Autárquicas na Amadora: presidente novato contra forasteiro do Chega e terramoto laranja

Vítor Ferreira é presidente há um ano, mas só agora vai a votos. Chega recorre a um escalabitano. Suzana Garcia, que António Costa disse ser do Chega, volta pelo PSD. À esquerda, é cada um por si.

Se o maior concelho do país, Odemira, tivesse a mesma densidade populacional da Amadora, morariam lá 12 milhões de pessoas. A Amadora, onde em 1993 foram identificados pelo Plano Especial de Realojamento (PER) 35 bairros de barracas – albergando 21 mil habitantes, praticamente a população atual de Odemira – é um caso particular no país: por cada quilómetro quadrado há sete mil habitantes.

Em 46 anos como concelho, depois da separação de Oeiras, os munícipes só elegeram três pessoas para presidente, duas delas do PS. Nos primeiros 18 anos, até 1997, foi terra comunista. Acredita-se no Largo do Rato, aquele é um porto seguro para 12 de outubro.

Vítor Ferreira, anunciado no dia 7 como candidato socialista, assumiu a presidência em julho de 2024, aquando da saída da vencedora das autárquicas de 2021 para o Parlamento Europeu. O sucessor de Carla Tavares enfrenta o atual secretário-geral de André Ventura, acabado de chegar à Amadora, e Suzana Garcia, autora do melhor resultado autárquico para o PSD em 16 anos.

Garcia foi por diversas vezes associada ao Chega, acusação aprofundada na candidatura à Amadora em 2021, desde logo pelo então primeiro-ministro António Costa, e traz na sua candidatura um proscrito da AD e ex-parceiro de Ventura nas Europeias de 2021, Gonçalo da Câmara Pereira, líder do PPM.

Ao ECO/Local Online, um dirigente nacional do PSD assume que Suzana Garcia é uma personalidade controversa, mas destaca a sua capacidade de entrar no eleitorado deste feudo de esquerda, com uma acutilância que o partido não conseguira até aqui demonstrar na Amadora.

Cara conhecida no programa da manhã da TVI conduzido pelo seu mandatário Manuel Luís Goucha, a advogada e ex-comentadora não se coíbe de defender ideias que a aproximam de bandeiras do Chega, partido ao qual, aliás, já se recusou a erguer barreiras sanitárias. Castração química de pedófilos e mais fiscalização ao rendimento social de inserção são parte dos seus princípios, a que já juntou, por exemplo, a transformação da Amadora numa smart city à imagem de Singapura.

Garcia assegura ter sido convidada por André Ventura para liderar uma candidatura autárquica, mas diz-se simpatizante do PSD. “Sempre votei no PSD. E assumo com orgulho a minha condição de eleitora deste partido, essencial à democracia portuguesa. […] Nunca estive próxima do partido Chega nem tenho qualquer ligação ao partido, embora confirme que fui abordada pelo mesmo, tendo rejeitado sempre esses convites, como é aliás, de conhecimento público”, escreveu, no Observador.

Nascida em Moçambique, chegou a Portugal com onze anos, depois de ter frequentado um colégio de freiras na África do Sul do Apartheid. “Deploro e rejeito nos termos mais categóricos qualquer acusação de racismo ou de xenofobia. E sou estruturalmente, e geneticamente, antirracista”, assegura a candidata.

Ventura concedeu-lhe, no Twitter (hoje X), um rasgado elogio antes das autárquicas de 2021: “A democracia é assim. A direita está em reconfiguração profunda. José Dias [candidato do Chega] e Susana Garcia são dois excelentes nomes para a Amadora. Espero que vença o José Dias, mas a escolha de Susana Garcia pelo PSD é um dado digno de registo. Boa evolução de Rui Rio!

José Dias acabaria por obter 5,44% dos votos, acima dos 4,2% do partido a nível nacional. Garcia, que colocou um cartaz da sua candidatura à Amadora em frente à Assembleia da República, em Lisboa, a proclamar “o sistema vai tremer”, não provocou o prometido terramoto laranja, mas conseguiu eleger o terceiro vereador do PSD perdido em 2013.

