando, em média, quase 37% do nosso caixote do lixo comum“, explica a entidade que reúne vários municípios de Leiria. O objetivo é, por isso, implementar redes de recolha seletiva de biorresíduos.

Investir na prevenção e na recolha seletiva contribui para vários objetivos, desde logo assegurar um futuro mais sustentável, e não só no que diz respeito ao cumprimento de metas de reciclagem”, afirma o presidente da CIMRL, Gonçalo Lopes. Trata-se, assim, acrescenta, “da transição para uma economia circular e no âmbito do programa do Fundo Ambiental, RecolhaBio – Apoio à implementação de projetos de recolha seletiva”.

A aplicação destes novos projetos vem dar resposta ao cumprimento de metas ambientais no âmbito da reciclagem. Gonçalo Lopes justifica a medida com o facto de “o novo Pacote Europeu dos Resíduos exigir a todos agentes um melhor desempenho em matéria de recuperação dos materiais“. A CIMRL dá como exemplo “a necessidade de utilização de embalagens recicláveis e reutilizáveis que contribui para a prevenção de resíduos e uma melhor gestão dos materiais”.

“Os Estados-membros devem procurar garantir que, a partir de 2030, os aterros não possam aceitar quaisquer resíduos apropriados para reciclagem ou outro tipo de valorização, nomeadamente resíduos urbanos”, conclui o responsável.

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