“Prioridade absoluta na água é o consumo humano”, avisa secretário de Estado das Florestas

Secretário de Estado das Florestas alerta para a situação de "emergência" que o país vive devido à seca e avisa que a "prioridade" é o consumo humano, apelando à contenção.

“Percebemos obviamente esta urgência e o facto de, na componente agrícola, algumas das captações estarem a colapsar e as pessoas terem as suas culturas e não as quererem deixar morrer. Mas temos de ter consciência de que temos uma emergência e a prioridade absoluta é o consumo humano”. A advertência é do secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino.

À margem de uma reunião em Santa Marta de Penaguião com autarcas da região, o governante adiantou esta sexta-feira que o Executivo está a procurar soluções para a situação de “emergência” que assolou o país. “Precisamos de estar completamente alinhados e procurar soluções para garantir que a água não falte na torneira dos portugueses. E é essa garantia que temos de dar”, insistiu.

O Governo tem um conjunto de medidas de contingência que vão ser agora avaliadas e identificadas com os municípios e com a APA, que poderá ajudar financeiramente através do Fundo Ambiental.

João Paulo Catarino

Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas

João Paulo Catarino adiantou que o Governo está a avaliar com os municípios e com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) um conjunto de medidas de contingência, e que esta última entidade “poderá ajudar financeiramente através do Fundo Ambiental”. Advertiu ainda para a questão das perdas de água, frisando que os programas regionais do novo quadro comunitário têm mais de 500 milhões de euros, aos quais as autarquias e as entidades gestoras dos sistemas se poderão candidatar.

“Já alertámos as autarquias para começarem a preparar os projetos para rapidamente resolvermos este problema. Precisamos muito de melhorar a eficiência hídrica e temos de reduzir substancialmente a quantidade da água que as pessoas consomem nalguns destes municípios”, notou o secretário de Estado. Para atenuar os efeitos da seca “não se podem ter consumos de 600 litros de água por dia e por pessoa”.

Outra das grandes preocupações atuais são os incêndios que alastram no país, sendo o que lavra há sete dias na Serra da Estrela o mais alarmante, com meios aéreos a fazer descargas contínuas em várias frentes do fogo que ameaça casas e quintas.

“Estamos num Parque Natural a perder um conjunto de habitats naturais que temos de recuperar imediatamente e preservar”, disse o secretário de Estado. Assegurou, por isso, que “o Governo estará disponível para estabelecer um processo de recuperação a partir do Fundo Ambiental e com iniciativas que a lei permite para intervencionar nas áreas ardidas”.

Ainda esta quinta-feira, o Governo anunciou a aquisição de 81 veículos para reforçar combate a incêndios rurais “de forma a aumentar a capacidade operacional”, mas admitiu que ainda não há data para estarem operacionais no terreno.

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