Bienal Manifesta em Coimbra vai custar 8 milhões de euros
Coimbra foi escolhida para ser o epicentro da arte contemporânea europeia na próxima Bienal Manifesta, em 2028. Ministério da Cultura comparticipa metade do investimento de oito milhões.

A cidade de Coimbra vai acolher, em 2028, a bienal europeia de arte contemporânea Manifesta. Será a primeira vez que Portugal é palco desta iniciativa europeia, que vai custar oito milhões de euros assegurado em partes iguais pelo Estado central e entidades locais, patrocinadores e doadores da iniciativa, avança a Turismo Centro de Portugal num comunicado.
A 17.ª edição da bienal – um festival centrado nas artes visuais com uma componente de renovação urbana – será organizada conjuntamente com a Anozero – Bienal de Arte Contemporânea que é uma iniciativa do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Câmara Municipal e Universidade de Coimbra.
“Este será um momento absolutamente transformador para a cidade e para a região, que vai permitir afirmar Coimbra como um centro de criação contemporânea, de pensamento crítico e de diálogo europeu”, assinala o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, num comunicado enviado às redações.
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, citada na mesma nota, considera que é “especialmente interessante nesta Bienal, para além da visibilidade internacional, a capacidade de regeneração urbana com impactos duradouros e a mobilização e formação de equipas nacionais”.
A cidade foi escolhida para ser palco da edição de 2028 “por apresentar condições únicas de cocriação entre arte, território e sociedade”, indica, por sua vez, o Turismo Centro de Portugal, adiantando que o evento vai envolver toda a região, numa abordagem territorial alargada e inclusiva.
A escolha de Coimbra para acolher a Manifesta 2028 é um marco histórico para a cultura contemporânea no país e uma extraordinária oportunidade de projeção internacional da região de Coimbra e do Centro de Portugal.
Para Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, “a escolha de Coimbra para acolher a Manifesta 2028 é um marco histórico para a cultura contemporânea no país e uma extraordinária oportunidade de projeção internacional da região de Coimbra e do Centro de Portugal”.
Rui Ventura está convicto de que “Coimbra e toda a região vão beneficiar da visibilidade global de um evento que atrai públicos exigentes e promove um envolvimento ativo dos cidadãos”.
Na rede social X, o primeiro-ministro Luís Montenegro já reagiu à escolha de Coimbra para acolher a iniciativa. “Em 2028, Coimbra vai ter ainda mais encanto! É com grande entusiasmo que vejo esta nossa cidade ser escolhida para epicentro da arte contemporânea europeia na próxima Bienal Manifesta. Que orgulho! Parabéns, Coimbra”, salientou.
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Também o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, considera que se trata de “uma oportunidade ímpar para repensar a cidade e a região, projetando-as no mapa internacional como um verdadeiro polo da arte contemporânea”.
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