Talvez em resultado da admiração de Ventura por Garcia, ele que também saiu do anonimato no comentário televisivo e nasceu politicamente no PSD da periferia de Lisboa, o próprio fez um quase plágio de cartazes. Onde, com a candidata autárquica em 2021, se lia “Dia 26 o sistema vai tremer”, com Ventura candidato nas legislativas de 2022 lia-se “No dia 30 de janeiro vamos fazer o sistema tremer”.

Tenho consciência de que ganhei reconhecimento junto da opinião pública como advogada e comentadora em programas televisivos que abordam o fenómeno criminal e a segurança pública, e que essa exposição, apesar de me ter trazido muitos apoios, trouxe-me igualmente detractores, e muitos ataques ao meu carácter”, afirmou em entrevista a O Diabo, jornal de direita em que Marcelo Rebelo de Sousa já foi o colunista Agapito Pinto.

António Costa acusou o líder do PSD de ter ido buscar Garcia ao Chega e, durante algum tempo, Rio não quis tocar no tema. A sua ausência na apresentação da candidatura de Garcia foi notada. “Das coisas mais ajuizadas que vi Rui Rio fazer nos últimos tempos”, disparou Joana Marques no seu “Extremamente Desagradável”, onde visou Garcia e o seu apoiante Manuel Luís Goucha, nota do mediatismo televisivo destes.

Aliás, no vídeo feito para as redes sociais durante o lançamento da candidatura, Garcia e Goucha têm voz, ao passo que aos dirigentes do PSD, CDS e PPM apenas a leitura labial permitiria entender o discurso. Noutra passagem destacada noutro episódio do podcast da Renascença, Suzana Garcia admitia que julgava que Massamá (concelho de Sintra) se situava na Amadora e prometia: “Daqui a quatro anos, Massamá vem bater-nos à porta porque vai querer ser Amadora”. Vai anexar, perguntou o mediático apoiante: “Se eles quiserem, é natural, com aquilo que eu vou fazer!”

Ao ECO/Local Online, um dirigente social-democrata recorda momentos da campanha de 2021 em que Garcia entrou decidida em certas freguesias com um à-vontade que mais ninguém com as cores laranja alguma vez sentira.

Um momento definidor da empatia, destaca a mesma fonte, foi quando irrompeu pelo mercado da Brandoa com Luís Montenegro a seu lado, em abril de 2023, contrariando assim os que temiam uma arruaça, no lugar de arruada. De facto, excetuando Alfragide, o PSD e o CDS não têm, historicamente, penetração no eleitorado amadorense.

Quando visitou o bairro da Brandoa, na freguesia da Encosta do Sol, Montenegro confiou no “escudo” de Garcia. Dois anos depois, nas legislativas de 18 de maio, os eleitores deram, tal como na vizinha Mina de Água, o segundo lugar ao Chega, à frente da AD. Território dominado há muito pelo PS, estas mesmas freguesias, onde se somam bairros municipais, davam até 2022 votações relevantes ao PCP e Bloco de Esquerda – em 2017, os bloquistas tiraram um vereador ao PCP na Amadora.

Em 2021, mesmo perdendo para Carla Tavares, Garcia conseguiu “o melhor resultado que o PSD teve nos últimos 20 anos” – na realidade, os 24,55% constituem melhor resultado desde os 22,5% de 2005, o que nas contas das últimas autárquicas perfaz 16 anos, mas Suzana Garcia poderá gabar-se de ter recuperado a AD para a casa dos 24%, após as quebras dos anos da “troika” e da “geringonça”. Ao mesmo tempo que, naquele programa do apoiante Goucha, em outubro de 2023, enaltecia o seu resultado, anunciava que seria recandidata em 2025. O PSD só confirmou o seu nome no passado 15 de julho.

