Espanha abre exceção e permite à Airbus importar equipamento israelita
Airbus alertou para o impacto na manutenção dos programas militares em Espanha, com a proibição de importação de equipamentos israelitas.
Três meses depois de ter aprovado o embargo de armas a Israel, o Governo espanhol ativou uma cláusula para dar seguimento a uma petição da Airbus que alertava para o risco da continuidade de vários programas militares e a manutenção de mil postos de trabalho no país se não fosse permitida a importação de equipamentos militares a Israel, noticiou esta segunda-feira o El País (conteúdo em castelhano/acesso reservado).
A exceção ao embargo afeta quatro programas da companhia aeronáutica europeia: o avião de transporte A400M, o avião de reabastecimento em voo A330 MRTT, o avião de vigilância e patrulha marítima C295 e o drone tático SIRTAP. A maioria destas aeronaves é montada em fábricas da Airbus em San Pablo (Sevilha) e Getafe (Madrid), mas incorporaram igualmente componentes fabricados em outros centros europeus da companhia e integram sistemas de países terceiros, solicitados pelos clientes.
É o caso do sistema DIRCM, da empresa israelita Elbit Systems, que alerta e neutraliza mísseis antiaéreos guiados por laser, que a Airbus comprou por 260 milhões de dólares para equipar os A400M encomendados pela Força Aérea alemã.
Na justificação incluída no Conselho de Ministros, de 23 de dezembro, é referido que os quatro programas (A400M, A330 MRTT, C295 e SIRTAP), aos quais se aplica a exceção, têm “um grande potencial industrial e exportador” e que a impossibilidade de importar equipamentos militares israelitas, para os quais não há “alternativas imediatas com garantias”, punha em “alto risco a continuidade destes projetos em Espanha”.
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