Associações empresariais de Viana e Figueira da Foz preparam empresas para energia offshore
Viana do Castelo e Figueira da Foz são "territórios decisivos", considerando a "proximidade ao mar, tradição industrial e capacidade logística portuária", atestam associações empresariais.
As associações empresariais de Viana do Castelo e da Figueira da Foz estão a transmitir conhecimento às pequenas e médias empresas (PME) do Alto Minho e do Baixo Mondego para as capacitar com competências e ferramentas que lhes permitam competir no mercado da energia eólica offshore, de olhos postos no desenvolvimento económico e sustentável dos territórios.
Por entenderem que se trata de “um setor emergente e estratégico para o país“, as duas associações empresariais juntaram sinergias para avançar no terreno com este projeto denominado “Inovsea offshore”. E que surge no seguimento de um outro programa, o Inovasea, de inovação e competitividade na economia do mar das regiões costeiras do Alto Minho e Baixo Mondego, que as duas entidades empresariais já levaram a cabo.
“Portugal está a posicionar-se como um futuro hub europeu da energia offshore, alinhado com as metas do plano REPowerEU, que prevê atingir 300 GW de capacidade instalada em eólica offshore na Europa até 2050″, referem num comunicado.
A energia azul será uma alavanca para a inovação e para a qualificação das nossas PME. O Inovsea offshore é um passo essencial para garantir que o tecido empresarial local está pronto para competir e colaborar neste novo mercado.
As associações empresariais consideram não haver tempo a perder, e que Viana do Castelo e Figueira da Foz são “territórios decisivos [devido à] sua proximidade ao mar, tradição industrial e capacidade logística portuária, tornando-se pontos de ancoragem para a economia azul”.
Para Vitória Abreu, presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), “a energia azul será uma alavanca para a inovação e para a qualificação das PME. O Inovsea offshore é um passo essencial para garantir que o tecido empresarial local está pronto para competir e colaborar neste novo mercado.”
Este programa visa preparar as empresas “para esta transição e para que possam beneficiar das oportunidades que a energia offshore vai criar”, sublinha o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEDVC), Manuel Cunha Júnior. Nesse sentido, as PME têm à disposição ações de formação.
Os empresários podem ainda integrar “missões internacionais de benchmarking, hackathons de inovação, jornadas de capacitação e estudos prospetivos sobre o impacto da energia offshore nas economias locais”, detalham.
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