Presidente acusado de querer “ser conhecido como um gajo porreiro”

Presidente da Câmara da Amadora durante uma visita do ECO/Local Online a uma das obras municipais, em julho, dias antes de ser anunciado pelo PS como candidato. FOTO Hugo AmaralHugo Amaral/ECO

Vítor Ferreira, atual presidente, é o contraponto à notoriedade e presença espaventosa da adversária, a qual, em 2021, escreveu que “num tempo em que se incentiva à participação das mulheres, ainda se permitem fazer apreciações sobre a sua aparência, ou sobre o seu tom de voz, ou sobre a paixão com que verbalizam as suas convicções”.

No que toca a paixões, Ferreira teve uma inicial, a de piloto de aviões, mas foi a segunda, arquitetura, que lhe deu o bilhete de entrada na autarquia no início do século.

Preparado para luta física, o ex-praticante de karaté no clube do seu bairro, na Amadora, só agora terá o primeiro confronto eleitoral enquanto cabeça de cartaz, mas confia na ligação à terra onde começou a servir os amadorenses em jovem no café dos pais.

“A ideia era seguir até ao fim e em 2025 apresentar uma lista que eu encabeçaria. Agora isto permite-me ganhar um bocadinho mais de calo em relação às funções de presidente”, disse Vítor Ferreira, à Time Out, há um ano, após subir a presidente, e concluiu: “conheço bem o território, mas as pessoas não me conhecem. Vou apostar numa política de proximidade, o meu percurso sempre foi esse. Acho que este ano vai ser muito útil para isso”.

Mas há quem veja nisso uma fragilidade, caso de Rui Paulo Sousa, deputado em São Bento, membro do núcleo duro de André Ventura e secretário-geral do partido, e opte por um discurso mais autoritário: “Eu, ao contrário do atual presidente, não quero ser conhecido como um gajo porreiro. Eu não venho para fazer amigos, não venho para dar tachos, não venho para fingir que está tudo bem. Venho para impor a lei, a ordem, disciplina e rigor”.

Eu, ao contrário do atual presidente, não quero ser conhecido como um gajo porreiro. Eu não venho para fazer amigos, não venho para dar tachos, não venho para fingir que está tudo bem. Venho para impor a lei, a ordem, disciplina e rigor.

Rui Paulo Sousa

Candidato do Chega à Câmara Municipal da Amadora

Ao contrário de Carla Tavares, o atual candidato reside no concelho. Foi na Amadora, então freguesia do concelho de Oeiras — ainda hoje os serviços municipalizados estão unidos nos SIMAS de Oeiras e Amadora –, que Vítor Ferreira nasceu, num parto em casa, em 1972, sete anos antes de a vila passar a cidade e concelho.

A ligação do atual autarca à cidade escuda-o do argumento usado por Garcia em 2021 contra Carla Tavares. A própria advogada vivia fora, mas “no mês seguinte às eleições mudou-se para a Amadora”, escreveu, há dias, na sua conta do Facebook, o presidente da comissão de honra da candidata, Manuel Luís Goucha.

Mas, a crer no candidato do Chega, Rui Paulo Sousa, a residência no concelho não terá sido suficiente para a recandidata pelo PSD fazer o caminho até à Câmara: [Suzana Garcia] “como vereadora faltou a mais de metade de todas as reuniões camarárias e tem como principal mentor e conselheiro, imaginem, Isaltino Morais, o presidente da Câmara de Oeiras, e todos nós sabemos do que é que ele é especialista”.

O candidato do Chega é um beirão – tal como os pais do atual presidente –, e a sua ligação à Amadora é uma questão de circunstância. Em 2021 foi candidato do partido por Castelo Branco, reconhecendo que “vir de fora é sempre um problema”, mas que as suas raízes familiares estavam naquele concelho.

Antes, nas legislativas de 2019, tinha sido cabeça de lista do partido criado por Pedro Santana Lopes, o Aliança, pelo círculo de Santarém. Em janeiro de 2020, cerca de três meses após o desaire nacional do partido de Santana, mudou-se para o Chega.

