Von der Leyen pede ‘luz verde’ rápida na UE ao SAFE português após aval de Bruxelas
Os planos SAFE de oito Estados-membros, incluindo Portugal, foram aprovados na reunião do colégio de comissários e agora é "urgente" que o Conselho aprove esses planos, disse von der Leyen.
A presidente da Comissão Europeia pediu esta quinta-feira a rápida aprovação pelo Conselho da União Europeia (UE) do plano português para empréstimos de 5,8 mil milhões de euros na defesa, após o aval de Bruxelas. Von der Leyen anunciou ainda que Bruxelas quer apresentar uma nova estratégia de defesa para a Europa durante a presidência de Chipre do Conselho da União Europeia.
“Os planos de oito Estados-membros [o de Portugal e mais sete] foram ontem [quarta-feira] aprovados na reunião do colégio de comissários e agora é urgente que o Conselho aprove esses planos para permitir a alocação de verbas”, afirmou Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa na cidade cipriota de Limassol, no âmbito da viagem do colégio de comissários a Chipre, que assume este semestre a presidência do Conselho da União Europeia.
A Comissão Europeia aprovou, na quarta-feira, o plano para Portugal aceder a 5,8 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para investir em capacidades de defesa, sendo este um dos oito países com aval preliminar (bem como Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha e Croácia) no âmbito do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE). Um total de 19 países europeus recorreu a este mecanismo para reforçar as suas capacidades de defesa.
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“No ano passado, ao nível europeu, fizemos mais investimento em defesa do que nas décadas anteriores […] e isso inclui os 150 mil milhões de euros do programa SAFE”, adiantou Ursula von der Leyen. Pacote que a presidente da Comissão Europeia pretende que chegue rápido aos países, dependendo da aprovação do Conselho da União Europeia. “Se as coisas forem rápido podemos estabelecer que desde a proposta do SAFE no Colégio até à sua entrega levaria um ano. Seria fantástico”, assinalou.
A presidente da Comissão Europeia destacou ainda a proposta do empréstimo de 90 mil milhões de euros, dos quais 60 mil milhões para apoio e assistência ao esforço militar, apresentada na quarta-feira de apoio à Ucrânia.
“Ao mesmo tempo estamos a trabalhar com os Estados Unidos e outros parceiros no chamado ‘Pilar da Prosperidade’ para a Ucrânia, para um futuro acordo de paz, para recuperar a economia ucraniana, e aqui gostaria de destacar o papel central que o acesso da Ucrânia à UE poderia representar. Por experiência temos visto que, com o acesso à UE um enorme crescimento económico acontece, a Polónia é disso exemplo. Desde a sua entrada, a Polónia duplicou o seu mercado económico devido ao acesso ao mercado comum. Por isso, a entrada é, em simultâneo, uma garantia de segurança para a Ucrânia, mas também o motor para futuro crescimento e prosperidade da Ucrânia”, disse von der Leyen.
Nova estratégia de defesa para a Europa durante a presidência cipriota
As atuais necessidades da Ucrânia são “imensas”, diz a presidente da Comissão Europeia, destacando o apoio dado até ao momento ao país após a invasão russa: em quatro anos, foi dado um apoio de 193 mil milhões e “podemos construir em cima dos instrumentos que temos criado para garantir que este dinheiro é rapidamente transferido para a Ucrânia”, disse.
“É tempo para uma nova abordagem europeia a tudo isso. E, no ambiente que temos neste momento em segurança e defesa, decidimos que é tempo [durante a presidência cipriota] de apresentar uma nova estratégia europeia de segurança”, disse a presidente da Comissão Europeia, sem mais detalhes.
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