Colep vai crescer cerca de 30% na Polónia “em preparação da reconstrução da Ucrânia”

Presidente executivo da Colep Packaging revela que vai investir na Polónia, espera duplicar produção em Barcelona. Terceira linha de produção no México estará operacional na segunda metade deste ano.

A Colep Packaging está em rota de crescimento. O ano passado superou os 140 milhões de euros em vendas registado em 2024 e as perspetivas para este ano são também de crescimento, à boleia dos investimentos e aumento de capacidade das fábricas no México, Polónia e Barcelona. O CEO, Paulo Sousa, no ECO dos Fundos, revelou que “a estimativa é que a Polónia vai crescer cerca de 30% durante os próximos dois anos” e, em dois ou três anos, ter “o dobro” do que foi feito em 2025.

“Perspetivo, se não houver nenhuma crise nem nada do género, que o ano 2026 possa ser um ano positivo, mais uma vez, de crescimento para a Collep Packaging, quer seja nos mercados europeus, quer seja nas ventures que temos fora dos mercados europeus”, disse o gestor no ECO dos Fundos, o podcast quinzenal do ECO sobre fundos europeus.

“Neste momento, a fábrica da Polónia está em processo de expansão”, depois de, há cerca de ano e meio, ter sido introduzido um novo segmento de negócio. A fábrica só trabalhava com aerossóis, agora trabalha com embalagens de paints and coatings ou industriais. “Temos investimentos adicionais, uma vez que capturámos alguns negócios nessa área. Vamos investir na Polónia, mais uma vez, para aumentar a nossa capacidade e podermos fazer face às necessidades que existem no mercado”, revela Paulo Sousa explicando que a procura por neste segmento “não é por acaso”. “Há, de facto, uma transferência da indústria toda de paints and coatings para a Polónia, ou zonas circundantes, já em preparação da reconstrução da Ucrânia”, diz. “Mais cedo ou mais tarde, a Ucrânia terá de ser reconstruída e, portanto, já há clientes na área de vernizes e tintas que já se começam a preparar com essas unidades produtivas para estarem perto desse mercado”, acrescentou.

“A estimativa é que a Polónia vai crescer cerca de 30% durante os próximos dois anos”, precisou.

Já nos pode dar uma ideia dos resultados de 2025? Foi um bom ano?

Continua a ser um ano de crescimento a nível do nosso top-line, quer ao nível dos mercados em que já operávamos, quer ao nível dos novos mercados. Em 2024 iniciámos operações no México e continuamos com as operações em Barcelona. São operações que estão a desenvolver-se e a ter resultados positivos no nosso top-line. Há um crescimento e espera-se mais crescimento nos próximos anos.

Quando vai estar pronta a unidade de produção no México, que estão a desenvolver em conjunto com o grupo argentino Envases?

Está, neste momento, com a segunda linha em operação e a terceira linha está a ser montada. Durante a segunda metade do ano de 2026 já estará completamente operacional. Já desde setembro do ano passado, que fornecemos clientes nesses mercados.

É uma forma também de conseguirem contornar as tarifas, ou seja, em deslocalizar partes da produção?

Essa, particularmente, não. Há uma necessidade, de facto, do tipo de embalagens que produzimos no mercado de Centro-América, desde México, Colômbia, agora Venezuela com possibilidades, e outros países no Centro-América. Essencialmente, 90% da produção dessa fábrica vai para o Centro-América. Haverá 10% que provavelmente irão para os Estados Unidos e que são pontuais. Acredito que haja mais probabilidades de, através do México, continuar a fornecer os Estados Unidos, até porque os governos acabam por se alinhar e entender. Mas sim, existem outras oportunidades que se calhar poderão fazer sentido, nomeadamente a nível europeu.

Essencialmente, 90% da produção dessa fábrica vai para o Centro-América. Haverá 10% que provavelmente irão para os EUA e que são pontuais. Acredito que haja mais probabilidades de, através do México, continuar a fornecer os EUA.