“Desvinculei-me do Aliança sobretudo porque fiquei desiludido com o resultado eleitoral, mas também porque o partido perdeu o seu ímpeto inicial e acabou por colocar-se mais ao centro”, disse ao Expresso, em maio desse ano.

A ascensão junto de Ventura foi rápida. Em pouco tempo passou a diretor de campanha do líder, coordenador da Comissão de Ética e mandatário e diretor de campanha do fundador do Chega na candidatura a Presidente da República em que Ventura foi o segundo mais votado no distrito de Castelo Branco.

“Vitória total e histórica” com PCP a cair e Pacheco Pereira a despedir-se no PSD

Cartaz da candidatura de Joaquim Raposo que permitiu ao PS terminar 18 anos de governação na Amadora (imagem do arquivo Ephémera)

O secretário-geral do Chega é um dos que atira aos 28 anos de vitórias autárquicas socialistas na Amadora. Em 1997, no que o jornal Acção Socialista chamou de “vitória total e histórica”, o PS “roubou” ao PCP a liderança da Junta Metropolitana de Lisboa e o PSD saiu de cabeça baixa, levando Pacheco Pereira a demitir-se de presidente do PSD/Lisboa.

“Contra todas as expectativas, contra alguns setores da Comunicação Social, contra o cepticismo, inclusive, de alguns dos seus camaradas, o militante histórico do PS Joaquim Raposo foi eleito presidente da Câmara da Amadora, pondo termo a um dos bastiões comunistas”, escrevia o Acção Socialista, jornal do PS.

Uma das primeiras medidas do novo presidente seria “uma sindicância, porque é necessário que toda a gente saiba a situação financeira da Câmara”.

Uma iniciativa que, agora, é Rui Paulo Sousa a tomar: “o Chega vai pedir auditorias externas às contas da Autarquia da Amadora relativamente aos últimos oito anos!”, avisa. Um prazo de oito anos que parece circunscrito aos mandatos em que Vítor Ferreira esteve como vereador, vice-presidente ou presidente.

Em 2017, era Carla Tavares a recandidata, Vítor Ferreira entrou na lista em sexto lugar, penúltimo eleito pelo PS, numa maioria absoluta em que o PSD perdeu o seu único reduto na Amadora, Alfragide.

Já em 2021 apareceu como segundo na lista e tornou-se vice-presidente, sendo a si que Carla Tavares recorreu para pegar no leme quando seguiu para Bruxelas nas últimas Europeias, em 2024.

Agora, é o Chega que reclama por uma maioria absoluta e acusa o PS de “transformar a Amadora novamente na Porcalhota”, visão manifestada na apresentação da candidatura: “Porcalhota, repito, Porcalhota: este era o nome original da atual Amadora. Mas passados 118 anos dessa mudança, basta caminhar pelas freguesias, pelas ruas, por toda a cidade para percebermos que a Porcalhota está de volta”.

Atento a questões de toponímia está também o produtor do vinho Terra dos Porcos, marca que recupera uma antiga designação de Arronches, onde Gonçalo da Câmara Pereira tem o seu projeto de enologia. O líder do PPM é um dos nomes ao lado da Suzana Garcia na coligação que inclui ainda PSD, CDS, RIR e MPT.

Apesar de ter sido afastado da candidatura com os mesmos PSD e CDS na AD nas legislativas de 18 de maio, altura em que se disse “enxovalhado por dois betinhos” (Luís Montenegro e Hugo Soares), e de não constar da recandidatura de Carlos Moedas para 12 de outubro, Câmara Pereira está de braço dado com Suzana Garcia. Em 2021, esteve na coligação “Basta” com o Chega para as Europeias, e aquando da formação do Governo em 2024 defendeu governação da sua AD com o Chega.

Precisamente no Chega, e puxando de bandeiras nacionais do partido, Rui Paulo Sousa, ex-empresário agrícola em Santarém, ataca o PS pela “política de integração de diversidade cultural, políticas de habitação social que só trouxeram mais insegurança, mais criminalidade e menos qualidade de vida”.

