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Governo apressa primeiros milhões para os grandes projetos do PRR

Logoplaste, Palbit, Polisport, Altri e Bosch entre líderes dos primeiros consórcios a contratualizarem apoios ao investimento nas Agendas Mobilizadoras, que preveem 3.000 milhões em ajudas públicas.

Os primeiros contratos relativos às chamadas Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vão ser assinados já este sábado de manhã com mais de uma dezena de consórcios empresariais, numa cerimónia agendada para o Museu da Eletricidade, em Lisboa, e que contará com a presença do primeiro-ministro.

Segundo a lista provisória enviada ao ECO pelo Ministério da Economia e do Mar, entre os primeiros projetos a assinarem com o IAPMEI e a verem as verbas desbloqueadas estão aqueles que são liderados pela Logoplaste (plásticos sustentáveis), Palbit (componentes automóveis), Polisport Plásticos (setor das duas rodas), Altri Florestal (transformação digital do setor florestal), Bosch Termotecnologia (neutralidade carbónica associada aos edifícios), EEA (cluster aeronáutico) ou MC Shared Services (ramo agroalimentar). Constituído por peritos nacionais e internacionais, o júri selecionou um total de 51 projetos.

“Logo a seguir, 13% daquilo que está estimado para cada projeto deve chegar às empresas. É um sinal fortíssimo. (…) Queremos ver se assinamos os restantes até ao final do mês de julho ou até início de agosto, em velocidade máxima”, sublinhou o ministro da Economia, António Costa Silva, em declarações ao Expresso (acesso pago), que tinha adiantado a notícia. O Executivo conta adiantar este ano mais de 300 milhões através deste instrumento do PRR.

O primeiro-ministro anunciou a 21 de junho que as Agendas Mobilizadoras, que têm subjacente uma proposta de investimento de 7,5 mil milhões de euros, vão receber três mil milhões em apoios públicos. António Costa garantiu que ao júri foi dada a indicação de escolher os projetos apenas com base no mérito, sem ter em conta limitações de recursos. Isto porque, apesar de as agendas mobilizadoras terem só 930 milhões de dotação inicial, o governante já tinha dito que a verba adicional do PRR de 1,6 mil milhões de euros seria alocada a este dossiê.

Pelo menos um dos 13 projetos que receberam uma classificação de “Não favorável” – e que, em conjunto, significavam 813 milhões de euros de investimento potencial – contestou os resultados do concurso. Como o ECO noticiou em primeira mão, a construtora Casais apresentou uma reclamação relativa à exclusão do seu investimento de 47 milhões na área da construção industrial sustentável, na qual denunciou ainda a concentração de apoios na concorrente DST.

O Governo já destacou que não há região do país que não tenha uma Agenda Mobilizadora, embora haja uma maior concentração no Norte e no Centro, resultando daqui o fortalecimento de três polos industriais no país: Matosinhos, Setúbal e Sines. Até 2026 vão ser criados 2.207 novos serviços, produtos ou patentes, 17 mil novos empregos (dos quais 11 mil altamente qualificados) e um volume de negócios adicional de 3,6 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 9:30 com mais informações)

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