Como por exemplo?

A continuidade de tais tarifas e a continuidade da possibilidade de entrada de produtores externos no mercado europeu pode fazer com que algumas das empresas, quer seja de embalagens, quer seja de outro tipo, procurem outros mercados onde instalar as suas produções para poder tirar benefícios da matéria-prima mais barata e continuar a poder entrar no mercado europeu.

Tendo em conta este contexto todo que estamos a falar, disse-me que 2025 foi um bom ano. Superaram as vendas de 149 milhões que registaram em 2024?

Sim.

Consegue-me dizer quanto venderam o ano passado?

Ainda não. Ainda não tenho os números fechados, portanto ainda não consigo dizer.

Em 2026 vai continuar a ser possível ter novos aumentos?

Neste momento, aquilo que temos estado a trabalhar é continuarmos a ganhar espaço no mercado e continuarmos a ser um player relevante nos mercados em que nos inserimos. Desta forma, perspetivo, se não houver nenhuma crise nem nada do género, que o ano 2026 possa ser um ano positivo, mais uma vez, de crescimento para a Collep Packaging quer seja nos mercados europeus, quer seja nas ventures que temos fora dos mercados europeus. A consolidação da nossa operação no México vai-nos trazer mais resultados, porque basicamente no ano de 2025 estivemos apenas a vender uma parte da nossa produção, portanto vamos conseguir vender mais dessa produção.

Há perspetiva de aumentar a produção também na fábrica na Polónia ou investir mais para que a fábrica registe aumentos de produção?

Sim, neste momento a fábrica está em processo de expansão. Trouxemos para a fábrica, há cerca de ano e meio, um novo segmento de negócio. Era uma fábrica que só trabalhava com aerossóis, agora trabalha com as nossas embalagens de paints and coatings ou industriais. E temos investimentos adicionais, uma vez que capturámos alguns negócios nessa área. Vamos investir na Polónia, mais uma vez, para aumentar a nossa capacidade e podermos fazer face às necessidades que existem no mercado.

Quer avançar alguns números?

A estimativa é que a Polónia vai crescer cerca de 30% durante os próximos dois anos.

Perspetivo, se não houver nenhuma crise nem nada do género, que o ano 2026 possa ser um ano positivo, mais uma vez, de crescimento para a Collep Packaging quer seja nos mercados europeus, quer seja nas ventures que temos fora dos mercados europeus.

E para Barcelona, também há perspetivas de aumento de produção?

Adquirimos Barcelona na sua totalidade em 2024, instalámos mais uma linha de produção em 2025. A estimativa é que nos próximos dois, três anos possamos duplicar a produção que temos em Barcelona. As equipas estão a ser montadas. É um processo que demora algum tempo em formação de equipas, mais do que se calhar outros em que temos. A dimensão da organização não permite desmultiplicar equipas, portanto demora algum tempo. Mas sim, a ideia é que daqui por dois, três anos tenhamos com cerca do dobro daquilo que fizemos em 2025.

Os novos clientes que captaram na Polónia são conhecidos?

São. Alguns fazem parte da nossa carteira de clientes que temos em algumas regiões e devido ao bom serviço que fazemos nessas regiões, somos chamados a poder vender também noutras áreas, nomeadamente em áreas que estão a crescer. E a Polónia no paints and coatings não é por acaso. Há, de facto, uma transferência da indústria toda de paints and coatings para a Polónia, ou zonas circundantes, já em preparação da reconstrução da Ucrânia. Mais cedo ou mais tarde, a Ucrânia terá de ser reconstruída e, portanto, já há clientes na área de vernizes e tintas, que já se começam a preparar com essas unidades produtivas para estarem perto desse mercado.

Parte do crescimento vem por aí, outra parte vem de novos clientes. Clientes que estão ou na concorrência ou clientes que estão a entrar no mercado e que estão a fazer crescer as suas gamas, e que tendam a encontrar suporte de uma empresa profissional que os permita ter garantias que têm produto no mercado.

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