Leiria teme perda de fundos do PRR e pede solução ao Governo

Financiamento do PRR a estabelecimentos de saúde e educação impõe conclusão até final de junho. Governo tem de abordar Bruxelas e sensibilizar para situação de exceção, defende autarca.

O balanço dos danos provocados pela depressão Kristin na região centro continuam por fazer, mas em Leiria já se fazem contas ao atraso que a destruição profunda nas infraestruturas e empresas do concelho vai provocar em equipamentos de educação e saúde financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Pelas regras de Bruxelas, as obras financiadas pelo PRR terão de estar prontas até final de junho, na sua esmagadora maioria, embora depois da reprogramação a nova data limite é de 31 de agosto. Mas na Câmara de Leiria duvida-se que os prazos previstos até meio desta semana sejam passíveis de cumprimento.

“Os investimentos PRR têm prazo de conclusão em junho. Em muitas das obras que estão em curso, como é o caso das escolas de Leiria, ou centros de saúde, muitas das empresas que fazem essas obras, são desta região. Veem as suas estruturas colapsadas, não têm energia para trabalhar, muitas das gruas e andaimes caíram”, nota Gonçalo Lopes, presidente da Câmara.

Os investimentos PRR têm prazo de conclusão em junho. Em muitas das obras que estão em curso, como é o caso das escolas de Leiria, ou centros de saúde, muitas das empresas que fazem essas obras, são desta região.

Gonçalo Lopes

Presidente da Câmara Municipal de Leiria

Ao ECO/Local Online, Gonçalo Lopes defende que “há um atraso provocado pela intempérie que deverá ser compensado no prazo de términus da obra”. A pretensão do Executivo é, precisamente, que o Governo de Luís Montenegro assegure conversações com Bruxelas para se encontrar uma solução. Isso mesmo foi transmitido ao primeiro-ministro durante a visita deste ao concelho, nesta quinta-feira.

Em declarações aos jornalistas, transmitidas pelas televisões, Luís Montenegro garantiu, que perante as preocupações com o cumprimento do calendário do PRR, “haverá resposta para isso”.

“A Europa não sofreu aquilo que estamos a sofrer. Pode haver uma exceção. A política é feita de exceções, não só de regras”, defende o autarca socialista.

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