Dinamarca afirma que ataque dos EUA à Gronelândia significaria o fim da NATO

  • Lusa e ECO
  • 5 Janeiro 2026

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, salientou que se "os EUA optarem por atacar militarmente outro país da NATO, será o fim de tudo, incluindo da nossa NATO".

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou esta segunda-feira que um ataque dos EUA à Gronelândia significaria o fim da NATO.

Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da NATO, será o fim de tudo, incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial”, disse Mette Frederiksen à estação televisiva TV2 classificando a situação como grave.

A líder dinamarquesa voltou a pedir que os Estados Unidos parem com as ameaças “contra um aliado histórico” por causa da Gronelândia.

A chefe do Governo dinamarquês afirmou estar a fazer “tudo o que for possível” para impedir uma escalada, rejeitando as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e sublinhando que a Dinamarca alocou cerca de 90 mil milhões de coroas (1,2 mil milhões de euros) à segurança na região até 2025.

Também o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, recorreu às redes sociais para dizer ao líder dos EUA: “Já chega. Basta de pressão. Basta de insinuações. Basta de fantasias de anexação.”

Questionado pela revista The Atlantic sobre as implicações para a Gronelândia do ataque militar norte-americano à Venezuela de sábado passado, Trump afirmou que caberia aos aliados avaliar a situação, reiterando depois que os Estados Unidos “precisam da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional”.

A representante da Gronelândia no Parlamento dinamarquês, Aaja Chemnitz, considerou “essencial estar preparado para todos os cenários”, incluindo ameaças externas ou sabotagens a infraestruturas estratégicas. Esta segunda o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China instou Washington a deixar de usar a “ameaça chinesa” como pretexto para ganhos estratégicos, após Trump ter denunciado alegada presença de navios russos e chineses junto à costa da Gronelândia.

Os líderes europeus manifestaram apoio à Dinamarca e à Gronelândia, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a solidarizar-se com Copenhaga, enquanto a Comissão Europeia apelou ao respeito pelos princípios da soberania e da integridade territorial.

A tensão intensificou-se após a nomeação, no final de dezembro, de um enviado especial norte-americano para a Gronelândia e depois de uma publicação nas redes sociais associada à Casa Branca sugerir uma futura anexação.

Segundo uma sondagem divulgada em janeiro de 2025, 85% dos gronelandeses opõem-se à anexação aos Estados Unidos, contra apenas 6% favoráveis.

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