Trump duvida que a NATO consiga apoiar os EUA “caso realmente precisem”
"A única nação que a China e a Rússia receiam e respeitam é a América reconstruída por DJT", disse ainda o presidente dos Estados Unidos numa publicação na rede social Truth.
Donald Trump tem dúvidas de que a NATO tenha capacidade de apoiar os Estados Unidos “caso realmente precisem” e que a “China e a Rússia têm zero medo da NATO não fossem os Estados Unidos”, numa publicação na rede social Truth.
“Estaremos sempre para a NATO, mesmo que a NATO não esteja para nós. A única nação que a China e a Rússia receiam e respeitam é a América reconstruída por DJT”, disse ainda o presidente dos Estados Unidos. “Sem o meu envolvimento a Rússia teria toda a Ucrânia neste momento”, afirmou ainda.

A publicação surge num momento de tensão nas relações entre os EUA e a Europa, depois do ataque militar à Venezuela e de Trump deixar claro que “a aquisição da Gronelândia é uma prioridade de segurança nacional para os Estados Unidos e é vital para manter sob controlo os nossos adversários na região do Ártico”, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
“O Presidente e a sua equipa estão a discutir múltiplas opções para cumprir este importante objetivo de política externa e, claro, utilizar as Forças Armadas dos Estados Unidos é sempre uma opção disponível para o comandante-chefe”, adiantou, citada pela AFP.
Situada no Ártico, a Gronelândia é um território autónomo do Reino da Dinamarca, país membro da NATO. Na segunda-feira, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque dos EUA à Gronelândia significaria o fim da aliança militar.
“Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da NATO, será o fim de tudo, incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial”, disse Mette Frederiksen à estação televisiva TV2 classificando a situação como grave e rejeitando as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico.
A Dinamarca, disse, alocou cerca de 90 mil milhões de coroas (1,2 mil milhões de euros) à segurança na região até 2025.
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