Mas se há quem critique a imigração, há quem apele ao seu voto. “Queres votar nas autárquicas? Se és imigrante, pode ser que tenhas esse direito – e é importante usá-lo”. Quem o escreve, na rede social X, é o Livre. Com apostas na habitação, ecologia e criação de ciclovias, por exemplo, o candidato Hugo Lourenço, consultor de comunicação, olha para um eleitorado habituado a ser visado, mas como alvo de críticas.

Ao contrário de outros municípios da Grande Lisboa, na Amadora não há coligações à esquerda. É cada um por si. Além do partido de Rui Tavares e da candidatura socialista do atual presidente, a CDU apresentam ex-deputados europeus.

O comunista João Pimenta Lopes é biólogo, residente na Amadora e chegou a Bruxelas para substituir João Ferreira, vereador e candidato do partido em Lisboa. A bloquista Anabela Rodrigues foi sua colega em Bruxelas, onde durante uns meses substituiu Marisa Matias e se tornou a primeira portuguesa negra eurodeputada.

“Imigrante não é criminoso, libertem os imigrantes”, instou, numa manifestação no Porto, no final de julho, a candidata descrita pelo seu partido como “ativista anti-racista e pelos direitos dos imigrantes”. Na apresentação, abordou feridas do concelho, os bairros ilegais da Cova da Moura, Azinhaga, Estradas Militares, Fontainhas, 6 de Maio, Estrela de África, Venda Nova, Sucupira e Santa Filomena, onde em julho houve demolições que levaram o movimento Vida Justa a exigir a paragem dos trabalhos, tal como fez em Loures no Talude Militar.

Os terrenos [do bairro da Cova da Moura] não são nem do município, nem da administração central, nem das pessoas que lá se residem, é um problema que tem de ser resolvido com proprietários dos terrenos. Em tempos houve negociações, mas a exigência do ponto de vista financeiro era enorme

Vítor Ferreira

Presidente da Câmara Municipal da Amadora

E, tal como o colega de Loures, também na Amadora o autarca assegurou haver moradores chegados há pouco tempo ao país e outras oriundas de concelhos vizinhos, lembrando o investimento feito em 2012 pelos socialistas para ali erradicar 442 barracas onde viviam quase duas mil pessoas. Ao ECO/Local Online, Vítor Ferreira esclarece que a autarquia tem 2198 fogos habitacionais e 800 pessoas em lista de espera para casa municipal.

Atualmente, dos 36 bairros identificados há 30 anos, falta resolver o da Estrada Militar da Damaia, Quinta da Laje e um dos mais mal-afamados do país, Cova da Moura, de que a candidata bloquista, que sempre ali viveu, fala com experiência de causa.

Vítor Ferreira, arquiteto, também conhece aquele intrincado labirinto de ruas a menos de um quilómetro de Lisboa. “Os terrenos não são nem do município, nem da administração central, nem das pessoas que lá se residem, é um problema que tem de ser resolvido com proprietários dos terrenos. Em tempos houve negociações, mas a exigência do ponto de vista financeiro era enorme”. E a haver solução no âmbito da titularidade da propriedade, o PDM não permitirá mais de 1100 fogos, o que obrigará a milhões em demolições, loteamento, equipamentos, espaços verdes, arruamentos… “A situação tem de ser vista com o Governo da República. Já houve um estudo para uma solução, mas o tema foi abandonado”, diz Vítor Ferreira.

A Amadora é um território exigente, com 171 mil habitantes de 110 nacionalidades em 24 quilómetros quadrados rasgados pelo IC 16, IC17, IC18, IC19, uma linha férrea e pejado de grandes superfícies e armazéns.

Quem melhor saberá desatar nós entre 2025 e 2029 é o que os amadorenses terão de decidir a 12 de outubro.

 

Nota: artigo corrigido a 18 de agosto com o número de sete vereadores eleitos pelo PS em 2017

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