Arte do barro negro de Molelos reconhecida como património cultural imaterial
Na freguesia de Molelos, em Tondela, operam sete oleiras e oleiros que mantêm uma tradição de fabrico cuja origem remonta ao início do século XVI.
A produção do barro negro de Molelos, em Tondela, tornou-se património cultural imaterial em Portugal, com a publicação em Diário da República esta quarta-feira.
O grupo de sete oleiras e oleiros da freguesia de Molelos, no município de Tondela seguem uma tradição de fabrico cuja origem remonta ao início do século XVI, segundo dados recolhidos pelo historiador Helder Abraços e salientados em comunicado da Património Cultural, Instituto Público (PCIP).
A aprovação da inscrição foi feita pela PCIP, no dia passado dia 20, que assim reconhece o “esforço na sua salvaguarda e a relevância da manifestação para o desenvolvimento nos territórios onde se pratica”, indica o comunicado.
“A roda, a preparação do barro, a enforma e a desenforma, o brunir, a apanha de caruma, da lenha e os torrões para a soenga sempre fizeram parte da vida destes oleiros, ou através dos avós, dos tios, dos vizinhos, ou porque cresceram em Molelos e estas práticas eram quotidianas”, refere Helder Abraços.
A soenga, descreve o comunicado, é um processo tradicional de cozedura do barro ao ar livre, depositado numa cova feita na terra, em que é criada uma atmosfera sem oxigénio, com a colocação do torrão e madeira que as matas fornecem e que torna as peças negras depois da cozedura.
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