Reino Unido retoma conversações com UE para se juntar a fundo de defesa

Os países da UE podem investir até 35% do SAFE em empresas de defesa do Reino Unido graças a acordo fechado em maio. Valor que poderia subir para 50% caso o Reino Unido se junte ao programa.

O Reino Unido vai retomar conversações com a União Europeia para participar no fundo de defesa europeu, num momento em que os dois blocos procuram aprofundar a sua relação económica e de defesa face ao aumento das tensões com os EUA, provocado pelo interesse norte-americano na Gronelândia.

Um possível acesso do Reino Unido ao SAFE não avançou em novembro, depois de o país se ter recusado a avançar com uma pesada comissão de entrada no programa de empréstimos europeu — a UE terá exigido cerca de dois mil milhões. Mas agora, face ao degradar da relação com o aliado norte-americano, as negociações deverão retomar. Ministros britânicos deverão reunir-se com os homólogos europeus em Londres a 2 de fevereiro, para avançar com vários temas, antes de uma cimeira bilateral apontada provisoriamente para maio.

“Estamos abertos a discussões sobre a participação numa possível segunda ronda de empréstimos”, disse fonte do Governo do Reino Unido. Outro funcionário afirmou: “Obviamente, isso exigiria que a UE mudasse sua posição. Estávamos a falar de uma taxa de centenas de milhões — eles queriam mil milhões”, referem, citados pelo Financial Times.

Mais de uma dezena de países — incluindo Portugal, com uma fatia de 5,8 mil milhões — recorreram ao programa de empréstimos europeu, oito já foram aprovadas pela Comissão Europeia, com as primeiras tranches a serem esperadas para março.

Ursula von der Leyen já tinha referido em dezembro que o número de pedidos dos Estados-membros se tinha situado nos 190 mil milhões de euros — acima dos 150 mil milhões previstos — e admitia haver procura por este mecanismo. Mas não há nada oficial sobre um novo SAFE II. “Nesta fase não iremos especular sobre um possível segundo SAFE”, disse porta-voz da Comissão Europeia, citado pelo FT.

Fontes em Bruxelas lembram que o programa de empréstimos de 90 mil milhões para a Ucrânia — dos quais 60 mil milhões — terá usado os recursos disponíveis para investir num SAFE II.

Os países da UE podem investir até 35% do fundo de rearmamento em empresas de defesa do Reino Unido graças a um acordo de segurança bilateral fechado em maio. Valor que poderia subir para 50% caso o Reino Unido tenha acesso ao programa.

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